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Em reunião com dirigentes dos clubes semifinalistas da Copa Libertadores, nesta quarta-feira, 15, a direção da Conmebol informou que a final da competição está mantida para Lima, em 29 de novembro. A queda da presidente do Peru, Dina Boluarte, na semana passada, após protestos espalhados pelo país, preocupou a confederação sul-americana.
Os presidentes de Flamengo e Palmeiras estiveram presentes no encontro em Assunção, que tratou principalmente de detalhes operacionais das semifinais. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e Leila Pereira não chegaram a conversar, segundo apuração da coluna.
A relação entre os dois azedou por causa de uma discordância sobre a divisão do dinheiro dos direitos de transmissão da Libra, bloco do qual ambos fazem parte. Em entrevista ao UOL, o dirigente flamenguista afirmou que a palmeirense quer “mandar na Libra como se o negócio fosse dela”. O Flamengo alega uma perda de cerca de R$ 100 milhões anuais, enquanto a Libra sustenta que o acordo foi assinado pela gestão anterior e deve ser cumprido.
O novo presidente do Peru. José Jerí, já tomou posse e nomeou ministros para um governo de transição, o que abriu o diálogo da Conmebol com o gabinete para a confirmação de duas garantias necessárias à realização do jogo no Estádio Monumental. A primeira é contratual, relacionada à isenção de impostos prevista, entre outros pontos, e a segunda diz respeito à segurança de clubes e torcedores visitantes.
Um grande protesto nacional no Peru está sendo realizado nesta quarta-feira, contra a corrupção e o aumento da criminalidade. Segundo a imprensa peruana, porém, a adesão, principalmente de setores do transporte, diminuiu, comparado com manifestações anteriores, o que pode gerar uma pacificação nas próximas semanas.
A direção da Conmebol monitora desde meados de setembro a situação política e social no Peru, mas sempre teve como prioridade a manutenção da partida em Lima. Já há toda uma logística preparada para as ativações de patrocinadores, por exemplo, o que tornaria uma mudança bastante complicada.
Em caso extremo de necessidade de alteração, caso não houvesse garantia de segurança, Assunção, no Paraguai, onde fica a sede da Conmebol, era a opção cogitada internamente, como a coluna informou na semana passada.
O problema, nesse caso, é a capacidade dos estádios na capital paraguaia: o Nueva Olla, do Cerro Porteño, e o tradicional Defensores del Chaco, ambos com cerca de 45 mil lugares, o que é pouco, principalmente se a final for entre Flamengo e Palmeiras.
No Monumental de Lima cabem cerca de 80 mil pessoas, e toda a operação de hospitalidade e áreas VIP já está pronta, o que tornaria ainda mais complicada uma mudança de sede a pouco mais de um mês da data da partida.
As semifinais da Libertadores ocorrem nas duas próximas semanas. O Palmeiras enfrenta a LDU, com o primeiro jogo em Quito e a decisão no Allianz Parque, em São Paulo. Já o Flamengo abre a série contra o Racing no Maracanã, no Rio, decidindo a vaga na finalíssima na Argentina.