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Mauro Beting traça uma linha do tempo de dérbis entre Palmeiras e Corinthians: 1954, 1974, 1993 e 1995, com destaque para o papel de Ademir da Guia
Futebol é coisa de louco. E, no caso específico deste ano no dérbi paulistano, de um bando de loucos corintianos. Eles não eram favoritos no Campeonato Paulista contra o Palmeiras, mas venceram no Allianz Parque no único chute de Yuri Alberto. Depois, na volta na Neo Química Arena, seguraram a bronca em Itaquera, até com Hugo Souza defendendo um pênalti e o Corinthians, o maior campeão dos campeões paulistas, evitou o tetracampeonato estadual do Palmeiras.
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Agora, nas oitavas da Copa do Brasil, o Corinthians também não era favorito diante de um Palmeiras que havia chegado até as quartas de final do Mundial de Clubes, e só havia perdido no final do jogo contra o futuro campeão Chelsea. O Corinthians com a sua pior dívida e com a sua pior crise administrativa da história. E só agora podendo contar com o trio que faz a diferença com Garro, Memphis e Yuri.
E que nem precisaram jogar muito para vencerem o Palmeiras em Itaquera por 1 a 0. Ainda que perdendo um pênalti no tempo normal. Na volta, no Allianz Parque, de novo o Corinthians fez as dele e conseguiu, eliminar o maior rival. O Palmeiras do Abel, bastante criticado pelos palmeirenses até quando vence, imagina quando vai completar um ano sem títulos... Mesmo com tantos investimentos (e ainda que perdendo seus melhores jogadores da temporada, como Estêvão e Richard Ríos, e não podendo contar com o lesionado Paulinho), se esperava mais futebol do Palmeiras.
Mas não mais no jogo de volta contra o Corinthians pela expulsão infantil de Anibal Moreno. Já seria um absurdo em qualquer tempo, em tempos de VAR mais ainda. E com 15 minutos de jogo, e de dérbi, o Palmeiras ficou com um jogador a menos contra o Corinthians . É fato que até não jogou mal no primeiro tempo. Criou oportunidades, igualava o jogo até os 42, quando a bola carambolada sobrou para Mateus Bidu abrir a contagem para o Corinthians.
E a contagem acabou sendo aberta para o Palmeiras como se fosse em ringue de boxe. O time muito nervoso perdeu o auxiliar João Martins expulso por reclamação.
Na segunda etapa, Abel sacou Facundo e Vítor Roque, tentou fechar o meio com Emiliano e tentar algo na bola parada com Flaco. Mas foi de cabeça que Gustavo Henrique encaminhou a classificação, aos 13, aproveitando outra falha defensiva palmeirense pelo alto, em falta cobrada por Garro.
O que já era dificílimo pareceu impossível para o Palmeiras em mais um clássico que igualou os desiguais. Até pelo não-futebol que se viu em tretas, discussões e cartões desde o segundo gol.
Classificação que dá outro fôlego a Dorival. E coloca mais pimenta na receita de Abel, pela primeira vez xingado pela torcida, em quase cinco anos de Palmeiras.