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O Flamengo foi um dos melhores times da fase de grupos do Mundial de Clubes. Jogou o suficiente contra o Espérance, fez uma partida excepcional contra o Chelsea e, sem alguns titulares devidamente poupados para as oitavas (para o time já classificado em primeiro lugar quando entrou em campo contra o Los Angeles FC), fez uma boa primeira etapa e um segundo tempo mais arrastado. Merecia mais sorte, que não teve, com três bolas na trave no primeiro tempo, e mais uma na etapa final. Podia mesmo ter feito 100% de aproveitamento sem dificuldades.
O que o Flamengo não merecia é o que o time alternativo do Bayern fez contra o Benfica. Kompany poupou oito de seus titulares, até porque, assim como o Flamengo, tem um excelente elenco em quantidade e qualidade. Mas tomou um gol no início de jogo muito bom do Benfica. Depois, o Bayern perdeu um contêiner de chances, sobretudo na segunda etapa, levando o mega campeão alemão a um confronto que ele não queria - e o clube carioca, também não.
Flamengo x Bayern era um jogo que eu esperava já nas oitavas. Mas entre o Bayern, líder do seu grupo, e o Flamengo atrás do Chelsea. O que não se viu em momento algum. O Flamengo foi brilhante contra a equipe inglesa e mereceu amplamente a primeira colocação. O Bayern pintava como o grande favorito para ser o primeiro da chave. Não deu por deméritos próprios. Ou pior: vai dar logo de cara. Um gigante vai cair prematuramente.
Talvez o inesperado empate na última rodada deixe lições ao time de Filipe Luís. A desatenção de várzea do gol do time californiano é daquelas pisadas na bola que tiram títulos do clube. Como Walace Yan é cada vez mais aquele menino para entrar e fazer bonito como se fosse a coisa mais natural do mundo o belo gol de empate feito na sequência.
O tranco do 1 a 1 em jogo que nada valia a não ser dar minutos para Pedro se recuperar e outros ganharem corpo pode acabar sendo pedagógico para um Flamengo que vai encarar de igual o poderoso Bayern.