Poucos dias depois de Michael Schumacher afirmar que poderá continuar correndo na Fórmula 1 "por mais dez anos", Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, declarou que Kimi Raikkonen, hoje na McLaren, é o seu preferido para substituir o alemão. Em entrevista para a publicação inglesa F1Racing, Todt falou sobre o finlandês de 24 anos. "É rápido, tem talento natural, não dá declarações precipitadas e não tem interesse em aparecer. Gosto disso." O contrato de Raikkonen, vice-campeão do mundo ano passado, com a McLaren termina no fim da próxima temporada, enquanto Schumacher tem compromisso com a Ferrari até o fim de 2006. Hoje, se Todt tivesse de decidir quem aceleraria o melhor carro da Fórmula 1, seria Raikkonen. Questionado sobre Juan Pablo Montoya, o dirigente não foi político. "É talentoso também, mas agressivo demais, às vezes, desnecessariamente." O colombiano que completará 29 anos dia 20 competirá com a McLaren nos dois próximos campeonatos. "Se você me perguntar com qual dos dois eu fico, Montoya ou Raikkonen, digo que com o segundo", afirmou Todt. Novo regulamento - O presidente da FIA, Max Mosley, não se pronunciou, nesta terça, a respeito do fim do prazo para o encaminhamento de propostas visando alterar as regras técnicas e esportivas da Fórmula 1. As equipes tinham até segunda-feira para sugerir algo ou acatar o pacote de mudanças criado pelo próprio Mosley. A FIA, no entanto, distribuiu comunicado informando que sexta-feira, em Monza, depois da sessão da tarde de treinos do GP da Itália, Mosley dará entrevista coletiva. Possivelmente será conhecido, então, o regulamento de 2005. Mas Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, não se esquivou de analisar a questão. "Temos dez equipes e as dez pessoas que as representam apenas pensam em propor o que é melhor para si. Não têm olhos para o que será bom para todos daqui a cinco anos." A dificuldade de as escuderias elaborarem uma proposta de alterações nas regras atuais decorre extamente desses interesses individuais, explicou Ecclestone.