Bolívia denuncia Evo no Tribunal Penal Internacional por bloqueio de estradas


Governo da presidente interina Jeanine Áñez alega que cerco causou a morte de pelo menos 40 pessoas 

Por Redação
Atualização:

LA PAZ - O governo da Bolívia denunciou o ex-presidente Evo Morales ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por supostos “crimes contra a humanidade” pelo bloqueios de estradas realizados por seus partidários no mês passado. 

“A Procuradoria-Geral do Estado está no TPI de Haia, apresentando a denúncia por crimes contra a humanidade contra Evo Morales e outros”, escreveu no Twitter a presidente interina do país, a conservadora Jeanine Áñez.

Segundo ela, a denúncia é “pelo cerco a cidades que causou mais de 40 mortes por falta de oxigênio medicinal” em meio à pandemia do coronavírus, em referência aos 12 dias de bloqueios das estradas bolivianas, em agosto, coordenados por aliados de Evo durante os protestos contra um possível adiamento das eleições.

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Bolívia denuncia Evo no TPI por bloqueio de estradas Foto: Alejandro Pagni/AFP

O governo responsabiliza o ex-presidente por ter ordenado os bloqueios para obrigar o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) a fixar a data das eleições, já adiadas três vezes pela pandemia.

O TSE fixou de forma definitiva para 18 de outubro as eleições, pondo fim aos bloqueios nas estradas, que haviam causado uma escassez de alimentos e medicamentos, segundo o governo de Áñez. 

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A Bolívia, com 11 milhões de habitantes, registra 118.781 casos de coronavírus e 5.288 mortes. Nem Evo ou seu partido, o Movimento pelo Socialismo (MAS), comentaram a denúncia, que se junta a outras já apresentadas pelo atual governo conservador contra o ex-presidente, entre elas a de supostos envolvimentos de Evo com menores. 

O MAS afirma que essas denúncias buscam somente provocar um impacto eleitoral. Os partidários de Evo disseram que as sucessivas tentativas de adiar as eleições afetaram o candidato presidencial do MAS, Luiz Arce, que está empatado com o ex-presidente centrista Carlos Mesa. Em terceiro lugar está Añez, com 12%.

O ex-presidente, que governou a Bolívia por quase 14 anos, renunciou em novembro, em meio a protestos da oposição que denunciavam uma fraude eleitoral a seu favor. Evo se exilou no México e depois, na Argentina, onde se estabeleceu. / AFP

LA PAZ - O governo da Bolívia denunciou o ex-presidente Evo Morales ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por supostos “crimes contra a humanidade” pelo bloqueios de estradas realizados por seus partidários no mês passado. 

“A Procuradoria-Geral do Estado está no TPI de Haia, apresentando a denúncia por crimes contra a humanidade contra Evo Morales e outros”, escreveu no Twitter a presidente interina do país, a conservadora Jeanine Áñez.

Segundo ela, a denúncia é “pelo cerco a cidades que causou mais de 40 mortes por falta de oxigênio medicinal” em meio à pandemia do coronavírus, em referência aos 12 dias de bloqueios das estradas bolivianas, em agosto, coordenados por aliados de Evo durante os protestos contra um possível adiamento das eleições.

Bolívia denuncia Evo no TPI por bloqueio de estradas Foto: Alejandro Pagni/AFP

O governo responsabiliza o ex-presidente por ter ordenado os bloqueios para obrigar o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) a fixar a data das eleições, já adiadas três vezes pela pandemia.

O TSE fixou de forma definitiva para 18 de outubro as eleições, pondo fim aos bloqueios nas estradas, que haviam causado uma escassez de alimentos e medicamentos, segundo o governo de Áñez. 

A Bolívia, com 11 milhões de habitantes, registra 118.781 casos de coronavírus e 5.288 mortes. Nem Evo ou seu partido, o Movimento pelo Socialismo (MAS), comentaram a denúncia, que se junta a outras já apresentadas pelo atual governo conservador contra o ex-presidente, entre elas a de supostos envolvimentos de Evo com menores. 

O MAS afirma que essas denúncias buscam somente provocar um impacto eleitoral. Os partidários de Evo disseram que as sucessivas tentativas de adiar as eleições afetaram o candidato presidencial do MAS, Luiz Arce, que está empatado com o ex-presidente centrista Carlos Mesa. Em terceiro lugar está Añez, com 12%.

O ex-presidente, que governou a Bolívia por quase 14 anos, renunciou em novembro, em meio a protestos da oposição que denunciavam uma fraude eleitoral a seu favor. Evo se exilou no México e depois, na Argentina, onde se estabeleceu. / AFP

LA PAZ - O governo da Bolívia denunciou o ex-presidente Evo Morales ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por supostos “crimes contra a humanidade” pelo bloqueios de estradas realizados por seus partidários no mês passado. 

“A Procuradoria-Geral do Estado está no TPI de Haia, apresentando a denúncia por crimes contra a humanidade contra Evo Morales e outros”, escreveu no Twitter a presidente interina do país, a conservadora Jeanine Áñez.

Segundo ela, a denúncia é “pelo cerco a cidades que causou mais de 40 mortes por falta de oxigênio medicinal” em meio à pandemia do coronavírus, em referência aos 12 dias de bloqueios das estradas bolivianas, em agosto, coordenados por aliados de Evo durante os protestos contra um possível adiamento das eleições.

Bolívia denuncia Evo no TPI por bloqueio de estradas Foto: Alejandro Pagni/AFP

O governo responsabiliza o ex-presidente por ter ordenado os bloqueios para obrigar o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) a fixar a data das eleições, já adiadas três vezes pela pandemia.

O TSE fixou de forma definitiva para 18 de outubro as eleições, pondo fim aos bloqueios nas estradas, que haviam causado uma escassez de alimentos e medicamentos, segundo o governo de Áñez. 

A Bolívia, com 11 milhões de habitantes, registra 118.781 casos de coronavírus e 5.288 mortes. Nem Evo ou seu partido, o Movimento pelo Socialismo (MAS), comentaram a denúncia, que se junta a outras já apresentadas pelo atual governo conservador contra o ex-presidente, entre elas a de supostos envolvimentos de Evo com menores. 

O MAS afirma que essas denúncias buscam somente provocar um impacto eleitoral. Os partidários de Evo disseram que as sucessivas tentativas de adiar as eleições afetaram o candidato presidencial do MAS, Luiz Arce, que está empatado com o ex-presidente centrista Carlos Mesa. Em terceiro lugar está Añez, com 12%.

O ex-presidente, que governou a Bolívia por quase 14 anos, renunciou em novembro, em meio a protestos da oposição que denunciavam uma fraude eleitoral a seu favor. Evo se exilou no México e depois, na Argentina, onde se estabeleceu. / AFP

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