Casa Branca volta atrás e alerta Israel sobre assentamentos


Governo dos EUA muda de opinião e diz que expansão de colônias judaicas ‘não contribui’ para o processo de paz

Por Redação

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua imprevisível com seus aliados. Nesta quinta-feira, ele mudou de opinião e pediu a Israel que interrompa a construção de novos assentamentos na Cisjordânia. Em comunicado, a Casa Branca disse que, embora os assentamentos não sejam um empecilho para a paz, a construção de novas colônias ou a expansão das já existentes para além das fronteiras atuais não contribui para alcançar a paz”.

A mudança de opinião ocorre após o governo do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciar a construção de um assentamento, pela primeira vez em 20 anos, para compensar a desapropriação da colônia de Amona, considerada ilegal pela Justiça de Israel por estar em terras palestinas privadas.

Israelense segura bandeira de Israel com frases antes da retirada do assentamento de Amona Foto: JACK GUEZ/AFP
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Desde a posse de Trump, o governo de Israel vem anunciando a expansão de assentamentos em território palestino. Na quarta-feira, o Ministério da Defesa anunciou a construção de 3 mil novas residências na Cisjordânia.

“Entramos em um período de retorno à normalidade (na Cisjordânia) e damos a resposta pertinente às necessidades cotidianas da população”, afirmou o ministério em comunicado.

Em janeiro, o governo de Israel já havia dado o aval para a expansão em três bairros de Jerusalém Oriental, além da construção de 2,5 mil casas em territórios palestinos. 

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Também em Jerusalém, nas últimas semanas, foram aprovadas as construções de outras 153 novas unidades residenciais, que, segundo autoridades municipais, haviam sido paralisadas por pressão do governo de Barack Obama.

“Construímos e continuaremos construindo”, prometeu Netanyahu. De acordo com o premiê israelense, a chegada de Trump à Casa Branca seria “uma oportunidade formidável" após as “enormes pressões” sofridas por Israel durante o governo de Barack Obama.

A expansão dos assentamentos na Cisjordânia ameaça inviabilizar a criação de um Estado palestino, solução defendida pela maioria da comunidade internacional para acabar com o conflito. / NYT, REUTERS e AP

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Colonos israelenses resistem à retirada de área privada na Cisjordânia; veja

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Foto: AP Photo/Sebastian Scheiner
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua imprevisível com seus aliados. Nesta quinta-feira, ele mudou de opinião e pediu a Israel que interrompa a construção de novos assentamentos na Cisjordânia. Em comunicado, a Casa Branca disse que, embora os assentamentos não sejam um empecilho para a paz, a construção de novas colônias ou a expansão das já existentes para além das fronteiras atuais não contribui para alcançar a paz”.

A mudança de opinião ocorre após o governo do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciar a construção de um assentamento, pela primeira vez em 20 anos, para compensar a desapropriação da colônia de Amona, considerada ilegal pela Justiça de Israel por estar em terras palestinas privadas.

Israelense segura bandeira de Israel com frases antes da retirada do assentamento de Amona Foto: JACK GUEZ/AFP

Desde a posse de Trump, o governo de Israel vem anunciando a expansão de assentamentos em território palestino. Na quarta-feira, o Ministério da Defesa anunciou a construção de 3 mil novas residências na Cisjordânia.

“Entramos em um período de retorno à normalidade (na Cisjordânia) e damos a resposta pertinente às necessidades cotidianas da população”, afirmou o ministério em comunicado.

Em janeiro, o governo de Israel já havia dado o aval para a expansão em três bairros de Jerusalém Oriental, além da construção de 2,5 mil casas em territórios palestinos. 

Também em Jerusalém, nas últimas semanas, foram aprovadas as construções de outras 153 novas unidades residenciais, que, segundo autoridades municipais, haviam sido paralisadas por pressão do governo de Barack Obama.

“Construímos e continuaremos construindo”, prometeu Netanyahu. De acordo com o premiê israelense, a chegada de Trump à Casa Branca seria “uma oportunidade formidável" após as “enormes pressões” sofridas por Israel durante o governo de Barack Obama.

A expansão dos assentamentos na Cisjordânia ameaça inviabilizar a criação de um Estado palestino, solução defendida pela maioria da comunidade internacional para acabar com o conflito. / NYT, REUTERS e AP

Colonos israelenses resistem à retirada de área privada na Cisjordânia; veja

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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua imprevisível com seus aliados. Nesta quinta-feira, ele mudou de opinião e pediu a Israel que interrompa a construção de novos assentamentos na Cisjordânia. Em comunicado, a Casa Branca disse que, embora os assentamentos não sejam um empecilho para a paz, a construção de novas colônias ou a expansão das já existentes para além das fronteiras atuais não contribui para alcançar a paz”.

A mudança de opinião ocorre após o governo do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciar a construção de um assentamento, pela primeira vez em 20 anos, para compensar a desapropriação da colônia de Amona, considerada ilegal pela Justiça de Israel por estar em terras palestinas privadas.

Israelense segura bandeira de Israel com frases antes da retirada do assentamento de Amona Foto: JACK GUEZ/AFP

Desde a posse de Trump, o governo de Israel vem anunciando a expansão de assentamentos em território palestino. Na quarta-feira, o Ministério da Defesa anunciou a construção de 3 mil novas residências na Cisjordânia.

“Entramos em um período de retorno à normalidade (na Cisjordânia) e damos a resposta pertinente às necessidades cotidianas da população”, afirmou o ministério em comunicado.

Em janeiro, o governo de Israel já havia dado o aval para a expansão em três bairros de Jerusalém Oriental, além da construção de 2,5 mil casas em territórios palestinos. 

Também em Jerusalém, nas últimas semanas, foram aprovadas as construções de outras 153 novas unidades residenciais, que, segundo autoridades municipais, haviam sido paralisadas por pressão do governo de Barack Obama.

“Construímos e continuaremos construindo”, prometeu Netanyahu. De acordo com o premiê israelense, a chegada de Trump à Casa Branca seria “uma oportunidade formidável" após as “enormes pressões” sofridas por Israel durante o governo de Barack Obama.

A expansão dos assentamentos na Cisjordânia ameaça inviabilizar a criação de um Estado palestino, solução defendida pela maioria da comunidade internacional para acabar com o conflito. / NYT, REUTERS e AP

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