Com Mubarak não há diálogo, diz irmandade


Maior grupo de oposição, fundamentalistas islâmicos afirmam que só iniciam negociação direta com regime quando presidente renunciar

Por Lourival Sant'Anna

A Irmandade Muçulmana anunciou ontem seu apoio à exigência dos manifestantes da Praça Tahrir de que o presidente Hosni Mubarak deixe imediatamente o cargo, e disse que só aceita negociar sob essa condição. O mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 e dissolvido pelo governo duas décadas depois, atraiu ontem repórteres do mundo inteiro. Os jornalistas subiram o elevador de porta verde - a cor do Islã -, que ao partir toca um verso do Alcorão, para acotovelarem-se no apartamento da organização no bairro de classe média de Manial, no Cairo. "As negociações não começaram ainda", definiu Mohamed Morsi, o principal porta-voz da organização, que se reuniu com o vice-presidente Omar Suleiman no domingo. "Elas vão começar só depois que o regime cair." Acusada pelo governo de orquestrar as manifestações, com apoio de supostas forças externas, a irmandade reiterou que elas foram iniciativa dos jovens na Praça Tahrir. "Esse movimento não tem líderes", disse Morsi. "O que o lidera é o objetivo de tirar Mubarak do poder."Segundo ele, além da saída do presidente, os outros dois objetivos são a dissolução do Parlamento e a liberdade de expressão. O porta-voz garantiu que a irmandade não lançará candidato próprio a presidente. Um observador ouvido pelo Estado estima que a irmandade tenha entre 20% e 30% do apoio da população egípcia. Como nunca houve eleições livres nem pesquisas independentes no país, é difícil quantificar.Morsi considerou "insultosa e vergonhosa" a declaração de Suleiman, feita na noite de terça-feira a um grupo de editores de jornais, de que o Egito não está preparado para a democracia. "Do regime só sobraram restos", disse Essam El-Erian, outro membro da direção da irmandade. "O regime acabou. Mubarak devia reconhecer. Mas ele teima em não ouvir o povo." Morsi disse que o Exército - que no passado reprimiu violentamente a Irmandade - "está fazendo um grande trabalho, protegendo os manifestantes". Mas advertiu que "há forças tentando destruir a relação entre o povo e o Exército". Segundo ele, entre 70 e 100 pessoas foram detidas na semana passada quando levavam medicamentos e comida para os manifestantes na praça, conduzidas a instalações do Exército e torturadas. PARA LEMBRARGrupo radical é banido no Egito desde 1954Criada em 1928 por Hassan al-Banna, a Irmandade Muçulmana era inicialmente uma rede de ação social para difusão do Islã. Já nos anos 40, porém, o grupo adotou uma plataforma política com objetivo de instaurar, por meio da luta armada, valores morais e religiosos no Estado e na sociedade do Egito. Ao deixar de lado o quietismo religioso e adotar uma estratégia política para alcançar um Estado islâmico, a irmandade tornou-se o primeiro movimento fundamentalista muçulmano e passou a servir de inspiração a radicais em vários lugares do mundo.O rei Farouk desmantelou a irmandade em 1948 e o presidente Gamal Abdel Nasser baniu a organização em 1954. Nos anos 60, o grupo abriu mão da luta armada e, nas últimas duas décadas, aceitou participar de eleições. A irmandade continua banida, mas é tolerada pelo poder.

A Irmandade Muçulmana anunciou ontem seu apoio à exigência dos manifestantes da Praça Tahrir de que o presidente Hosni Mubarak deixe imediatamente o cargo, e disse que só aceita negociar sob essa condição. O mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 e dissolvido pelo governo duas décadas depois, atraiu ontem repórteres do mundo inteiro. Os jornalistas subiram o elevador de porta verde - a cor do Islã -, que ao partir toca um verso do Alcorão, para acotovelarem-se no apartamento da organização no bairro de classe média de Manial, no Cairo. "As negociações não começaram ainda", definiu Mohamed Morsi, o principal porta-voz da organização, que se reuniu com o vice-presidente Omar Suleiman no domingo. "Elas vão começar só depois que o regime cair." Acusada pelo governo de orquestrar as manifestações, com apoio de supostas forças externas, a irmandade reiterou que elas foram iniciativa dos jovens na Praça Tahrir. "Esse movimento não tem líderes", disse Morsi. "O que o lidera é o objetivo de tirar Mubarak do poder."Segundo ele, além da saída do presidente, os outros dois objetivos são a dissolução do Parlamento e a liberdade de expressão. O porta-voz garantiu que a irmandade não lançará candidato próprio a presidente. Um observador ouvido pelo Estado estima que a irmandade tenha entre 20% e 30% do apoio da população egípcia. Como nunca houve eleições livres nem pesquisas independentes no país, é difícil quantificar.Morsi considerou "insultosa e vergonhosa" a declaração de Suleiman, feita na noite de terça-feira a um grupo de editores de jornais, de que o Egito não está preparado para a democracia. "Do regime só sobraram restos", disse Essam El-Erian, outro membro da direção da irmandade. "O regime acabou. Mubarak devia reconhecer. Mas ele teima em não ouvir o povo." Morsi disse que o Exército - que no passado reprimiu violentamente a Irmandade - "está fazendo um grande trabalho, protegendo os manifestantes". Mas advertiu que "há forças tentando destruir a relação entre o povo e o Exército". Segundo ele, entre 70 e 100 pessoas foram detidas na semana passada quando levavam medicamentos e comida para os manifestantes na praça, conduzidas a instalações do Exército e torturadas. PARA LEMBRARGrupo radical é banido no Egito desde 1954Criada em 1928 por Hassan al-Banna, a Irmandade Muçulmana era inicialmente uma rede de ação social para difusão do Islã. Já nos anos 40, porém, o grupo adotou uma plataforma política com objetivo de instaurar, por meio da luta armada, valores morais e religiosos no Estado e na sociedade do Egito. Ao deixar de lado o quietismo religioso e adotar uma estratégia política para alcançar um Estado islâmico, a irmandade tornou-se o primeiro movimento fundamentalista muçulmano e passou a servir de inspiração a radicais em vários lugares do mundo.O rei Farouk desmantelou a irmandade em 1948 e o presidente Gamal Abdel Nasser baniu a organização em 1954. Nos anos 60, o grupo abriu mão da luta armada e, nas últimas duas décadas, aceitou participar de eleições. A irmandade continua banida, mas é tolerada pelo poder.

A Irmandade Muçulmana anunciou ontem seu apoio à exigência dos manifestantes da Praça Tahrir de que o presidente Hosni Mubarak deixe imediatamente o cargo, e disse que só aceita negociar sob essa condição. O mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 e dissolvido pelo governo duas décadas depois, atraiu ontem repórteres do mundo inteiro. Os jornalistas subiram o elevador de porta verde - a cor do Islã -, que ao partir toca um verso do Alcorão, para acotovelarem-se no apartamento da organização no bairro de classe média de Manial, no Cairo. "As negociações não começaram ainda", definiu Mohamed Morsi, o principal porta-voz da organização, que se reuniu com o vice-presidente Omar Suleiman no domingo. "Elas vão começar só depois que o regime cair." Acusada pelo governo de orquestrar as manifestações, com apoio de supostas forças externas, a irmandade reiterou que elas foram iniciativa dos jovens na Praça Tahrir. "Esse movimento não tem líderes", disse Morsi. "O que o lidera é o objetivo de tirar Mubarak do poder."Segundo ele, além da saída do presidente, os outros dois objetivos são a dissolução do Parlamento e a liberdade de expressão. O porta-voz garantiu que a irmandade não lançará candidato próprio a presidente. Um observador ouvido pelo Estado estima que a irmandade tenha entre 20% e 30% do apoio da população egípcia. Como nunca houve eleições livres nem pesquisas independentes no país, é difícil quantificar.Morsi considerou "insultosa e vergonhosa" a declaração de Suleiman, feita na noite de terça-feira a um grupo de editores de jornais, de que o Egito não está preparado para a democracia. "Do regime só sobraram restos", disse Essam El-Erian, outro membro da direção da irmandade. "O regime acabou. Mubarak devia reconhecer. Mas ele teima em não ouvir o povo." Morsi disse que o Exército - que no passado reprimiu violentamente a Irmandade - "está fazendo um grande trabalho, protegendo os manifestantes". Mas advertiu que "há forças tentando destruir a relação entre o povo e o Exército". Segundo ele, entre 70 e 100 pessoas foram detidas na semana passada quando levavam medicamentos e comida para os manifestantes na praça, conduzidas a instalações do Exército e torturadas. PARA LEMBRARGrupo radical é banido no Egito desde 1954Criada em 1928 por Hassan al-Banna, a Irmandade Muçulmana era inicialmente uma rede de ação social para difusão do Islã. Já nos anos 40, porém, o grupo adotou uma plataforma política com objetivo de instaurar, por meio da luta armada, valores morais e religiosos no Estado e na sociedade do Egito. Ao deixar de lado o quietismo religioso e adotar uma estratégia política para alcançar um Estado islâmico, a irmandade tornou-se o primeiro movimento fundamentalista muçulmano e passou a servir de inspiração a radicais em vários lugares do mundo.O rei Farouk desmantelou a irmandade em 1948 e o presidente Gamal Abdel Nasser baniu a organização em 1954. Nos anos 60, o grupo abriu mão da luta armada e, nas últimas duas décadas, aceitou participar de eleições. A irmandade continua banida, mas é tolerada pelo poder.

A Irmandade Muçulmana anunciou ontem seu apoio à exigência dos manifestantes da Praça Tahrir de que o presidente Hosni Mubarak deixe imediatamente o cargo, e disse que só aceita negociar sob essa condição. O mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 e dissolvido pelo governo duas décadas depois, atraiu ontem repórteres do mundo inteiro. Os jornalistas subiram o elevador de porta verde - a cor do Islã -, que ao partir toca um verso do Alcorão, para acotovelarem-se no apartamento da organização no bairro de classe média de Manial, no Cairo. "As negociações não começaram ainda", definiu Mohamed Morsi, o principal porta-voz da organização, que se reuniu com o vice-presidente Omar Suleiman no domingo. "Elas vão começar só depois que o regime cair." Acusada pelo governo de orquestrar as manifestações, com apoio de supostas forças externas, a irmandade reiterou que elas foram iniciativa dos jovens na Praça Tahrir. "Esse movimento não tem líderes", disse Morsi. "O que o lidera é o objetivo de tirar Mubarak do poder."Segundo ele, além da saída do presidente, os outros dois objetivos são a dissolução do Parlamento e a liberdade de expressão. O porta-voz garantiu que a irmandade não lançará candidato próprio a presidente. Um observador ouvido pelo Estado estima que a irmandade tenha entre 20% e 30% do apoio da população egípcia. Como nunca houve eleições livres nem pesquisas independentes no país, é difícil quantificar.Morsi considerou "insultosa e vergonhosa" a declaração de Suleiman, feita na noite de terça-feira a um grupo de editores de jornais, de que o Egito não está preparado para a democracia. "Do regime só sobraram restos", disse Essam El-Erian, outro membro da direção da irmandade. "O regime acabou. Mubarak devia reconhecer. Mas ele teima em não ouvir o povo." Morsi disse que o Exército - que no passado reprimiu violentamente a Irmandade - "está fazendo um grande trabalho, protegendo os manifestantes". Mas advertiu que "há forças tentando destruir a relação entre o povo e o Exército". Segundo ele, entre 70 e 100 pessoas foram detidas na semana passada quando levavam medicamentos e comida para os manifestantes na praça, conduzidas a instalações do Exército e torturadas. PARA LEMBRARGrupo radical é banido no Egito desde 1954Criada em 1928 por Hassan al-Banna, a Irmandade Muçulmana era inicialmente uma rede de ação social para difusão do Islã. Já nos anos 40, porém, o grupo adotou uma plataforma política com objetivo de instaurar, por meio da luta armada, valores morais e religiosos no Estado e na sociedade do Egito. Ao deixar de lado o quietismo religioso e adotar uma estratégia política para alcançar um Estado islâmico, a irmandade tornou-se o primeiro movimento fundamentalista muçulmano e passou a servir de inspiração a radicais em vários lugares do mundo.O rei Farouk desmantelou a irmandade em 1948 e o presidente Gamal Abdel Nasser baniu a organização em 1954. Nos anos 60, o grupo abriu mão da luta armada e, nas últimas duas décadas, aceitou participar de eleições. A irmandade continua banida, mas é tolerada pelo poder.

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