Kuwait retira seu embaixador do Irã após corte de relações entre Arábia Saudita e Teerã


Em comunicado, Ministério das Relações Exteriores justificou decisão com ataque de iranianos a embaixada saudita 

Por Redação

DUBAI - O Kuwait chamou de volta seu embaixador no Irã nesta terça-feira, 5, segundo a agência de notícias estatal Kuna, após aliados da Arábia Saudita no Golfo Pérsico terem cortado as relações diplomáticas com Teerã após os ataques a missões diplomáticas sauditas por parte de manifestantes iranianos.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que ordenou o retorno de seu embaixador "por causa da irrupção de manifestantes na embaixada saudita e a agressão contra seu consulado".

Protestos contra execução de clérigo xiita

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Foto: EFE/SHAHZAIB AKBAR
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Foto: REUTERS/Toby Melville
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Após os ataques do sábado, a Arábia Saudita decidiu romper suas relações com o Irã e deu 48 horas aos diplomatas desse país para abandonar o reino. Na segunda-feira 4, Bahrein e Sudão deram o mesmo passo e cortaram seus laços diplomáticos com o Irã, que foi acusado de ingerir nos assuntos internos dos países da região.

O Executivo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) não tomou uma decisão tão drástica, mas anunciou que vai diminuir sua representação diplomática no país de maioria xiita ao nível de um encarregado de negócios.

Os ataques às legações diplomáticas sauditas no Irã e a crescente tensão entre xiitas e sunitas na região ocorreram devido à execução, no sábado 2, do dissidente clérigo xiita saudita Nimr Baqir al-Nimr, pelas mãos das autoridades sauditas.

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Al-Nimr foi executado junto a outros 46 condenados acusados de terrorismo, entre os quais figuravam sunitas radicais e alguns destacados membros da Al-Qaeda, mas também ativistas xiitas. 

Resposta. O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta terça-feira que a Arábia Saudita não pode esconder "seu crime" de executar Al-Nimr ao cortar os laços diplomáticos com Teerã. "A Arábia Saudita não pode esconder seu crime de decapitar um líder religioso ao cortar as relações políticas com o Irã", disse Rouhani, segundo a agência estatal de notícias Irna, em um encontro com o chanceler dinamarquês em Teerã. 

Condenação. Em carta enviada na segunda-feira à ONU, o Irã disse "lamentar" os ataques contra as delegações diplomáticas e prometeu prender os responsáveis. 

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Em resposta a uma carta saudita, o Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques de manifestantes iranianos contra sedes diplomáticas sauditas. O comunicado não mencionava as execuções sauditas nem a ruptura da relação entre os dois países. /EFE e REUTERS

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A Arábia Saudita executou neste sábado 47 pessoas condenadas por "terrorismo", incluindo jihadistas sunitas da Al-Qaeda e um importante religioso xiita.

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DUBAI - O Kuwait chamou de volta seu embaixador no Irã nesta terça-feira, 5, segundo a agência de notícias estatal Kuna, após aliados da Arábia Saudita no Golfo Pérsico terem cortado as relações diplomáticas com Teerã após os ataques a missões diplomáticas sauditas por parte de manifestantes iranianos.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que ordenou o retorno de seu embaixador "por causa da irrupção de manifestantes na embaixada saudita e a agressão contra seu consulado".

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Após os ataques do sábado, a Arábia Saudita decidiu romper suas relações com o Irã e deu 48 horas aos diplomatas desse país para abandonar o reino. Na segunda-feira 4, Bahrein e Sudão deram o mesmo passo e cortaram seus laços diplomáticos com o Irã, que foi acusado de ingerir nos assuntos internos dos países da região.

O Executivo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) não tomou uma decisão tão drástica, mas anunciou que vai diminuir sua representação diplomática no país de maioria xiita ao nível de um encarregado de negócios.

Os ataques às legações diplomáticas sauditas no Irã e a crescente tensão entre xiitas e sunitas na região ocorreram devido à execução, no sábado 2, do dissidente clérigo xiita saudita Nimr Baqir al-Nimr, pelas mãos das autoridades sauditas.

Al-Nimr foi executado junto a outros 46 condenados acusados de terrorismo, entre os quais figuravam sunitas radicais e alguns destacados membros da Al-Qaeda, mas também ativistas xiitas. 

Resposta. O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta terça-feira que a Arábia Saudita não pode esconder "seu crime" de executar Al-Nimr ao cortar os laços diplomáticos com Teerã. "A Arábia Saudita não pode esconder seu crime de decapitar um líder religioso ao cortar as relações políticas com o Irã", disse Rouhani, segundo a agência estatal de notícias Irna, em um encontro com o chanceler dinamarquês em Teerã. 

Condenação. Em carta enviada na segunda-feira à ONU, o Irã disse "lamentar" os ataques contra as delegações diplomáticas e prometeu prender os responsáveis. 

Em resposta a uma carta saudita, o Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques de manifestantes iranianos contra sedes diplomáticas sauditas. O comunicado não mencionava as execuções sauditas nem a ruptura da relação entre os dois países. /EFE e REUTERS

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A Arábia Saudita executou neste sábado 47 pessoas condenadas por "terrorismo", incluindo jihadistas sunitas da Al-Qaeda e um importante religioso xiita.

 

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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que ordenou o retorno de seu embaixador "por causa da irrupção de manifestantes na embaixada saudita e a agressão contra seu consulado".

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Após os ataques do sábado, a Arábia Saudita decidiu romper suas relações com o Irã e deu 48 horas aos diplomatas desse país para abandonar o reino. Na segunda-feira 4, Bahrein e Sudão deram o mesmo passo e cortaram seus laços diplomáticos com o Irã, que foi acusado de ingerir nos assuntos internos dos países da região.

O Executivo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) não tomou uma decisão tão drástica, mas anunciou que vai diminuir sua representação diplomática no país de maioria xiita ao nível de um encarregado de negócios.

Os ataques às legações diplomáticas sauditas no Irã e a crescente tensão entre xiitas e sunitas na região ocorreram devido à execução, no sábado 2, do dissidente clérigo xiita saudita Nimr Baqir al-Nimr, pelas mãos das autoridades sauditas.

Al-Nimr foi executado junto a outros 46 condenados acusados de terrorismo, entre os quais figuravam sunitas radicais e alguns destacados membros da Al-Qaeda, mas também ativistas xiitas. 

Resposta. O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta terça-feira que a Arábia Saudita não pode esconder "seu crime" de executar Al-Nimr ao cortar os laços diplomáticos com Teerã. "A Arábia Saudita não pode esconder seu crime de decapitar um líder religioso ao cortar as relações políticas com o Irã", disse Rouhani, segundo a agência estatal de notícias Irna, em um encontro com o chanceler dinamarquês em Teerã. 

Condenação. Em carta enviada na segunda-feira à ONU, o Irã disse "lamentar" os ataques contra as delegações diplomáticas e prometeu prender os responsáveis. 

Em resposta a uma carta saudita, o Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques de manifestantes iranianos contra sedes diplomáticas sauditas. O comunicado não mencionava as execuções sauditas nem a ruptura da relação entre os dois países. /EFE e REUTERS

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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que ordenou o retorno de seu embaixador "por causa da irrupção de manifestantes na embaixada saudita e a agressão contra seu consulado".

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Após os ataques do sábado, a Arábia Saudita decidiu romper suas relações com o Irã e deu 48 horas aos diplomatas desse país para abandonar o reino. Na segunda-feira 4, Bahrein e Sudão deram o mesmo passo e cortaram seus laços diplomáticos com o Irã, que foi acusado de ingerir nos assuntos internos dos países da região.

O Executivo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) não tomou uma decisão tão drástica, mas anunciou que vai diminuir sua representação diplomática no país de maioria xiita ao nível de um encarregado de negócios.

Os ataques às legações diplomáticas sauditas no Irã e a crescente tensão entre xiitas e sunitas na região ocorreram devido à execução, no sábado 2, do dissidente clérigo xiita saudita Nimr Baqir al-Nimr, pelas mãos das autoridades sauditas.

Al-Nimr foi executado junto a outros 46 condenados acusados de terrorismo, entre os quais figuravam sunitas radicais e alguns destacados membros da Al-Qaeda, mas também ativistas xiitas. 

Resposta. O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta terça-feira que a Arábia Saudita não pode esconder "seu crime" de executar Al-Nimr ao cortar os laços diplomáticos com Teerã. "A Arábia Saudita não pode esconder seu crime de decapitar um líder religioso ao cortar as relações políticas com o Irã", disse Rouhani, segundo a agência estatal de notícias Irna, em um encontro com o chanceler dinamarquês em Teerã. 

Condenação. Em carta enviada na segunda-feira à ONU, o Irã disse "lamentar" os ataques contra as delegações diplomáticas e prometeu prender os responsáveis. 

Em resposta a uma carta saudita, o Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques de manifestantes iranianos contra sedes diplomáticas sauditas. O comunicado não mencionava as execuções sauditas nem a ruptura da relação entre os dois países. /EFE e REUTERS

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