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Em discurso na Alemanha, presidente brasileiro critica membros do Conselho de Segurança da ONU por conta das sucessivas guerras globais
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo, 19, que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um chefe de Estado que acha que pode taxar ou fazer guerras por mensagens na internet, em referência ao presidente norte-americano, Donald Trump. “Não podemos permitir que o mundo se curve ao comportamento de um presidente que acha que por e-mail ou por tweet ele pode taxar produtos, punir países e pode fazer guerra”, afirmou na abertura da feira industrial de Hannover, na Alemanha.
No sábado, Em Barcelona, na Espanha, Lula já havia criticado o presidente americano, principalmente por conta do bloqueio a Cuba, afirmando que a Organização das Nações Unidas (ONU) “não pode permanecer em silêncio” diante dos acontecimentos globais.
Em Hannover, Lula disse também que o mundo vive paradoxos e, sem citar países, disse que “alguns membros” permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da Carta da ONU. Além disso, criticou o uso da tecnologia para a promoção de guerras.
“A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas também é utilizada para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais. Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da Carta da ONU. Além de inestimáveis perdas humanas, as guerras causam prejuízos econômicos palpáveis”, disse. O Conselho de Segurança da ONU é integrado por Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.
“Não é possível que as pessoas não compreendam, que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU… Foi criado o Conselho para que eles mantivessem a paz, a harmonia, para que a gente evitasse repetição da Segunda Guerra Mundial. E hoje o mundo vive a maior quantidade de conflitos da sua história”, disse.
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“É de se perguntar ao presidente Trump, ao presidente Putin, ao presidente Xi Jinping, ao presidente Macron e ao primeiro-ministro do Reino Unido: ‘Para que serve o Conselho de Segurança da ONU? Por que vocês não se reúnem e não param com essas guerras?’”, continuou.
O presidente brasileiro afirmou que os conflitos têm encarecido o preço do petróleo, de alimentos e de fertilizantes e voltou a defender um “multilateralismo justo e equilibrado”, com fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).