Os 9 passos para realmente desarmar a Coreia do Norte


Independente do tempo deste desmantelamento, a tarefa será enorme

Por Redação

O fim do vasto programa atômico da Coreia do Norte pode ser o caso mais desafiador de desarmamento nuclear na história. O jornal americano The New York Times separou nove pontos para alcançar e verificar a remoção das armas nucleares, o desmantelamento de seu complexo atômico e a eliminação de outras armas de destruição em massa.

+ Após cúpula histórica, Trump diz que interromperá ‘jogos de guerra’ na Península Coreana

+ Leia a íntegra do texto do acordo de cooperação assinado por Trump e Kim Jong-un

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O desafio do desarmamento da Coreia do Norte é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 Foto: Korean Central News Agency/Korea News Service via AP

Pouco antes da cúpula histórica desta terça-feira, 12, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que conversaria com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Cingapura porque este havia sinalizado a disposição de "desnuclearizar" o país. Nas últimas semanas, Trump parece ter se afastado de sua insistência anterior em um desmantelamento rápido das armas nucleares e instalações de produção, antes que a Coreia do Norte recebesse sanções.

+ The Economist: O terrível preço da cúpula

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+ Cenário: A segurança da cidade-Estado

Independente do tempo deste desmantelamento, a tarefa de "desnuclearizar" será enorme. A Coreia do Norte tem 141 campos voltados à produção e ao uso de armas de destruição em massa, de acordo com um relatório de 2014 da Rand Corporation. Um deles - Youngbyon, o principal complexo atômico do país - cobre mais de 3 km².

Recentemente, o Instituto de Ciência e Segurança Internacional, um grupo privado em Washington, inspecionou imagens satélites de Yongbyon e contou 663 edifícios. Vale lembrar que a Coreia do Norte tem o tamanho da cidade americana de Pensilvânia.

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O desafio do desarmamento é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 - e se os túneis dentro de suas montanhas escondem mísseis. Esse processo deveria começar com a declaração da Coreia do Norte de todas as suas instalações e armas, que seria comparado pelas agências de inteligência com suas próprias listas e informações.

Especialistas nucleares, como David A. Kay, argumentam que o complexo de armas norte-coreano é muito extenso para que pessoas de fora consigam desmantelá-lo. Segundo Kay, o melhor modo é que os inspetores ocidentais monitorem o desarmamento do país. O tempo estimado varia de anos para uma década e meia - bem depois de Trump deixar a presidência dos EUA.

O encontro de Donald Trump e Kim Jong-un em Cingapura

1 | 31

Coreia do Norte

Foto: AFP Photo/Saul Loeb
2 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Evan Vucci
3 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Evan Vucci
4 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Ahn Young-joon
5 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: Saul Loeb/AFP
6 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Tyrone Siu
7 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: Host Broadcaster Mediacorp Pte Ltd via AP
8 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: REUTERS/Kim Kyung-hoon
9 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
10 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: Bloomberg photo by SeongJoon Cho
11 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: Host Broadcaster Mediacorp Pte Ltd via AP
12 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Ahn Young-joon
13 | 31

Trump e Kim se reúnem em hotel em Cingapura.

Foto: Saul Loeb/AFP
14 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Yong Teck Lim
15 | 31

Coreia do Norte

Foto: AFP PHOTO / Jung Yeon-je
16 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Kim Kyung-hoon
17 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: Saul Loeb/AFP
18 | 31

Coreia do Norte

Foto: Host Broadcaster Mediacorp Pte Ltd via AP
19 | 31

O encontro entre Trump e Kim Jong-un

Foto: REUTERS/Toya Sarno Jordan
20 | 31

O encontro de Trump e Kim Jong-un

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
21 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Yong Teck Lim
22 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: KCNA via REUTERS
23 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: Doug Mills/The New York Times
24 | 31

Fazendo história

25 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Wong Maye-E
26 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
27 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
28 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
29 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
30 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
31 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha
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A magnitude do desafio norte-coreano se torna mais clara quando comparada a esforços anteriores de desarmar outras nações. Por exemplo, o programa nuclear da Líbia era tão subdesenvolvido que as centrífugas nunca haviam sido desembaladas de suas caixas de embarque originais.

A infraestrutura dos programas nucleares na Síria, no Iraque, no Irã e na África do Sul era muito menor. Mesmo assim, Israel bombardeou um reator iraquiano em 1981 e um sírio em 2007. Porém, as tentativas de desarmar estes países não seguiram todas as estratégias recomendadas para fazê-lo com eficiência.

Desta forma, são essenciais o desenvolvimento de nove passos para desarmar, por completo, a Coreia do Norte:

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1) Desmantelar e remover armas nucleares: é necessário desmontar cada arma nuclear do arsenal norte-coreano e enviar seus componentes para fora do país de forma segura.

2) Encerrar o enriquecimento de urânio: precisa-se desmontar as plantas onde as centrífugas giram em velocidades supersônicas para produzir combustível para reatores nucleares e bombas atômicas.

3) Desabilitar reatores: obturar reatores nucleares que transformam urânio em plutônio, uma segunda bomba de combustível.

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4) Fechar os campos de testes nucleares: realizar explosões que realmente destruam os túneis e sua infraestrutura, ou tomar medidas adicionais para tornar o complexo inutilizável.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram nesta terça-feira um acordo de desnuclearização da península coreana. O compromisso foi fechado horas após o primeiro encontro dos dois.

5) Encerrar a produção de combustível de bombas de hidrogênio: fechar plantas de combustível exóticas que podem produzir bombas atômicas centenas de vezes mais destrutivas.

6) Sempre inspecionar todos os lugares: em um país montanhoso, é necessário dar liberdade aos inspetores internacionais para vaguear e inspecionar cada local, com monitoramento automatizado dos principais campos nucleares.

7) Destruir armas germinativas: eliminar armas biológicas mortíferas, sob constante inspeção.

8) Destruir armas químicas: eliminar agentes químicos letais que a Coreia do Norte já usou com seus inimigos, como o agente VX.

9) Refrear seu programa de mísseis: é necessário acabar com as ameaças de disparo de mísseis de longo alcance aos EUA e de médio alcance ao Japão e à Coreia do Sul. / NYT

O fim do vasto programa atômico da Coreia do Norte pode ser o caso mais desafiador de desarmamento nuclear na história. O jornal americano The New York Times separou nove pontos para alcançar e verificar a remoção das armas nucleares, o desmantelamento de seu complexo atômico e a eliminação de outras armas de destruição em massa.

+ Após cúpula histórica, Trump diz que interromperá ‘jogos de guerra’ na Península Coreana

+ Leia a íntegra do texto do acordo de cooperação assinado por Trump e Kim Jong-un

O desafio do desarmamento da Coreia do Norte é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 Foto: Korean Central News Agency/Korea News Service via AP

Pouco antes da cúpula histórica desta terça-feira, 12, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que conversaria com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Cingapura porque este havia sinalizado a disposição de "desnuclearizar" o país. Nas últimas semanas, Trump parece ter se afastado de sua insistência anterior em um desmantelamento rápido das armas nucleares e instalações de produção, antes que a Coreia do Norte recebesse sanções.

+ The Economist: O terrível preço da cúpula

+ Cenário: A segurança da cidade-Estado

Independente do tempo deste desmantelamento, a tarefa de "desnuclearizar" será enorme. A Coreia do Norte tem 141 campos voltados à produção e ao uso de armas de destruição em massa, de acordo com um relatório de 2014 da Rand Corporation. Um deles - Youngbyon, o principal complexo atômico do país - cobre mais de 3 km².

Recentemente, o Instituto de Ciência e Segurança Internacional, um grupo privado em Washington, inspecionou imagens satélites de Yongbyon e contou 663 edifícios. Vale lembrar que a Coreia do Norte tem o tamanho da cidade americana de Pensilvânia.

O desafio do desarmamento é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 - e se os túneis dentro de suas montanhas escondem mísseis. Esse processo deveria começar com a declaração da Coreia do Norte de todas as suas instalações e armas, que seria comparado pelas agências de inteligência com suas próprias listas e informações.

Especialistas nucleares, como David A. Kay, argumentam que o complexo de armas norte-coreano é muito extenso para que pessoas de fora consigam desmantelá-lo. Segundo Kay, o melhor modo é que os inspetores ocidentais monitorem o desarmamento do país. O tempo estimado varia de anos para uma década e meia - bem depois de Trump deixar a presidência dos EUA.

O encontro de Donald Trump e Kim Jong-un em Cingapura

1 | 31

Coreia do Norte

Foto: AFP Photo/Saul Loeb
2 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Evan Vucci
3 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Evan Vucci
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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Kim e Trump

Foto: Saul Loeb/AFP
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O encontro entre Trump e Kim

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7 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: Host Broadcaster Mediacorp Pte Ltd via AP
8 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: REUTERS/Kim Kyung-hoon
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O encontro entre Kim e Trump

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
10 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: Bloomberg photo by SeongJoon Cho
11 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: Host Broadcaster Mediacorp Pte Ltd via AP
12 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Ahn Young-joon
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Trump e Kim se reúnem em hotel em Cingapura.

Foto: Saul Loeb/AFP
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O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Yong Teck Lim
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Coreia do Norte

Foto: AFP PHOTO / Jung Yeon-je
16 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Kim Kyung-hoon
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O encontro entre Trump e Kim

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18 | 31

Coreia do Norte

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21 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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22 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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Fazendo história

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
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O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

A magnitude do desafio norte-coreano se torna mais clara quando comparada a esforços anteriores de desarmar outras nações. Por exemplo, o programa nuclear da Líbia era tão subdesenvolvido que as centrífugas nunca haviam sido desembaladas de suas caixas de embarque originais.

A infraestrutura dos programas nucleares na Síria, no Iraque, no Irã e na África do Sul era muito menor. Mesmo assim, Israel bombardeou um reator iraquiano em 1981 e um sírio em 2007. Porém, as tentativas de desarmar estes países não seguiram todas as estratégias recomendadas para fazê-lo com eficiência.

Desta forma, são essenciais o desenvolvimento de nove passos para desarmar, por completo, a Coreia do Norte:

1) Desmantelar e remover armas nucleares: é necessário desmontar cada arma nuclear do arsenal norte-coreano e enviar seus componentes para fora do país de forma segura.

2) Encerrar o enriquecimento de urânio: precisa-se desmontar as plantas onde as centrífugas giram em velocidades supersônicas para produzir combustível para reatores nucleares e bombas atômicas.

3) Desabilitar reatores: obturar reatores nucleares que transformam urânio em plutônio, uma segunda bomba de combustível.

4) Fechar os campos de testes nucleares: realizar explosões que realmente destruam os túneis e sua infraestrutura, ou tomar medidas adicionais para tornar o complexo inutilizável.

Seu navegador não suporta esse video.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram nesta terça-feira um acordo de desnuclearização da península coreana. O compromisso foi fechado horas após o primeiro encontro dos dois.

5) Encerrar a produção de combustível de bombas de hidrogênio: fechar plantas de combustível exóticas que podem produzir bombas atômicas centenas de vezes mais destrutivas.

6) Sempre inspecionar todos os lugares: em um país montanhoso, é necessário dar liberdade aos inspetores internacionais para vaguear e inspecionar cada local, com monitoramento automatizado dos principais campos nucleares.

7) Destruir armas germinativas: eliminar armas biológicas mortíferas, sob constante inspeção.

8) Destruir armas químicas: eliminar agentes químicos letais que a Coreia do Norte já usou com seus inimigos, como o agente VX.

9) Refrear seu programa de mísseis: é necessário acabar com as ameaças de disparo de mísseis de longo alcance aos EUA e de médio alcance ao Japão e à Coreia do Sul. / NYT

O fim do vasto programa atômico da Coreia do Norte pode ser o caso mais desafiador de desarmamento nuclear na história. O jornal americano The New York Times separou nove pontos para alcançar e verificar a remoção das armas nucleares, o desmantelamento de seu complexo atômico e a eliminação de outras armas de destruição em massa.

+ Após cúpula histórica, Trump diz que interromperá ‘jogos de guerra’ na Península Coreana

+ Leia a íntegra do texto do acordo de cooperação assinado por Trump e Kim Jong-un

O desafio do desarmamento da Coreia do Norte é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 Foto: Korean Central News Agency/Korea News Service via AP

Pouco antes da cúpula histórica desta terça-feira, 12, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que conversaria com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Cingapura porque este havia sinalizado a disposição de "desnuclearizar" o país. Nas últimas semanas, Trump parece ter se afastado de sua insistência anterior em um desmantelamento rápido das armas nucleares e instalações de produção, antes que a Coreia do Norte recebesse sanções.

+ The Economist: O terrível preço da cúpula

+ Cenário: A segurança da cidade-Estado

Independente do tempo deste desmantelamento, a tarefa de "desnuclearizar" será enorme. A Coreia do Norte tem 141 campos voltados à produção e ao uso de armas de destruição em massa, de acordo com um relatório de 2014 da Rand Corporation. Um deles - Youngbyon, o principal complexo atômico do país - cobre mais de 3 km².

Recentemente, o Instituto de Ciência e Segurança Internacional, um grupo privado em Washington, inspecionou imagens satélites de Yongbyon e contou 663 edifícios. Vale lembrar que a Coreia do Norte tem o tamanho da cidade americana de Pensilvânia.

O desafio do desarmamento é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 - e se os túneis dentro de suas montanhas escondem mísseis. Esse processo deveria começar com a declaração da Coreia do Norte de todas as suas instalações e armas, que seria comparado pelas agências de inteligência com suas próprias listas e informações.

Especialistas nucleares, como David A. Kay, argumentam que o complexo de armas norte-coreano é muito extenso para que pessoas de fora consigam desmantelá-lo. Segundo Kay, o melhor modo é que os inspetores ocidentais monitorem o desarmamento do país. O tempo estimado varia de anos para uma década e meia - bem depois de Trump deixar a presidência dos EUA.

O encontro de Donald Trump e Kim Jong-un em Cingapura

1 | 31

Coreia do Norte

Foto: AFP Photo/Saul Loeb
2 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Evan Vucci
3 | 31

O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Kim e Trump

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10 | 31

O encontro entre Kim e Trump

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11 | 31

O encontro entre Kim e Trump

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12 | 31

O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Ahn Young-joon
13 | 31

Trump e Kim se reúnem em hotel em Cingapura.

Foto: Saul Loeb/AFP
14 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Yong Teck Lim
15 | 31

Coreia do Norte

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O encontro entre Trump e Kim

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17 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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18 | 31

Coreia do Norte

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19 | 31

O encontro entre Trump e Kim Jong-un

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O encontro de Trump e Kim Jong-un

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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Fazendo história

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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28 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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29 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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30 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
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O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

A magnitude do desafio norte-coreano se torna mais clara quando comparada a esforços anteriores de desarmar outras nações. Por exemplo, o programa nuclear da Líbia era tão subdesenvolvido que as centrífugas nunca haviam sido desembaladas de suas caixas de embarque originais.

A infraestrutura dos programas nucleares na Síria, no Iraque, no Irã e na África do Sul era muito menor. Mesmo assim, Israel bombardeou um reator iraquiano em 1981 e um sírio em 2007. Porém, as tentativas de desarmar estes países não seguiram todas as estratégias recomendadas para fazê-lo com eficiência.

Desta forma, são essenciais o desenvolvimento de nove passos para desarmar, por completo, a Coreia do Norte:

1) Desmantelar e remover armas nucleares: é necessário desmontar cada arma nuclear do arsenal norte-coreano e enviar seus componentes para fora do país de forma segura.

2) Encerrar o enriquecimento de urânio: precisa-se desmontar as plantas onde as centrífugas giram em velocidades supersônicas para produzir combustível para reatores nucleares e bombas atômicas.

3) Desabilitar reatores: obturar reatores nucleares que transformam urânio em plutônio, uma segunda bomba de combustível.

4) Fechar os campos de testes nucleares: realizar explosões que realmente destruam os túneis e sua infraestrutura, ou tomar medidas adicionais para tornar o complexo inutilizável.

Seu navegador não suporta esse video.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram nesta terça-feira um acordo de desnuclearização da península coreana. O compromisso foi fechado horas após o primeiro encontro dos dois.

5) Encerrar a produção de combustível de bombas de hidrogênio: fechar plantas de combustível exóticas que podem produzir bombas atômicas centenas de vezes mais destrutivas.

6) Sempre inspecionar todos os lugares: em um país montanhoso, é necessário dar liberdade aos inspetores internacionais para vaguear e inspecionar cada local, com monitoramento automatizado dos principais campos nucleares.

7) Destruir armas germinativas: eliminar armas biológicas mortíferas, sob constante inspeção.

8) Destruir armas químicas: eliminar agentes químicos letais que a Coreia do Norte já usou com seus inimigos, como o agente VX.

9) Refrear seu programa de mísseis: é necessário acabar com as ameaças de disparo de mísseis de longo alcance aos EUA e de médio alcance ao Japão e à Coreia do Sul. / NYT

O fim do vasto programa atômico da Coreia do Norte pode ser o caso mais desafiador de desarmamento nuclear na história. O jornal americano The New York Times separou nove pontos para alcançar e verificar a remoção das armas nucleares, o desmantelamento de seu complexo atômico e a eliminação de outras armas de destruição em massa.

+ Após cúpula histórica, Trump diz que interromperá ‘jogos de guerra’ na Península Coreana

+ Leia a íntegra do texto do acordo de cooperação assinado por Trump e Kim Jong-un

O desafio do desarmamento da Coreia do Norte é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 Foto: Korean Central News Agency/Korea News Service via AP

Pouco antes da cúpula histórica desta terça-feira, 12, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que conversaria com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Cingapura porque este havia sinalizado a disposição de "desnuclearizar" o país. Nas últimas semanas, Trump parece ter se afastado de sua insistência anterior em um desmantelamento rápido das armas nucleares e instalações de produção, antes que a Coreia do Norte recebesse sanções.

+ The Economist: O terrível preço da cúpula

+ Cenário: A segurança da cidade-Estado

Independente do tempo deste desmantelamento, a tarefa de "desnuclearizar" será enorme. A Coreia do Norte tem 141 campos voltados à produção e ao uso de armas de destruição em massa, de acordo com um relatório de 2014 da Rand Corporation. Um deles - Youngbyon, o principal complexo atômico do país - cobre mais de 3 km².

Recentemente, o Instituto de Ciência e Segurança Internacional, um grupo privado em Washington, inspecionou imagens satélites de Yongbyon e contou 663 edifícios. Vale lembrar que a Coreia do Norte tem o tamanho da cidade americana de Pensilvânia.

O desafio do desarmamento é pior pela incerteza a respeito de quantas armas nucleares o país possui - a estimativa varia entre 20 a 60 - e se os túneis dentro de suas montanhas escondem mísseis. Esse processo deveria começar com a declaração da Coreia do Norte de todas as suas instalações e armas, que seria comparado pelas agências de inteligência com suas próprias listas e informações.

Especialistas nucleares, como David A. Kay, argumentam que o complexo de armas norte-coreano é muito extenso para que pessoas de fora consigam desmantelá-lo. Segundo Kay, o melhor modo é que os inspetores ocidentais monitorem o desarmamento do país. O tempo estimado varia de anos para uma década e meia - bem depois de Trump deixar a presidência dos EUA.

O encontro de Donald Trump e Kim Jong-un em Cingapura

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Coreia do Norte

Foto: AFP Photo/Saul Loeb
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O encontro entre Kim e Trump

Foto: AP Photo/Evan Vucci
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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Kim e Trump

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O encontro entre Kim e Trump

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Trump e Kim se reúnem em hotel em Cingapura.

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O encontro entre Trump e Kim

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Coreia do Norte

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O encontro entre Trump e Kim

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17 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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Coreia do Norte

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19 | 31

O encontro entre Trump e Kim Jong-un

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20 | 31

O encontro de Trump e Kim Jong-un

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O encontro entre Trump e Kim

Foto: AP Photo/Yong Teck Lim
22 | 31

O encontro entre Trump e Kim

Foto: KCNA via REUTERS
23 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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Fazendo história

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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28 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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29 | 31

O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

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O encontro entre Trump e Kim

Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

A magnitude do desafio norte-coreano se torna mais clara quando comparada a esforços anteriores de desarmar outras nações. Por exemplo, o programa nuclear da Líbia era tão subdesenvolvido que as centrífugas nunca haviam sido desembaladas de suas caixas de embarque originais.

A infraestrutura dos programas nucleares na Síria, no Iraque, no Irã e na África do Sul era muito menor. Mesmo assim, Israel bombardeou um reator iraquiano em 1981 e um sírio em 2007. Porém, as tentativas de desarmar estes países não seguiram todas as estratégias recomendadas para fazê-lo com eficiência.

Desta forma, são essenciais o desenvolvimento de nove passos para desarmar, por completo, a Coreia do Norte:

1) Desmantelar e remover armas nucleares: é necessário desmontar cada arma nuclear do arsenal norte-coreano e enviar seus componentes para fora do país de forma segura.

2) Encerrar o enriquecimento de urânio: precisa-se desmontar as plantas onde as centrífugas giram em velocidades supersônicas para produzir combustível para reatores nucleares e bombas atômicas.

3) Desabilitar reatores: obturar reatores nucleares que transformam urânio em plutônio, uma segunda bomba de combustível.

4) Fechar os campos de testes nucleares: realizar explosões que realmente destruam os túneis e sua infraestrutura, ou tomar medidas adicionais para tornar o complexo inutilizável.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram nesta terça-feira um acordo de desnuclearização da península coreana. O compromisso foi fechado horas após o primeiro encontro dos dois.

5) Encerrar a produção de combustível de bombas de hidrogênio: fechar plantas de combustível exóticas que podem produzir bombas atômicas centenas de vezes mais destrutivas.

6) Sempre inspecionar todos os lugares: em um país montanhoso, é necessário dar liberdade aos inspetores internacionais para vaguear e inspecionar cada local, com monitoramento automatizado dos principais campos nucleares.

7) Destruir armas germinativas: eliminar armas biológicas mortíferas, sob constante inspeção.

8) Destruir armas químicas: eliminar agentes químicos letais que a Coreia do Norte já usou com seus inimigos, como o agente VX.

9) Refrear seu programa de mísseis: é necessário acabar com as ameaças de disparo de mísseis de longo alcance aos EUA e de médio alcance ao Japão e à Coreia do Sul. / NYT

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