Os promotores poloneses afirmaram não terem sido capazes de reunir provas suficientes para fazer novas acusações sobre o massacre, em 1941, de centenas de judeus por seus vizinhos, mesmo que o relatório final sobre uma investigação de 20 meses tenha confirmado que foram os poloneses, e não os invasores nazistas, que perpetraram a matança. Estima-se que até 1.600 judeus tenham sido espancados até a morte ou queimados vivos num estábulo no vilarejo de Jedwabne, 190 quilômetros ao nordeste da capital polonesa, Varsóvia, no dia 10 de julho de 1941. Durante décadas, os crimes foram atribuídos às tropas nazistas. Mas o promotor Radoslaw Ignatiew disse que as provas, incluindo os ossos e as balas, ao lado dos relatórios apresentados pelas testemunhas, não deixavam dúvidas de que "os moradores poloneses de Jedwabne e imediações, pelo menos 40 homens", cometeram os crimes. Ignatiew liderou as investigações em nome do órgão governamental Instituto da Memória Nacional. As investigações tiveram início em setembro de 2000. Mesmo assim, Ignatiew afirmou que o Instituto - que tem a tarefa de investigar e processar os perpetradores de crimes das eras nazista e comunista - não iria fazer nenhuma acusação formal. Ele observou que 12 pessoas foram acusadas por um tribunal comunista em 1949, por terem ajudado os alemães a praticar os assassinatos, embora esses julgamentos tenham sido criticados como apressados.