Trump confirma indicação de comentarista da direita a vice-diretor do FBI


Com Dan Bongino, o presidente terá dois aliados leais no alto escalão da agência

Por Redação

WASHINGTON - O presidente Donald Trump confirmou a indicação do ex-policial e agente do Serviço Secreto, que se tornou comentarista de direita e podcaster Dan Bongino para o cargo de vice-diretor do FBI. Ele é mais um aliado de Trump no alto escalão da agência de segurança, conhecida pela tradição de independência.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o diretor do FBI recém nomeado, Kash Patel, escolheu Bongino para o cargo de vice-diretor. A nomeação não precisa ser confirmada no Senado. Com isso, o republicano terá dois aliados leais ocupando os cargos mais altos da agência.

Cerca de uma hora antes do anúncio, a Associação de Agentes do FBI informou que Patel havia reconhecido, em caráter privado, que o vice-diretor deveria ser um agente de carreira. E o escolha de Bongino provocou desconfiança entre os agentes da base.

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Escolha de Dan Bongino para o cargo de vice-presidente do FBI levanta questionamentos sobre a independência da agência.  Foto: Erin Schaff/The New York Times

O FBI não respondeu a pedidos de comentário.

Tradicionalmente, diretores do FBI escolhem agentes experientes para liderar as operações da agência — um trabalho complexo e desgastante que exige colaboração com parceiros estrangeiros e o gerenciamento de investigações delicadas.

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A escolha de Bongino representa uma mudança radical nesse processo e levou a questionamentos sobre como duas pessoas sem experiência como agentes do FBI vão supervisionar os vastos poderes da agência, que tem 38 mil funcionários e orçamento de US$ 11 bilhões.

Além da falta de experiência, Patel e Bongino são conhecidos por disseminar desinformação e adotar posturas políticas partidárias. O FBI, por outro lado, costuma ser protegido de interferências da Casa Branca.

A nomeação de Bongino ocorre em um momento de grande instabilidade na agência, após o Departamento de Justiça afastar executivos veteranos com décadas de experiência em várias divisões do FBI.

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Ainda não está claro o que acontecerá com os líderes interinos Brian Driscoll e Robert Kissane, que atuavam como diretor e vice-diretor interinos até a confirmação de Patel. A recusa inicial deles em fornecer ao Departamento de Justiça os nomes dos agentes que investigaram o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 os tornou populares internamente, sendo vistos como figuras dispostas a resistir à interferência política. Muitos esperavam que Driscoll e Kissane permanecessem em Washington para ajudar Patel a liderar o FBI.

Em um boletim interno enviado aos agentes antes do anúncio de Trump, a presidente da Associação de Agentes, Natalie Bara, afirmou que, em uma reunião com Patel no mês anterior, ela e a vice-presidente da associação, Jen Morrow, insistiram que o vice-diretor deveria ser um agente ativo do FBI, como tem sido nos últimos 117 anos, por “motivos sólidos”. Segundo ela, Patel concordou com a proposta.

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Autoridades com conhecimento sobre as discussões, contudo, disseram que Patel já queria ter Bongino como vice. Não ficou claro se Trump também pressionou por essa escolha.

Após a confirmação, Patel enviou um e-mail aos agentes do FBI dizendo: “Sempre estarei ao lado de vocês, porque vocês estão ao lado do povo americano.”

Bongino tentou entrar na política três vezes antes de ganhar notoriedade como comentarista de direita. Ex-apresentador da Fox News, ele entrevistou Trump em seu programa, em 2021, período em que a rede tentava se distanciar do ex-presidente.

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Em dezembro daquele ano, o apresentador Geraldo Rivera chamou o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de “motim incitado e inspirado por Trump”, o que levou Bongino a criticar Rivera. “É nojenta a forma como você está apunhalando o presidente pelas costas”, disse na época.

O estilo agressivo de Bongino o alçou à fama no rádio e nas redes sociais, onde frequentemente dissemina desinformação — como alegar falsamente que as eleições de 2020 foram fraudadas, que máscaras não são eficazes contra o coronavírus e promover teorias da conspiração infundadas sobre democratas espionando a campanha de Trump em 2016.

Em entrevista à The New Yorker, Pete Hegseth, então colega de Bongino na Fox News e hoje secretário de Defesa, comparou Bongino a um general em “guerra de informação”./NY Times

WASHINGTON - O presidente Donald Trump confirmou a indicação do ex-policial e agente do Serviço Secreto, que se tornou comentarista de direita e podcaster Dan Bongino para o cargo de vice-diretor do FBI. Ele é mais um aliado de Trump no alto escalão da agência de segurança, conhecida pela tradição de independência.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o diretor do FBI recém nomeado, Kash Patel, escolheu Bongino para o cargo de vice-diretor. A nomeação não precisa ser confirmada no Senado. Com isso, o republicano terá dois aliados leais ocupando os cargos mais altos da agência.

Cerca de uma hora antes do anúncio, a Associação de Agentes do FBI informou que Patel havia reconhecido, em caráter privado, que o vice-diretor deveria ser um agente de carreira. E o escolha de Bongino provocou desconfiança entre os agentes da base.

Escolha de Dan Bongino para o cargo de vice-presidente do FBI levanta questionamentos sobre a independência da agência.  Foto: Erin Schaff/The New York Times

O FBI não respondeu a pedidos de comentário.

Tradicionalmente, diretores do FBI escolhem agentes experientes para liderar as operações da agência — um trabalho complexo e desgastante que exige colaboração com parceiros estrangeiros e o gerenciamento de investigações delicadas.

A escolha de Bongino representa uma mudança radical nesse processo e levou a questionamentos sobre como duas pessoas sem experiência como agentes do FBI vão supervisionar os vastos poderes da agência, que tem 38 mil funcionários e orçamento de US$ 11 bilhões.

Além da falta de experiência, Patel e Bongino são conhecidos por disseminar desinformação e adotar posturas políticas partidárias. O FBI, por outro lado, costuma ser protegido de interferências da Casa Branca.

A nomeação de Bongino ocorre em um momento de grande instabilidade na agência, após o Departamento de Justiça afastar executivos veteranos com décadas de experiência em várias divisões do FBI.

Ainda não está claro o que acontecerá com os líderes interinos Brian Driscoll e Robert Kissane, que atuavam como diretor e vice-diretor interinos até a confirmação de Patel. A recusa inicial deles em fornecer ao Departamento de Justiça os nomes dos agentes que investigaram o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 os tornou populares internamente, sendo vistos como figuras dispostas a resistir à interferência política. Muitos esperavam que Driscoll e Kissane permanecessem em Washington para ajudar Patel a liderar o FBI.

Em um boletim interno enviado aos agentes antes do anúncio de Trump, a presidente da Associação de Agentes, Natalie Bara, afirmou que, em uma reunião com Patel no mês anterior, ela e a vice-presidente da associação, Jen Morrow, insistiram que o vice-diretor deveria ser um agente ativo do FBI, como tem sido nos últimos 117 anos, por “motivos sólidos”. Segundo ela, Patel concordou com a proposta.

Autoridades com conhecimento sobre as discussões, contudo, disseram que Patel já queria ter Bongino como vice. Não ficou claro se Trump também pressionou por essa escolha.

Após a confirmação, Patel enviou um e-mail aos agentes do FBI dizendo: “Sempre estarei ao lado de vocês, porque vocês estão ao lado do povo americano.”

Bongino tentou entrar na política três vezes antes de ganhar notoriedade como comentarista de direita. Ex-apresentador da Fox News, ele entrevistou Trump em seu programa, em 2021, período em que a rede tentava se distanciar do ex-presidente.

Em dezembro daquele ano, o apresentador Geraldo Rivera chamou o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de “motim incitado e inspirado por Trump”, o que levou Bongino a criticar Rivera. “É nojenta a forma como você está apunhalando o presidente pelas costas”, disse na época.

O estilo agressivo de Bongino o alçou à fama no rádio e nas redes sociais, onde frequentemente dissemina desinformação — como alegar falsamente que as eleições de 2020 foram fraudadas, que máscaras não são eficazes contra o coronavírus e promover teorias da conspiração infundadas sobre democratas espionando a campanha de Trump em 2016.

Em entrevista à The New Yorker, Pete Hegseth, então colega de Bongino na Fox News e hoje secretário de Defesa, comparou Bongino a um general em “guerra de informação”./NY Times

WASHINGTON - O presidente Donald Trump confirmou a indicação do ex-policial e agente do Serviço Secreto, que se tornou comentarista de direita e podcaster Dan Bongino para o cargo de vice-diretor do FBI. Ele é mais um aliado de Trump no alto escalão da agência de segurança, conhecida pela tradição de independência.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o diretor do FBI recém nomeado, Kash Patel, escolheu Bongino para o cargo de vice-diretor. A nomeação não precisa ser confirmada no Senado. Com isso, o republicano terá dois aliados leais ocupando os cargos mais altos da agência.

Cerca de uma hora antes do anúncio, a Associação de Agentes do FBI informou que Patel havia reconhecido, em caráter privado, que o vice-diretor deveria ser um agente de carreira. E o escolha de Bongino provocou desconfiança entre os agentes da base.

Escolha de Dan Bongino para o cargo de vice-presidente do FBI levanta questionamentos sobre a independência da agência.  Foto: Erin Schaff/The New York Times

O FBI não respondeu a pedidos de comentário.

Tradicionalmente, diretores do FBI escolhem agentes experientes para liderar as operações da agência — um trabalho complexo e desgastante que exige colaboração com parceiros estrangeiros e o gerenciamento de investigações delicadas.

A escolha de Bongino representa uma mudança radical nesse processo e levou a questionamentos sobre como duas pessoas sem experiência como agentes do FBI vão supervisionar os vastos poderes da agência, que tem 38 mil funcionários e orçamento de US$ 11 bilhões.

Além da falta de experiência, Patel e Bongino são conhecidos por disseminar desinformação e adotar posturas políticas partidárias. O FBI, por outro lado, costuma ser protegido de interferências da Casa Branca.

A nomeação de Bongino ocorre em um momento de grande instabilidade na agência, após o Departamento de Justiça afastar executivos veteranos com décadas de experiência em várias divisões do FBI.

Ainda não está claro o que acontecerá com os líderes interinos Brian Driscoll e Robert Kissane, que atuavam como diretor e vice-diretor interinos até a confirmação de Patel. A recusa inicial deles em fornecer ao Departamento de Justiça os nomes dos agentes que investigaram o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 os tornou populares internamente, sendo vistos como figuras dispostas a resistir à interferência política. Muitos esperavam que Driscoll e Kissane permanecessem em Washington para ajudar Patel a liderar o FBI.

Em um boletim interno enviado aos agentes antes do anúncio de Trump, a presidente da Associação de Agentes, Natalie Bara, afirmou que, em uma reunião com Patel no mês anterior, ela e a vice-presidente da associação, Jen Morrow, insistiram que o vice-diretor deveria ser um agente ativo do FBI, como tem sido nos últimos 117 anos, por “motivos sólidos”. Segundo ela, Patel concordou com a proposta.

Autoridades com conhecimento sobre as discussões, contudo, disseram que Patel já queria ter Bongino como vice. Não ficou claro se Trump também pressionou por essa escolha.

Após a confirmação, Patel enviou um e-mail aos agentes do FBI dizendo: “Sempre estarei ao lado de vocês, porque vocês estão ao lado do povo americano.”

Bongino tentou entrar na política três vezes antes de ganhar notoriedade como comentarista de direita. Ex-apresentador da Fox News, ele entrevistou Trump em seu programa, em 2021, período em que a rede tentava se distanciar do ex-presidente.

Em dezembro daquele ano, o apresentador Geraldo Rivera chamou o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de “motim incitado e inspirado por Trump”, o que levou Bongino a criticar Rivera. “É nojenta a forma como você está apunhalando o presidente pelas costas”, disse na época.

O estilo agressivo de Bongino o alçou à fama no rádio e nas redes sociais, onde frequentemente dissemina desinformação — como alegar falsamente que as eleições de 2020 foram fraudadas, que máscaras não são eficazes contra o coronavírus e promover teorias da conspiração infundadas sobre democratas espionando a campanha de Trump em 2016.

Em entrevista à The New Yorker, Pete Hegseth, então colega de Bongino na Fox News e hoje secretário de Defesa, comparou Bongino a um general em “guerra de informação”./NY Times

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