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Concessões centenárias de petróleo, controle sobre receitas e poder de veto dão a Washington influência inédita sobre a economia e o futuro político do país.
“Ela não nos representa!”, gritavam em uníssono cerca de 50 venezuelanos nesta terça-feira, 22, durante um protesto em Caracas contra a participação da presidente interina, Delcy Rodríguez, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e sua agenda diplomática em Nova York.
Rodríguez assumiu o poder em janeiro após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos.
Ela governa sob pressão de Washington e, após anos de isolamento, vem gradualmente restabelecendo relações com governos, empresas e organizações internacionais.
Cerca de 50 opositores se reuniram em frente à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Eles acusam as Nações Unidas de “legitimar” Rodríguez e rejeitam a “tutela” dos Estados Unidos, que, segundo eles, marginaliza a prometida transição democrática.
“Não queremos mais essa tutela; ela está nos prejudicando”, exclamou Nuris Medina, uma advogada de 65 anos.
Os manifestantes exibiram faixas com críticas a Rodríguez e Washington, com mensagens como “Delcy se ajoelha diante do império” e “A Venezuela tem voz e não é a de Delcy”, tanto em espanhol quanto em inglês.
Após chegar a Nova York na segunda-feira, 21, Rodríguez reuniu-se com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de outras organizações multilaterais. Em seguida, foi recebida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, para uma saudação protocolar.
A presidente venezuelana está presente no debate geral desta terça-feira e se reunirá com Donald Trump à noite. Seu discurso na Assembleia-Geral está agendado para quarta-feira, 23. / AFP