A fabricante russa de vodka Kristall desenvolveu um programa inédito que permite comprovar a autenticidade de seu produto por meio de mensagens de texto (SMS). Na Rússia, milhares de pessoas morrem ao ano por consumir bebidas adulteradas. Veja também:São Paulo está virando 'um grande Paraguai'Número de softwares piratas cai pela primeira vez em 10 anos A empresa de Moscou coloca em cada embalagem de suas garrafas um selo especial com código individual. Ao ser enviado por SMS ao número telefônico da Kristall, permite obter resposta imediata sobre a origem do produto. Se a bebida for autêntica, a companhia responde a mensagem com o código e seu nome; se não constar o número na base de dados, a fabricante adverte se tratar de um "produto falsificado". No último caso, a Kristall se compromete a fazer uma perícia gratuita no produto adulterado e expedir um certificado oficial com os resultados, que servirão de base para um processo judicial contra o estabelecimento que vendeu a bebida e seu fabricante. O novo sistema também permite checar a autenticidade da vodka pela internet. Basta entrar na página da empresa e inserir o código da embalagem. A nova arma contra pirataria foi desenvolvida em parceria com a operadora de telefonia móvel Eyeline Communication e permite, por enquanto, controlar apenas uma marca de vodka. A empresa pretende expandir o sistema para metade de sua produção de bebidas até o final do ano. A associação RosSpirtProm, que gere as empresas estatais do setor, assegurou à agência Interfax que o projeto não encarecerá o produto e não descartou que, no futuro, seja estendido às outras 200 fábricas de bebidas alcoólicas da Rússia. De acordo com especialistas, quase metade do mercado russo de bebidas corresponde à "economia clandestina". Dados do Ministério do Interior apontam que 40 mil russos morrem anualmente no país por intoxicação alcoólica, boa parte deles por consumir bebidas adulteradas e falsificadas.