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Em um mundo de ruídos, o Estadão mantém a coragem de ser livre e o compromisso com os fatos.
Independência ou nada. Não foi exatamente com estes termos, mas quase isso, que o Estadão se apresentou ao mundo na segunda-feira de 4 de janeiro de 1875. Na primeira das quatro páginas daquela edição, logo abaixo dos nomes de seus 21 fundadores, o recém-nascido, ainda chamado de A Província de São Paulo, destacava entre seus princípios o desejo de ser útil à causa pública, como um campo livre para o debate dos problemas de seu tempo, e a vontade de influir diretamente no progresso do País e na educação do povo. E continuava, na grafia da época:
“Não sendo orgam de partido algum nem estando em seus intuitos advogar os interesses de qualquer d’elles, e por isso mesmo collocando-se em posição de escapar às imposições do governo, às paixões partidárias e às seducções inherentes aos que aspiram ao poder e seus proventos, conta a Provincia de São Paulo fazer da sua independência o apanágio de sua força (...).” Veja a página original e leia o texto completo aqui.
Estavam aí lançadas as sementes do que viriam a ser os alicerces do Estadão, mantidos hoje, 150 anos depois. E é com o mote “Independência ou nada” que o jornal lança sua campanha (ou seria celebração?) de 150 anos em todo o Brasil, idealizada pela Africa Creative, a agência de publicidade do Estadão desde novembro de 2024, que também criou a nova logomarca do jornal.
E, olha, hoje pode não parecer, mas gritar a independência aos quatro cantos naquela época foi um feito e tanto. Quem explica é o CEO do Estadão, Erick Bretas.
“A campanha reafirma a essência do Estadão, que nasceu de uma maneira diferente dos veículos de imprensa daquela época. Era comum que lá no fim do século 19 os veículos estivessem ligados a partidos políticos ou a grupos que desejavam fazer parte do poder. E o Estadão não era e nunca foi assim”, diz Bretas.
Longe das pressões de partidos ou de grupos econômicos, os ideais do jornal eram e continuam muito modernos hoje, na opinião do CEO. “O jornal tinha um objetivo político (quando foi lançado): fortalecer o movimento republicano. Que até hoje é uma questão. Hoje, ser republicano tem outro significado, significa olhar o bem comum, que o governante governe em prol de todos, e não dos interesses próprios. As ideias republicanas continuam fazendo muito sentido”, afirma.
Jornal independente para mentes independentes
A peça publicitária de 30 segundos começou a ser veiculada na noite desta segunda-feira, 20, no intervalo do Jornal Nacional, da TV Globo, e abrange TVs abertas e canais pagos, jornal impresso, rádio, mídias digitais e out of home, ou seja, a publicidade nas ruas, posicionada em locais estratégicos e de grande movimentação.
O filme, em branco e preto, mostra um carrossel no meio do deserto, enquanto o cavalo-símbolo do Estadão se desprende da estrutura e cavalga em velocidade: “Não é porque o mundo é redondo que devemos andar em círculos. Seguir cegamente a opinião dos outros não leva a lugar nenhum; são as mentes independentes que questionam, desafiam, enfrentam esse caminho. E é para elas que fazemos um jornalismo independente, porque independentemente da época, são elas que nos levam para o futuro”, diz o narrador.
Sergio Gordilho, sócio-fundador e copresidente da Africa Creative, explica a ideia: “O Estadão não é o jornal mais antigo do País, mas sempre esteve no centro das grandes transformações, passou por momentos difíceis, mas nunca abriu mão da independência. O jornal sempre viu, desde o início, que a independência para o jornalismo era tudo”, diz. “Isso está na missão, na essência do Estadão, que não anda com a manada.”
Outra marca desta nova campanha, segundo Gordilho, é que, além do jornal, ela celebra os leitores e também os jornalistas que escrevem a história em suas páginas.
“Quando declaramos ‘Independência ou nada’, celebramos também as mentes independentes que constroem o futuro, trilhando um caminho de independência de pensamento. É um caminho em que você não é influenciado, não é induzido, não cai em camuflagem de opiniões e interesses. É um caminho que você mesmo constrói. Por isso, a campanha é uma celebração de quem escreve e de quem lê”, diz.
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Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Taba Benedicto/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Estado de Festa
Foto: Daniel Teixeira/Estadão ▲Posicionamento da marca
Além de celebração, é também uma campanha de posicionamento da marca. “É uma das grandes campanhas publicitárias dos últimos anos para o Estadão. E não é uma campanha comum, que tem como objetivo único vender assinatura. O objetivo é mostrar nossa marca, nosso valor, força e importância”, afirma Rodrigo Flores, diretor de Marketing e Inteligência de Mercado do Estadão. “A gente relembra a nossa história, posiciona a marca como referência de jornalismo de qualidade e independente, algo tão necessário hoje.”
Bretas emenda: “Quando você depende apenas das receitas que vêm do mercado publicitário e dos assinantes, e não de um patrocinador, de um governo ou entidade qualquer, você tem certeza de que vai ler nas páginas do jornal ideias que refletem diferentes posicionamentos, a pluralidade e o respeito aos propósitos do Estadão, que é um jornal democrata, republicano, que acredita na livre iniciativa e no estado de direito. Essas coisas não se perdem ao longo do tempo. E o ‘Independência ou nada’ significa que não estamos dispostos a negociar isso”.
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