No Brasil, vinho chileno significa, ao mesmo tempo, best-seller e best-buy. É o vinho mais importado pelo Brasil (segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho, o Ibravin) e está entre os que oferecem melhor preço. E, justamente por isso, o mar de opções disponíveis nas prateleiras pode ser enlouquecedor, tantos são os produtores e as regiões, cujos nomes até bem pouco tempo jamais eram pronunciados por aqui – Elqui, Itata, Bio-Bio...
O cenário vitivinícola do Chile se transforma rapidamente: nem só de vinícolas industriais e grandes operações vive o país. Hoje, são cada vez mais comuns as vinícolas butique, os projetos autorais, as práticas biodinâmicas, as associações de pequenos produtores, entre muitas outras configurações mais charmosas que a ideia de um conglomerado empresarial – ainda que eles sigam fortes e produzam alguns dos principais ícones do país (e por isso, tentemos: abaixo o preconceito!).
Em meio a uma profusão de vales com diferentes terroirs e estilos que ainda estão sendo catalogados – o novo mapa vitivinícola do Chile só deve ficar pronto em 2020 –, escolher o que beber e encontrar um bom custo-benefício pode ser uma tarefa tanto inglória quanto frustrante. Essa página tem a intenção de evitar esse sentimento e iluminar os caminhos para a apreciação de um vinho chileno com personalidade distante da ideia de bebida massificada, “de supermercado”, com preço camarada. (E se algumas castas significativas ou novas regiões ficaram de fora é porque o preço não seria tão amigo assim do seu bolso.)
10 vinhos de até R$ 100 para conhecer o Chile
Montes Selección Limitada Cabernet / Carmenère 2014
Foto: Montes/Divulgação ▲Intacto Carmenère 2013
Foto: Intacto/Divulgação ▲De Martino Gallardia Cinsault 2014
Foto: De Martino/Divulgação ▲Catrala Pinot Noir Limited Edition 2015
Foto: Catrala/Divulgação ▲Ventolera Litoral Sauvignon Blanc 2015
Foto: Ventolera Litoral/Divulgação ▲Viu Manent Gran Reserva Malbec 2011
Foto: Viu Manent/Divulgação ▲Cefiro Chardonnay 2016
Foto: Cefiro/Divulgação ▲Koyle Gran Reserva Carmenère 2013
Foto: Koyle/Divulgação ▲Falernia Pedro Ximénez 2015
Foto: Pedro Ximénez/Divulgação ▲Crucero Collection Cabernet Sauvignon 2015
Foto: Siegel/Divulgação ▲Se o céu é o limite...
Se o seu orçamento é mais generoso, aqui vão algumas dicas mais ousadas no quesito preço: ● GRUS 2014 (R$ 197,29 na Decanter): segundo vinho do projeto Alcohuaz, de Marcelo Retamal no vale de Elqui, é fresco e elegante, de taninos finos e potencial gastronômico. ● Sol de Sol Chardonnay 2009 (R$ 264 na Zahil): feito com uvas do vinhedo mais austral do país, em Traiguén. ● Tara Atacama Pinot Noir 2013 (R$ 383,50 na Bacco’s): do Atacama, tem aromas de terra e cogumelo, longe do que se espera de um pinot chileno.