Histórias e experiências sobre o café

Opinião|Indicações Geográficas de cafés brasileiros


As indicações geográficas são importantes para saber sobre a origem dos cafés.

Por Ensei Neto

Recentemente comentei que o café é o novo vinho. Uma das particularidades do vinho é a importância dada à localidade onde cada um é produzido. Produtores perceberam que cada região tinha uma forma comum de elaborar seus produtos, empregando muitas vezes variedades de uvas que eram comuns. Ao se juntar todos esses elementos à influência que o clima e solo imprimiam às bebidas, chegaram ao entendimento de que a localidade possuía um elo comum, que recebeu o nome de "terroir". Particularmente, emprego uma palavra em português que pode ter o mesmo significado e soa muito bem, que é "território".

No Brasil, os primeiros produtores a perceberem que sua região possuía condições geoclimáticas diferentes foram os do Cerrado Mineiro, ainda na década de 1990. Muito dessa percepção foi despertada pelas conquistas de seus produtores no concurso de qualidade de café da torrefadora italiana illy, que por anos reinaram absolutos. Relatórios sobre os resultados dos concursos faziam menção de que o clima seco durante a colheita na área compreendida por parte do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas seria em grande parte responsável pela excelente qualidade dos lotes vencedores.

Organizaram-se, criaram uma entidade representativa forte e seguiram com o projeto que os levou a conquistar o direito de ser a primeira Denominação de Origem de Café do Brasil.Uma série de requisitos precisaram ser atendidos, como sua bebida apresentar uma característica particular, as fazendas estarem em uma região com clima muito bem definido e ter uma cultura própria para produzir esse café para a obtenção dessa DO - Denominação de Origem.

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O trabalho dos cafeicultores do Cerrado Mineiro foi importante para que o mesmo pudesse ser feito em outras regiões produtoras. A segunda região a iniciar esse um projeto de demarcação e ter, assim, seus cafés com nome e sobrenome foi a da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Seus cafés começaram a encantar coffee lovers em diversos pontos do planeta a partir do sucesso em diversos concursos de qualidade no Brasil.

Serra do Caparaó. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal
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Outros grupos de produtores espelharam-se nesses projetos e novas Indicações Geográficas, que identifica o local de produção, foram criadas no Brasil, como a Alta Mogiana, em São Paulo, e o Norte Pioneiro do Paraná.

Ter a possibilidade de estampar a origem do café na embalagem é muito importante, pois em geral esses lotes possuem informações sobre o produtor e como os grãos foram produzidos, levando transparência comercial ao balcão da cafeteria e dentro de casa.

Saber de onde vem e como um produto foi elaborado já é parte da cultura do consumidor, pois essa é uma forma de valorizar o trabalho dos produtores, tornando-se um processo que é verdadeiro círculo virtuoso: os produtores se sentem estimulados a produzir mais e melhor, enquanto que os consumidores ficam cafeinadamente felizes! Portanto, olhar para a origem de um café pode ser o começo de uma boa experiência na xícara!

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Recentemente comentei que o café é o novo vinho. Uma das particularidades do vinho é a importância dada à localidade onde cada um é produzido. Produtores perceberam que cada região tinha uma forma comum de elaborar seus produtos, empregando muitas vezes variedades de uvas que eram comuns. Ao se juntar todos esses elementos à influência que o clima e solo imprimiam às bebidas, chegaram ao entendimento de que a localidade possuía um elo comum, que recebeu o nome de "terroir". Particularmente, emprego uma palavra em português que pode ter o mesmo significado e soa muito bem, que é "território".

No Brasil, os primeiros produtores a perceberem que sua região possuía condições geoclimáticas diferentes foram os do Cerrado Mineiro, ainda na década de 1990. Muito dessa percepção foi despertada pelas conquistas de seus produtores no concurso de qualidade de café da torrefadora italiana illy, que por anos reinaram absolutos. Relatórios sobre os resultados dos concursos faziam menção de que o clima seco durante a colheita na área compreendida por parte do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas seria em grande parte responsável pela excelente qualidade dos lotes vencedores.

Organizaram-se, criaram uma entidade representativa forte e seguiram com o projeto que os levou a conquistar o direito de ser a primeira Denominação de Origem de Café do Brasil.Uma série de requisitos precisaram ser atendidos, como sua bebida apresentar uma característica particular, as fazendas estarem em uma região com clima muito bem definido e ter uma cultura própria para produzir esse café para a obtenção dessa DO - Denominação de Origem.

O trabalho dos cafeicultores do Cerrado Mineiro foi importante para que o mesmo pudesse ser feito em outras regiões produtoras. A segunda região a iniciar esse um projeto de demarcação e ter, assim, seus cafés com nome e sobrenome foi a da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Seus cafés começaram a encantar coffee lovers em diversos pontos do planeta a partir do sucesso em diversos concursos de qualidade no Brasil.

Serra do Caparaó. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal

Outros grupos de produtores espelharam-se nesses projetos e novas Indicações Geográficas, que identifica o local de produção, foram criadas no Brasil, como a Alta Mogiana, em São Paulo, e o Norte Pioneiro do Paraná.

Ter a possibilidade de estampar a origem do café na embalagem é muito importante, pois em geral esses lotes possuem informações sobre o produtor e como os grãos foram produzidos, levando transparência comercial ao balcão da cafeteria e dentro de casa.

Saber de onde vem e como um produto foi elaborado já é parte da cultura do consumidor, pois essa é uma forma de valorizar o trabalho dos produtores, tornando-se um processo que é verdadeiro círculo virtuoso: os produtores se sentem estimulados a produzir mais e melhor, enquanto que os consumidores ficam cafeinadamente felizes! Portanto, olhar para a origem de um café pode ser o começo de uma boa experiência na xícara!

 

 

 

 

Recentemente comentei que o café é o novo vinho. Uma das particularidades do vinho é a importância dada à localidade onde cada um é produzido. Produtores perceberam que cada região tinha uma forma comum de elaborar seus produtos, empregando muitas vezes variedades de uvas que eram comuns. Ao se juntar todos esses elementos à influência que o clima e solo imprimiam às bebidas, chegaram ao entendimento de que a localidade possuía um elo comum, que recebeu o nome de "terroir". Particularmente, emprego uma palavra em português que pode ter o mesmo significado e soa muito bem, que é "território".

No Brasil, os primeiros produtores a perceberem que sua região possuía condições geoclimáticas diferentes foram os do Cerrado Mineiro, ainda na década de 1990. Muito dessa percepção foi despertada pelas conquistas de seus produtores no concurso de qualidade de café da torrefadora italiana illy, que por anos reinaram absolutos. Relatórios sobre os resultados dos concursos faziam menção de que o clima seco durante a colheita na área compreendida por parte do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas seria em grande parte responsável pela excelente qualidade dos lotes vencedores.

Organizaram-se, criaram uma entidade representativa forte e seguiram com o projeto que os levou a conquistar o direito de ser a primeira Denominação de Origem de Café do Brasil.Uma série de requisitos precisaram ser atendidos, como sua bebida apresentar uma característica particular, as fazendas estarem em uma região com clima muito bem definido e ter uma cultura própria para produzir esse café para a obtenção dessa DO - Denominação de Origem.

O trabalho dos cafeicultores do Cerrado Mineiro foi importante para que o mesmo pudesse ser feito em outras regiões produtoras. A segunda região a iniciar esse um projeto de demarcação e ter, assim, seus cafés com nome e sobrenome foi a da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Seus cafés começaram a encantar coffee lovers em diversos pontos do planeta a partir do sucesso em diversos concursos de qualidade no Brasil.

Serra do Caparaó. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal

Outros grupos de produtores espelharam-se nesses projetos e novas Indicações Geográficas, que identifica o local de produção, foram criadas no Brasil, como a Alta Mogiana, em São Paulo, e o Norte Pioneiro do Paraná.

Ter a possibilidade de estampar a origem do café na embalagem é muito importante, pois em geral esses lotes possuem informações sobre o produtor e como os grãos foram produzidos, levando transparência comercial ao balcão da cafeteria e dentro de casa.

Saber de onde vem e como um produto foi elaborado já é parte da cultura do consumidor, pois essa é uma forma de valorizar o trabalho dos produtores, tornando-se um processo que é verdadeiro círculo virtuoso: os produtores se sentem estimulados a produzir mais e melhor, enquanto que os consumidores ficam cafeinadamente felizes! Portanto, olhar para a origem de um café pode ser o começo de uma boa experiência na xícara!

 

 

 

 

Recentemente comentei que o café é o novo vinho. Uma das particularidades do vinho é a importância dada à localidade onde cada um é produzido. Produtores perceberam que cada região tinha uma forma comum de elaborar seus produtos, empregando muitas vezes variedades de uvas que eram comuns. Ao se juntar todos esses elementos à influência que o clima e solo imprimiam às bebidas, chegaram ao entendimento de que a localidade possuía um elo comum, que recebeu o nome de "terroir". Particularmente, emprego uma palavra em português que pode ter o mesmo significado e soa muito bem, que é "território".

No Brasil, os primeiros produtores a perceberem que sua região possuía condições geoclimáticas diferentes foram os do Cerrado Mineiro, ainda na década de 1990. Muito dessa percepção foi despertada pelas conquistas de seus produtores no concurso de qualidade de café da torrefadora italiana illy, que por anos reinaram absolutos. Relatórios sobre os resultados dos concursos faziam menção de que o clima seco durante a colheita na área compreendida por parte do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas seria em grande parte responsável pela excelente qualidade dos lotes vencedores.

Organizaram-se, criaram uma entidade representativa forte e seguiram com o projeto que os levou a conquistar o direito de ser a primeira Denominação de Origem de Café do Brasil.Uma série de requisitos precisaram ser atendidos, como sua bebida apresentar uma característica particular, as fazendas estarem em uma região com clima muito bem definido e ter uma cultura própria para produzir esse café para a obtenção dessa DO - Denominação de Origem.

O trabalho dos cafeicultores do Cerrado Mineiro foi importante para que o mesmo pudesse ser feito em outras regiões produtoras. A segunda região a iniciar esse um projeto de demarcação e ter, assim, seus cafés com nome e sobrenome foi a da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Seus cafés começaram a encantar coffee lovers em diversos pontos do planeta a partir do sucesso em diversos concursos de qualidade no Brasil.

Serra do Caparaó. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal

Outros grupos de produtores espelharam-se nesses projetos e novas Indicações Geográficas, que identifica o local de produção, foram criadas no Brasil, como a Alta Mogiana, em São Paulo, e o Norte Pioneiro do Paraná.

Ter a possibilidade de estampar a origem do café na embalagem é muito importante, pois em geral esses lotes possuem informações sobre o produtor e como os grãos foram produzidos, levando transparência comercial ao balcão da cafeteria e dentro de casa.

Saber de onde vem e como um produto foi elaborado já é parte da cultura do consumidor, pois essa é uma forma de valorizar o trabalho dos produtores, tornando-se um processo que é verdadeiro círculo virtuoso: os produtores se sentem estimulados a produzir mais e melhor, enquanto que os consumidores ficam cafeinadamente felizes! Portanto, olhar para a origem de um café pode ser o começo de uma boa experiência na xícara!

 

 

 

 

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