Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

Gakiya denuncia à Justiça Deolane e Marcola do PCC por lavagem de dinheiro e organização criminosa


Além da influenciadora e do chefão do PCC, promotor do Ministério Público de São Paulo acusa irmão de Marcola, sobrinhos e operador financeiro do esquema alvo da Operação Vérnix; defesa de Deolane diz que não teve acesso à denúncia, e advogado do líder da facção aponta ‘equívoco da acusação’

Por Fausto Macedo, Marcelo Godoy e Felipe de Paula
Atualização:

Seu navegador não suporta esse video.

Advogada já foi alvo de investigações sobre apostas ilegais e volta ao centro de apuração policial em ação do MP de São Paulo; defesa não foi localizada

O promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya denunciou à Justiça nesta quarta-feira, 10, a influenciadora Deolane Bezerra e o líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

A investigação apura um amplo esquema de branqueamento de ativos ligado a uma transportadora fantasma do interior paulista apontada como braço financeiro da cúpula da facção.

continua após a publicidade

Os advogados de Deolane afirmaram que ainda não tiveram acesso à denúncia e sustentam que a influenciadora “não faz parte de nenhuma organização criminosa”. A defesa de Marcola disse que ele está “custodiado em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetido a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação”.

Deolane Bezerra Santos e Marco Willians Herbas Camacho Foto: Reprodução/Instagram @dra.deol

O irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, os sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, ambos foragidos da Justiça, e o apontado operador do esquema, Everton de Souza, também foram denunciados pela Promotoria. Todos negam os ilícitos.

continua após a publicidade

No dia 21 de maio, uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça prendeu Deolane no requintado condomínio Tamboré, em Alphaville, na Grande São Paulo.

Um dia após regressar de uma viagem a Roma, na Itália, Deolane foi surpreendida por policiais, que a acusam de manter um “padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada”, o que, segundo a investigação, “se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio”.

Presa preventivamente há 20 dias, Deolane está custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Na terça-feira, 9, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade o pedido de habeas corpus da influenciadora.

continua após a publicidade

Silêncio em depoimento, segundo a Polícia

Deolane, de 38 anos, recusou-se no dia 27 de maio a depor à Polícia Civil. Durante toda a audiência, na Penitenciária de Tupi Paulista, a mais de 600 quilômetros da capital, ela permaneceu calada, seguindo orientação de sua irmã, a advogada Daniele Bezerra, segundo a Polícia.

Deolane Bezerra Santos, de 38 anos, foi presa em 21 de maio na capital paulista Foto: Rerprodução/TV Globo
continua após a publicidade

A estratégia de Deolane desapontou e surpreendeu os policiais porque ela própria havia protestado para ser ouvida no inquérito. Um dia antes, sua irmã postou nas redes um desabafo que a influenciadora fez por meio de uma carta de próprio punho. “Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Nunca fui bandida.”

A Polícia queria que Deolane explicasse a movimentação de R$ 40 milhões em suas contas - a suspeita é que o dinheiro saiu do caixa de uma transportadora de fachada de Presidente Venceslau, usada pela facção para ocultar ativos do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas, uma das fontes de receita de Marcola e seus aliados, de acordo com a Polícia e o Ministério Público.

continua após a publicidade

Roupas de grife, carros de luxo, joias, viagens e imóveis de alto padrão

Os bens de luxo exibidos por Deolane nas redes sociais se tornaram uma das principais frentes da investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, segundo policiais e promotores a frente da Operação Vérnix.

A influenciadora Deolane Bezerra é associada a um Lamborghini Urus roxo, avaliado em aproximadamente R$ 4 milhões Foto: Reprodução via instagram/@deolane
continua após a publicidade

A análise dos investigadores se concentrou em publicações no Instagram, Facebook e outras plataformas digitais, nas quais a influenciadora aparece ostentando roupas de grife, carros de luxo, joias, viagens e imóveis de alto padrão.

De acordo com a Polícia, Deolane “expõem de forma ostensiva um estilo de vida marcado pelo luxo excessivo, consistente na exibição frequente de joias de elevado valor, veículos automotores de luxo, imóveis suntuosos, viagens nacionais e internacionais, festas privadas de grande porte, além de ambientes residenciais com acervo patrimonial expressivo, como closets avaliados em cifras milionárias”.

Seu navegador não suporta esse video.

Advogada já foi alvo de investigações sobre apostas ilegais e volta ao centro de apuração policial em ação do MP de São Paulo; defesa não foi localizada

O promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya denunciou à Justiça nesta quarta-feira, 10, a influenciadora Deolane Bezerra e o líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

A investigação apura um amplo esquema de branqueamento de ativos ligado a uma transportadora fantasma do interior paulista apontada como braço financeiro da cúpula da facção.

Os advogados de Deolane afirmaram que ainda não tiveram acesso à denúncia e sustentam que a influenciadora “não faz parte de nenhuma organização criminosa”. A defesa de Marcola disse que ele está “custodiado em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetido a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação”.

Deolane Bezerra Santos e Marco Willians Herbas Camacho Foto: Reprodução/Instagram @dra.deol

O irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, os sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, ambos foragidos da Justiça, e o apontado operador do esquema, Everton de Souza, também foram denunciados pela Promotoria. Todos negam os ilícitos.

No dia 21 de maio, uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça prendeu Deolane no requintado condomínio Tamboré, em Alphaville, na Grande São Paulo.

Um dia após regressar de uma viagem a Roma, na Itália, Deolane foi surpreendida por policiais, que a acusam de manter um “padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada”, o que, segundo a investigação, “se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio”.

Presa preventivamente há 20 dias, Deolane está custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Na terça-feira, 9, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade o pedido de habeas corpus da influenciadora.

Silêncio em depoimento, segundo a Polícia

Deolane, de 38 anos, recusou-se no dia 27 de maio a depor à Polícia Civil. Durante toda a audiência, na Penitenciária de Tupi Paulista, a mais de 600 quilômetros da capital, ela permaneceu calada, seguindo orientação de sua irmã, a advogada Daniele Bezerra, segundo a Polícia.

Deolane Bezerra Santos, de 38 anos, foi presa em 21 de maio na capital paulista Foto: Rerprodução/TV Globo

A estratégia de Deolane desapontou e surpreendeu os policiais porque ela própria havia protestado para ser ouvida no inquérito. Um dia antes, sua irmã postou nas redes um desabafo que a influenciadora fez por meio de uma carta de próprio punho. “Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Nunca fui bandida.”

A Polícia queria que Deolane explicasse a movimentação de R$ 40 milhões em suas contas - a suspeita é que o dinheiro saiu do caixa de uma transportadora de fachada de Presidente Venceslau, usada pela facção para ocultar ativos do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas, uma das fontes de receita de Marcola e seus aliados, de acordo com a Polícia e o Ministério Público.

Roupas de grife, carros de luxo, joias, viagens e imóveis de alto padrão

Os bens de luxo exibidos por Deolane nas redes sociais se tornaram uma das principais frentes da investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, segundo policiais e promotores a frente da Operação Vérnix.

A influenciadora Deolane Bezerra é associada a um Lamborghini Urus roxo, avaliado em aproximadamente R$ 4 milhões Foto: Reprodução via instagram/@deolane

A análise dos investigadores se concentrou em publicações no Instagram, Facebook e outras plataformas digitais, nas quais a influenciadora aparece ostentando roupas de grife, carros de luxo, joias, viagens e imóveis de alto padrão.

De acordo com a Polícia, Deolane “expõem de forma ostensiva um estilo de vida marcado pelo luxo excessivo, consistente na exibição frequente de joias de elevado valor, veículos automotores de luxo, imóveis suntuosos, viagens nacionais e internacionais, festas privadas de grande porte, além de ambientes residenciais com acervo patrimonial expressivo, como closets avaliados em cifras milionárias”.

Seu navegador não suporta esse video.

Advogada já foi alvo de investigações sobre apostas ilegais e volta ao centro de apuração policial em ação do MP de São Paulo; defesa não foi localizada

O promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya denunciou à Justiça nesta quarta-feira, 10, a influenciadora Deolane Bezerra e o líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

A investigação apura um amplo esquema de branqueamento de ativos ligado a uma transportadora fantasma do interior paulista apontada como braço financeiro da cúpula da facção.

Os advogados de Deolane afirmaram que ainda não tiveram acesso à denúncia e sustentam que a influenciadora “não faz parte de nenhuma organização criminosa”. A defesa de Marcola disse que ele está “custodiado em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetido a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação”.

Deolane Bezerra Santos e Marco Willians Herbas Camacho Foto: Reprodução/Instagram @dra.deol

O irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, os sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, ambos foragidos da Justiça, e o apontado operador do esquema, Everton de Souza, também foram denunciados pela Promotoria. Todos negam os ilícitos.

No dia 21 de maio, uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça prendeu Deolane no requintado condomínio Tamboré, em Alphaville, na Grande São Paulo.

Um dia após regressar de uma viagem a Roma, na Itália, Deolane foi surpreendida por policiais, que a acusam de manter um “padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada”, o que, segundo a investigação, “se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio”.

Presa preventivamente há 20 dias, Deolane está custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Na terça-feira, 9, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade o pedido de habeas corpus da influenciadora.

Silêncio em depoimento, segundo a Polícia

Deolane, de 38 anos, recusou-se no dia 27 de maio a depor à Polícia Civil. Durante toda a audiência, na Penitenciária de Tupi Paulista, a mais de 600 quilômetros da capital, ela permaneceu calada, seguindo orientação de sua irmã, a advogada Daniele Bezerra, segundo a Polícia.

Deolane Bezerra Santos, de 38 anos, foi presa em 21 de maio na capital paulista Foto: Rerprodução/TV Globo

A estratégia de Deolane desapontou e surpreendeu os policiais porque ela própria havia protestado para ser ouvida no inquérito. Um dia antes, sua irmã postou nas redes um desabafo que a influenciadora fez por meio de uma carta de próprio punho. “Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Nunca fui bandida.”

A Polícia queria que Deolane explicasse a movimentação de R$ 40 milhões em suas contas - a suspeita é que o dinheiro saiu do caixa de uma transportadora de fachada de Presidente Venceslau, usada pela facção para ocultar ativos do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas, uma das fontes de receita de Marcola e seus aliados, de acordo com a Polícia e o Ministério Público.

Roupas de grife, carros de luxo, joias, viagens e imóveis de alto padrão

Os bens de luxo exibidos por Deolane nas redes sociais se tornaram uma das principais frentes da investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, segundo policiais e promotores a frente da Operação Vérnix.

A influenciadora Deolane Bezerra é associada a um Lamborghini Urus roxo, avaliado em aproximadamente R$ 4 milhões Foto: Reprodução via instagram/@deolane

A análise dos investigadores se concentrou em publicações no Instagram, Facebook e outras plataformas digitais, nas quais a influenciadora aparece ostentando roupas de grife, carros de luxo, joias, viagens e imóveis de alto padrão.

De acordo com a Polícia, Deolane “expõem de forma ostensiva um estilo de vida marcado pelo luxo excessivo, consistente na exibição frequente de joias de elevado valor, veículos automotores de luxo, imóveis suntuosos, viagens nacionais e internacionais, festas privadas de grande porte, além de ambientes residenciais com acervo patrimonial expressivo, como closets avaliados em cifras milionárias”.

Atualizamos nossa política de cookies

Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.