Aliados da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, dizem que a relação construída com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), será um dos trunfos dela no comando da Secretaria das Relações Institucionais (SRI). No ano passado, Gleisi foi uma das principais defensoras do embarque do PT na campanha do deputado paraibano pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL).
O Palácio do Planalto confirmou nesta sexta-feira, 28, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Gleisi para assumir a articulação política do governo no lugar de Alexandre Padilha, que substituirá Nísia Trindade no Ministério da Saúde.
A adesão do PT à campanha de Motta envolveu até uma promessa de vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) para o partido, como revelou a Coluna do Estadão. O anúncio do apoio da bancada petista ao parlamentar foi o ponto de virada para a consolidação da campanha e fez com que os outros candidatos - Elmar Nascimento (União-BA) e Antonio Brito (PSD-BA) - desistissem da disputa, o que abriu caminho para que se formasse quase um consenso em torno de Hugo Motta.
Interlocutores de Gleisi dizem que, apesar das críticas que ela recebe por suposta inflexibilidade na relação com o Congresso, a petista cumpre os acordos que fecha e será muito direta nas negociações. A SRI é responsável pela relação do Planalto com o Legislativo.
O presidente Lula iniciou nesta semana uma reforma ministerial com o objetivo de melhorar o relacionamento com o Congresso e tentar alavancar a popularidade, com foco nas eleições de 2026. Gleisi adiantará o fim de seu mandato na presidência do PT e tomará posse no ministério em 10 de março.
“Recebi ligação do Presidente @LulaOficial comunicando a indicação da deputada @gleisi para o cargo de Ministra das Relações Institucionais. Sempre tive boa relação com ela no parlamento. Desejo pleno êxito na nova função e continuaremos o diálogo permanente a favor do Brasil”, publicou Motta, no X (antigo Twitter).