Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

Análise|Bolsonaro se compara a Deus, no dia de Natal, em carta na qual lança Flávio como desafiante de Lula


Ex-presidente tenta manter controle sobre grupo político rachado e segurar Centrão

Por Vera Rosa
Atualização:

A carta de próprio punho escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abençoar a candidatura ao Palácio do Planalto de seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi planejada para manter o controle de um grupo político rachado e segurar dissidências no Centrão.

No texto, divulgado nesta quinta-feira, 25, dia de Natal, Bolsonaro deixa implícita a comparação com Deus, que, como mostra passagem bíblica, entregou Jesus, seu próprio filho, como prova máxima de amor pela humanidade.

“Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para a missão de resgatar o Brasil”, escreveu ele. A carta foi lida por Flávio pouco antes de seu pai passar por cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral.

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“Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no deseja de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”, destacou o ex-presidente em seu primeiro documento político desde a prisão, há um mês.

O racha no bolsonarismo ficou evidente nos últimos dias com a rota de colisão entre a ex-primeira-dama Michelle e os filhos de Bolsonaro. A família tornou públicas as divergências não apenas sobre a candidatura ao Planalto, mas também em relação aos nomes que levarão a bandeira do ex-presidente nas disputas estaduais, em 2026.

Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 24, véspera de Natal, Michelle pede orações por Bolsonaro – condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado –, e prega a paz, embora dê uma estocada nos próprios aliados, sem dizer quem é o alvo da crítica.

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“Não se deixem abater pelas maldades. Perseverem, apesar das traições, ainda que venham das pessoas mais próximas”, afirma ela. “As trevas jamais impedirão a nossa luz de brilhar”.

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Vídeo traz imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital e de apoiadores nas ruas

O lançamento de Flávio à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda é visto com desconfiança por setores do Centrão. Embora o senador tenha apresentado bom desempenho na pesquisa Genial/ Quaest sobre intenções de voto, divulgada neste mês, expoentes do Centrão veem fragilidades na candidatura. Nos bastidores, não são poucos os que definem Flávio como “cavalo paraguaio”, que larga na frente na corrida e chega por último.

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Carta de próprio punho escrita por Bolsonaro, lançando a candidatura do filho 01, Flávio, à sucessão de Lula Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), continua sendo o preferido do grupo para a disputa contra Lula. Depois dele, o outro nome citado é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Na prática, apesar do apelo de Bolsonaro pela unidade, ainda não há acordo entre a família do ex-presidente, o PL e o Centrão sobre o desafiante de Lula. E quem está gostando desse imbróglio é o PT e o Planalto.

A carta de próprio punho escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abençoar a candidatura ao Palácio do Planalto de seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi planejada para manter o controle de um grupo político rachado e segurar dissidências no Centrão.

No texto, divulgado nesta quinta-feira, 25, dia de Natal, Bolsonaro deixa implícita a comparação com Deus, que, como mostra passagem bíblica, entregou Jesus, seu próprio filho, como prova máxima de amor pela humanidade.

“Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para a missão de resgatar o Brasil”, escreveu ele. A carta foi lida por Flávio pouco antes de seu pai passar por cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral.

“Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no deseja de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”, destacou o ex-presidente em seu primeiro documento político desde a prisão, há um mês.

O racha no bolsonarismo ficou evidente nos últimos dias com a rota de colisão entre a ex-primeira-dama Michelle e os filhos de Bolsonaro. A família tornou públicas as divergências não apenas sobre a candidatura ao Planalto, mas também em relação aos nomes que levarão a bandeira do ex-presidente nas disputas estaduais, em 2026.

Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 24, véspera de Natal, Michelle pede orações por Bolsonaro – condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado –, e prega a paz, embora dê uma estocada nos próprios aliados, sem dizer quem é o alvo da crítica.

“Não se deixem abater pelas maldades. Perseverem, apesar das traições, ainda que venham das pessoas mais próximas”, afirma ela. “As trevas jamais impedirão a nossa luz de brilhar”.

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Vídeo traz imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital e de apoiadores nas ruas

O lançamento de Flávio à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda é visto com desconfiança por setores do Centrão. Embora o senador tenha apresentado bom desempenho na pesquisa Genial/ Quaest sobre intenções de voto, divulgada neste mês, expoentes do Centrão veem fragilidades na candidatura. Nos bastidores, não são poucos os que definem Flávio como “cavalo paraguaio”, que larga na frente na corrida e chega por último.

Carta de próprio punho escrita por Bolsonaro, lançando a candidatura do filho 01, Flávio, à sucessão de Lula Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), continua sendo o preferido do grupo para a disputa contra Lula. Depois dele, o outro nome citado é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Na prática, apesar do apelo de Bolsonaro pela unidade, ainda não há acordo entre a família do ex-presidente, o PL e o Centrão sobre o desafiante de Lula. E quem está gostando desse imbróglio é o PT e o Planalto.

A carta de próprio punho escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abençoar a candidatura ao Palácio do Planalto de seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi planejada para manter o controle de um grupo político rachado e segurar dissidências no Centrão.

No texto, divulgado nesta quinta-feira, 25, dia de Natal, Bolsonaro deixa implícita a comparação com Deus, que, como mostra passagem bíblica, entregou Jesus, seu próprio filho, como prova máxima de amor pela humanidade.

“Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para a missão de resgatar o Brasil”, escreveu ele. A carta foi lida por Flávio pouco antes de seu pai passar por cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral.

“Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no deseja de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”, destacou o ex-presidente em seu primeiro documento político desde a prisão, há um mês.

O racha no bolsonarismo ficou evidente nos últimos dias com a rota de colisão entre a ex-primeira-dama Michelle e os filhos de Bolsonaro. A família tornou públicas as divergências não apenas sobre a candidatura ao Planalto, mas também em relação aos nomes que levarão a bandeira do ex-presidente nas disputas estaduais, em 2026.

Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 24, véspera de Natal, Michelle pede orações por Bolsonaro – condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado –, e prega a paz, embora dê uma estocada nos próprios aliados, sem dizer quem é o alvo da crítica.

“Não se deixem abater pelas maldades. Perseverem, apesar das traições, ainda que venham das pessoas mais próximas”, afirma ela. “As trevas jamais impedirão a nossa luz de brilhar”.

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Vídeo traz imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital e de apoiadores nas ruas

O lançamento de Flávio à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda é visto com desconfiança por setores do Centrão. Embora o senador tenha apresentado bom desempenho na pesquisa Genial/ Quaest sobre intenções de voto, divulgada neste mês, expoentes do Centrão veem fragilidades na candidatura. Nos bastidores, não são poucos os que definem Flávio como “cavalo paraguaio”, que larga na frente na corrida e chega por último.

Carta de próprio punho escrita por Bolsonaro, lançando a candidatura do filho 01, Flávio, à sucessão de Lula Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), continua sendo o preferido do grupo para a disputa contra Lula. Depois dele, o outro nome citado é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Na prática, apesar do apelo de Bolsonaro pela unidade, ainda não há acordo entre a família do ex-presidente, o PL e o Centrão sobre o desafiante de Lula. E quem está gostando desse imbróglio é o PT e o Planalto.

Análise por Vera Rosa

Repórter especial do ‘Estadão’. Na Sucursal de Brasília desde 2003, sempre cobrindo Planalto e Congresso. É jornalista formada pela PUC-SP. Escreve às terças-feiras

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