Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

José Dirceu fala em revolução social em carta ao PT e aponta alvos: a Faria Lima e o Banco Central


Ex-ministro assumiu função de cabo eleitoral de Edinho Silva, que disputa a presidência do partido

Por Roseann Kennedy
Atualização:

O ex-ministro José Dirceu assumiu a função de cabo eleitoral de Edinho Silva, que disputa a presidência do PT. Numa carta aberta aos militantes petistas, além de defender a unidade para perseguir uma frente ampla de esquerda em 2026, chamou os pares para uma “revolução social” e apontou os alvos: a Faria Lima e o Banco Central.

“É preciso uma verdadeira mudança na vergonhosa concentração de renda e no cartel bancário financeiro, na política de juros e nas metas da inflação, que exigem uma radical reforma tributária e financeira, capaz de pôr fim à apropriação e expropriação da renda nacional pelo capital financeiro e agrário, num circuito entre o Banco Central e a Faria Lima, que cada vez mais concentra renda, via os juros altos únicos no mundo”, afirma Dirceu. “Ao PT e às esquerdas resta a tarefa histórica de concluir a revolução social brasileira inacabada”, emenda.

A carta reforça o discurso da ala mais à esquerda que o PT vem adotando especialmente depois que Gleisi Hoffmann assumiu o comando da legenda.

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O tom também vai ao encontro dos passos mais recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na escolha de sua equipe palaciana. Além de Gleisi ao seu lado, na Secretaria de Relações Institucionais, Lula ajusta a chegada de Guilherme Boulos ao Palácio do Planalto, justamente para comandar o contato com sindicatos e movimentos da sociedade civil.

Por outro lado, contudo, Dirceu admite, nas entrelinhas, a preocupação com a limitação nas alianças partidárias para 2026. O ex-ministro destaca a tarefa de “praticamente reconstruir o PT” e ressalta a necessidade de formar uma frente que vá além de PV e PCdoB.

“A tarefa de unificar toda a esquerda numa frente que vá além do PV e do PCdoB para enfrentar o PL e o bolsonarismo”, diz o ex-ministro. “O momento político exige de nós a luta pela unidade da CNB e do PT.”

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“A conjuntura e as condições que governamos exigem de nós a capacidade de fazer alianças mais amplas que a centro-esquerda, mas ao mesmo tempo criar as condições de mobilização popular, social e sindical”, conclui.

José Dirceu, ex-ministro Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-ministro José Dirceu assumiu a função de cabo eleitoral de Edinho Silva, que disputa a presidência do PT. Numa carta aberta aos militantes petistas, além de defender a unidade para perseguir uma frente ampla de esquerda em 2026, chamou os pares para uma “revolução social” e apontou os alvos: a Faria Lima e o Banco Central.

“É preciso uma verdadeira mudança na vergonhosa concentração de renda e no cartel bancário financeiro, na política de juros e nas metas da inflação, que exigem uma radical reforma tributária e financeira, capaz de pôr fim à apropriação e expropriação da renda nacional pelo capital financeiro e agrário, num circuito entre o Banco Central e a Faria Lima, que cada vez mais concentra renda, via os juros altos únicos no mundo”, afirma Dirceu. “Ao PT e às esquerdas resta a tarefa histórica de concluir a revolução social brasileira inacabada”, emenda.

A carta reforça o discurso da ala mais à esquerda que o PT vem adotando especialmente depois que Gleisi Hoffmann assumiu o comando da legenda.

O tom também vai ao encontro dos passos mais recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na escolha de sua equipe palaciana. Além de Gleisi ao seu lado, na Secretaria de Relações Institucionais, Lula ajusta a chegada de Guilherme Boulos ao Palácio do Planalto, justamente para comandar o contato com sindicatos e movimentos da sociedade civil.

Por outro lado, contudo, Dirceu admite, nas entrelinhas, a preocupação com a limitação nas alianças partidárias para 2026. O ex-ministro destaca a tarefa de “praticamente reconstruir o PT” e ressalta a necessidade de formar uma frente que vá além de PV e PCdoB.

“A tarefa de unificar toda a esquerda numa frente que vá além do PV e do PCdoB para enfrentar o PL e o bolsonarismo”, diz o ex-ministro. “O momento político exige de nós a luta pela unidade da CNB e do PT.”

“A conjuntura e as condições que governamos exigem de nós a capacidade de fazer alianças mais amplas que a centro-esquerda, mas ao mesmo tempo criar as condições de mobilização popular, social e sindical”, conclui.

José Dirceu, ex-ministro Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-ministro José Dirceu assumiu a função de cabo eleitoral de Edinho Silva, que disputa a presidência do PT. Numa carta aberta aos militantes petistas, além de defender a unidade para perseguir uma frente ampla de esquerda em 2026, chamou os pares para uma “revolução social” e apontou os alvos: a Faria Lima e o Banco Central.

“É preciso uma verdadeira mudança na vergonhosa concentração de renda e no cartel bancário financeiro, na política de juros e nas metas da inflação, que exigem uma radical reforma tributária e financeira, capaz de pôr fim à apropriação e expropriação da renda nacional pelo capital financeiro e agrário, num circuito entre o Banco Central e a Faria Lima, que cada vez mais concentra renda, via os juros altos únicos no mundo”, afirma Dirceu. “Ao PT e às esquerdas resta a tarefa histórica de concluir a revolução social brasileira inacabada”, emenda.

A carta reforça o discurso da ala mais à esquerda que o PT vem adotando especialmente depois que Gleisi Hoffmann assumiu o comando da legenda.

O tom também vai ao encontro dos passos mais recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na escolha de sua equipe palaciana. Além de Gleisi ao seu lado, na Secretaria de Relações Institucionais, Lula ajusta a chegada de Guilherme Boulos ao Palácio do Planalto, justamente para comandar o contato com sindicatos e movimentos da sociedade civil.

Por outro lado, contudo, Dirceu admite, nas entrelinhas, a preocupação com a limitação nas alianças partidárias para 2026. O ex-ministro destaca a tarefa de “praticamente reconstruir o PT” e ressalta a necessidade de formar uma frente que vá além de PV e PCdoB.

“A tarefa de unificar toda a esquerda numa frente que vá além do PV e do PCdoB para enfrentar o PL e o bolsonarismo”, diz o ex-ministro. “O momento político exige de nós a luta pela unidade da CNB e do PT.”

“A conjuntura e as condições que governamos exigem de nós a capacidade de fazer alianças mais amplas que a centro-esquerda, mas ao mesmo tempo criar as condições de mobilização popular, social e sindical”, conclui.

José Dirceu, ex-ministro Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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