Disputas de poder e o debate político-cultural brasileiro

Opinião|Que pensadores fazem a cabeça dos papas nos assuntos terrenos ou espirituais? assista


Vídeo traz um pouco sobre o que pensam grandes filósofos e teólogos que são estudados por muitos cardeais ao longo de sua formação

Por Fabiano Lana

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Os jornais de todo o mundo, assim como qualquer plataforma que divulgue notícias relevantes - da televisão ao TikTok - estão coalhadas de informações sobre os perfis dos cardeais candidatos a papas. Com suas posições sobre questões prementes como casamento LGBT, conflitos mundiais, aborto, política interna do Vaticano, entre tantos temas mundanos.

É possível, entretanto, dar um passo além. Tentar entender quais são as posições profundas desses religiosos, que influenciam em todas as outras questões que precisam lidar. E isso se dá com certo conhecimento dos pensadores - dos filósofos, dos teólogos – com quem os cardeais lidam durante sua formação teológica e exercício de sua missão. Gente como Platão (sec. 4 a.C.), Aristóteles (sec. 4 a.C.), Agostinho (Sec.4 d.C.), Tomás de Aquino (13. d.C.), Kant (18 d.C.), Nietzsche (19 d.C.), entre tantos outros, fundamentais na história do pensamento tanto filosófico como da trajetória das religiões cristãs – sejam católica ou mesmo protestantes.

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É possível entender quais são as posições profundas dos cardeais candidatos a papa avaliando o pensamento dos filósofos e teólogos com quem os religiosos lidam durante sua formação Foto: Arquivo/Vatican News

Um cardeal, por exemplo, pode ter uma posição no sentido de que a vida na Terra é apenas uma passagem curta e provisória em direção a um outro mundo, eterno, definitivo. Nesse sentido, o que importa é salvar a alma, não apenas se preocupar com questões sociais por meio de sua submissão a Deus. E nisso, não importa tanto se você é um banqueiro ou um mendigo. Sua alma será salva? E essa salvação se dá por meio das suas obras, da sua fé, ou da combinação entre ambas as coisas?

Outro votante do conclave pode discordar de maneira veemente. O que importaria seriam questões desse mundo, como pobreza, desigualdade, injustiça, falta de oportunidades, poluição, natureza. Uma preocupação com a vida aqui na Terra. Com a história, com a política, com as ações sociais.

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Isso muitas vezes pode depender da congregação, da corrente ou do pensador com a qual o cardeal é filiado ou tem suas simpatias.

No vídeo a seguir, um pouco do pensamento desses pensadores – os mais fundamentais, ou incontornáveis - que fazem a cabeça dos nossos cardeais, candidatos a substituírem o papa Francisco.

Vamos pensar juntos?

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Os jornais de todo o mundo, assim como qualquer plataforma que divulgue notícias relevantes - da televisão ao TikTok - estão coalhadas de informações sobre os perfis dos cardeais candidatos a papas. Com suas posições sobre questões prementes como casamento LGBT, conflitos mundiais, aborto, política interna do Vaticano, entre tantos temas mundanos.

É possível, entretanto, dar um passo além. Tentar entender quais são as posições profundas desses religiosos, que influenciam em todas as outras questões que precisam lidar. E isso se dá com certo conhecimento dos pensadores - dos filósofos, dos teólogos – com quem os cardeais lidam durante sua formação teológica e exercício de sua missão. Gente como Platão (sec. 4 a.C.), Aristóteles (sec. 4 a.C.), Agostinho (Sec.4 d.C.), Tomás de Aquino (13. d.C.), Kant (18 d.C.), Nietzsche (19 d.C.), entre tantos outros, fundamentais na história do pensamento tanto filosófico como da trajetória das religiões cristãs – sejam católica ou mesmo protestantes.

É possível entender quais são as posições profundas dos cardeais candidatos a papa avaliando o pensamento dos filósofos e teólogos com quem os religiosos lidam durante sua formação Foto: Arquivo/Vatican News

Um cardeal, por exemplo, pode ter uma posição no sentido de que a vida na Terra é apenas uma passagem curta e provisória em direção a um outro mundo, eterno, definitivo. Nesse sentido, o que importa é salvar a alma, não apenas se preocupar com questões sociais por meio de sua submissão a Deus. E nisso, não importa tanto se você é um banqueiro ou um mendigo. Sua alma será salva? E essa salvação se dá por meio das suas obras, da sua fé, ou da combinação entre ambas as coisas?

Outro votante do conclave pode discordar de maneira veemente. O que importaria seriam questões desse mundo, como pobreza, desigualdade, injustiça, falta de oportunidades, poluição, natureza. Uma preocupação com a vida aqui na Terra. Com a história, com a política, com as ações sociais.

Isso muitas vezes pode depender da congregação, da corrente ou do pensador com a qual o cardeal é filiado ou tem suas simpatias.

No vídeo a seguir, um pouco do pensamento desses pensadores – os mais fundamentais, ou incontornáveis - que fazem a cabeça dos nossos cardeais, candidatos a substituírem o papa Francisco.

Vamos pensar juntos?

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É possível, entretanto, dar um passo além. Tentar entender quais são as posições profundas desses religiosos, que influenciam em todas as outras questões que precisam lidar. E isso se dá com certo conhecimento dos pensadores - dos filósofos, dos teólogos – com quem os cardeais lidam durante sua formação teológica e exercício de sua missão. Gente como Platão (sec. 4 a.C.), Aristóteles (sec. 4 a.C.), Agostinho (Sec.4 d.C.), Tomás de Aquino (13. d.C.), Kant (18 d.C.), Nietzsche (19 d.C.), entre tantos outros, fundamentais na história do pensamento tanto filosófico como da trajetória das religiões cristãs – sejam católica ou mesmo protestantes.

É possível entender quais são as posições profundas dos cardeais candidatos a papa avaliando o pensamento dos filósofos e teólogos com quem os religiosos lidam durante sua formação Foto: Arquivo/Vatican News

Um cardeal, por exemplo, pode ter uma posição no sentido de que a vida na Terra é apenas uma passagem curta e provisória em direção a um outro mundo, eterno, definitivo. Nesse sentido, o que importa é salvar a alma, não apenas se preocupar com questões sociais por meio de sua submissão a Deus. E nisso, não importa tanto se você é um banqueiro ou um mendigo. Sua alma será salva? E essa salvação se dá por meio das suas obras, da sua fé, ou da combinação entre ambas as coisas?

Outro votante do conclave pode discordar de maneira veemente. O que importaria seriam questões desse mundo, como pobreza, desigualdade, injustiça, falta de oportunidades, poluição, natureza. Uma preocupação com a vida aqui na Terra. Com a história, com a política, com as ações sociais.

Isso muitas vezes pode depender da congregação, da corrente ou do pensador com a qual o cardeal é filiado ou tem suas simpatias.

No vídeo a seguir, um pouco do pensamento desses pensadores – os mais fundamentais, ou incontornáveis - que fazem a cabeça dos nossos cardeais, candidatos a substituírem o papa Francisco.

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Opinião por Fabiano Lana

Fabiano Lana é formado em Comunicação Social pela UFMG e em Filosofia pela UnB, onde também tem mestrado na área. Foi repórter do Jornal do Brasil, entre outros veículos. Atua como consultor de comunicação. É autor do livro "Brasil acima da lucidez", em que discute a política, a história, a cultura e a sociedade brasileira.

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