Levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) informa que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é o principal assunto dos processos que tramitam atualmente na mais alta Corte de Justiça do País. Segundo dados da secretaria de informática do STF, em 112 mil das 147 mil ações existentes no tribunal (76% do total) é pedida a correção monetária do FGTS em razão de perdas com planos econômicos. É provável que autores de parte dessas ações desistam delas ao aderir a um acordo proposto no ano passado pelo governo. A proposta foi feita depois que o STF julgou que os trabalhadores tinham direito à correção do FGTS. Em seguida, uma lei foi editada estabelecendo as formas de pagamento parcelado da correção. A expectativa é de que prestações comecem a ser pagas neste ano. O mais recente balanço das adesões ao programa do governo para pagamento das perdas ocorridas no saldo do FGTS, divulgado em dezembro, mostra que, no primeiro mês, 9 milhões de trabalhadores já haviam aderido à proposta do governo. Segundo cálculos do Ministério do Trabalho, isso representa 22,5 milhões de contas, mais de 30% do total de 60 milhões de contas que têm a receber os expurgos dos planos Collor e Verão. Os números do Ministério do Trabalho destacam ainda que 2.200 empresas não fizeram a contribuição de 0,5% da folha de salário para o FGTS. Os recursos servem para compor o fundo que vai restituir o trabalhador. Em novembro o Ministério previa uma arrecadação dessa contribuição de R$ 68,6 milhões. Mas foram arrecadados apenas R$ 59,5 milhões. Já as contribuições correspondentes à multa de 10%, em função de demissões, somaram R$ 132,8 milhões. A previsão era de R$ 143,8 milhões.