Enel não dá prazo para retorno completo de luz na Grande SP: ‘Severidade climática diferente’


Diretor de Operações da empresa afirma que pico foi de 2,25 milhões de imóveis no escuro e diz mobilizar esforços para resolver crise; vento forte causou blecaute

Por Malu Mões
Atualização:
Foto: Márcio Jardim via LinkedIn
Entrevista comMárcio JardimDiretor de Operações da Enel São Paulo

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A concessionária de energia Enel ainda não dá previsão de data e hora para restabelecer completamente o fornecimento elétrico em todos os imóveis afetados pelo blecaute na Grande São Paulo. O apagão foi causado por fortes rajadas de vento desde a madrugada desta quarta-feira, 10, o que resultou em uma série de quedas de galhos e interferências na rede de fios.

“Não consigo precisar uma hora, um dia preciso desse retorno, porque ainda estamos fazendo esse balanço”, disse o diretor de Operações da Enel São Paulo, Márcio Jardim, ao Estadão nesta noite.

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Jardim afirmou que o pico do apagão foi às 18 horas, quando 2,3 milhões de imóveis estavam sem luz. Na manhã desta quinta-feira, 11, ainda havia 1,5 milhão de unidades no escuro na capital e na região metropolitana.

As rajadas de vento na cidade de São Paulo chegaram a 98 km/h, segundo dados da Defesa Civil. O fenômeno climático é provocado pela entrada de um ciclone extratropical pelo Sul do País.

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“Muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos partidos e danificados. Automaticamente, o tempo de reparo desses defeitos é um pouco mais elevado”, disse Jardim. Ele afirmou esperar já ter um prazo preciso para ser divulgado nesta quinta-feira, 11.

Uma árvore de grande porte caiu sobre a fiação elétrica na Praça da Árvore, na zona sul de São Paulo (SP) na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. Foto: Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo

Para minimizar o impacto de maneira paliativa, afirmou, a companhia está utilizando geradores. A prioridade, tanto para reparos quanto para fornecimento das baterias, é o atendimento a hospitais, unidades de saúde e imóveis com pacientes que dependem da eletricidade para sobreviver (aqueles que precisam ficar 24h ligados a aparelhos médicos).

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Segundo Jardim, a a Enel também busca fornecer os geradores principalmente para locais onde o reparo tende a ser mais demorado. “Estamos extremamente mobilizados, mais de 1,4 mil equipes em campo.”

O diretor de operações destacou investimentos de R$ 10,4 bilhões até 2027 nos serviços da Enel na Grande São Paulo. “Mas em qualquer rede aérea, as intempéries vão causar isso.” Ele disse que a companhia busca reduzir os danos com as mais de 640 mil podas feitas neste ano.

“A responsabilidade de que a árvore não chegue na rede é do poder público. Não podemos fazer poda sem autorização e licença ambiental. E quando há ventos acima de 98 km/h, em que árvores caem desde a raiz em cima da rede, a poda também não teria surtido efeito.”

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Nos últimos anos, a Enel tem sido alvo de críticas após sucessivos blecautes causados por temporais e ventanias. Os episódios fizeram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e outros gestores da região metropolitana defenderem o fim do contrato com a Enel.

Leia os principais trechos da entrevista:

Qual é a previsão para o restabelecimento da energia?

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A severidade climática foi muito diferente do que estamos acostumados. Os ventos perduraram acima de 98 km/h desde a manhã até o fim da noite. Tivemos volume grande de árvores e objetos sobre a rede. Estamos com recurso extremamente mobilizado, mais de 1,4 mil equipes em campo. Vamos seguir durante a madrugada para minimizar esse impacto. Não consigo precisar agora uma hora, um dia preciso desse retorno, porque ainda estamos fazendo esse balanço geral, o pico terminou agora (por volta das 18h).

A população precisa de uma previsão para se planejar, saber se quem tem comida na geladeira precisa levar para outro lugar, se quem faz home office deve ir para outro endereço. Já vimos apagões resolvidos em um dia e outros que duraram seis. Não conseguem dar estimativa?

Entendo e faço empatia. Tem crises que conseguimos restabelecer nas primeiras 24 horas, algo em torno de 90% a 95% dos clientes. É o que buscamos.

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Muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos foram partidos e danificados. Automaticamente, o tempo de reparo desses defeitos é um pouco mais elevado.

Estamos utilizando geradores para colocar energia de maneira paliativa e temos prioridade de restabelecimento para clientes que dependem da energia para sobreviver, hospitais e clínicas. De fato, não consigo precisar agora. Possivelmente amanhã (quinta-feira) teremos clareza muito maior.

A Aneel enviou ofício questionando se a Enel tem condições de operar na Grande São Paulo dado aos apagões. Qual a resposta da empresa?

Estamos analisando o documento e vamos responder dentro do prazo. O que posso adiantar é que a empresa passou por uma série de investimentos: contratação de mais de 1,2 mil novos colaboradores e investimento na ordem de R$ 10,4 bilhões para 2025, 2026 e 2027. Estamos trazendo tecnologia e aumentando o volume de podas, pois o principal ofensor hoje, principalmente na capital, é atrelado à vegetação.

Dado o volume de investimentos, por que a rede ainda não está preparada o suficiente para evitar apagões como ocorreu novamente hoje?

Em qualquer rede aérea, as intempéries vão causar isso. É claro que temos trabalhado para minimizar, principalmente com grande volume de poda. Faremos mais de 640 mil podas só este ano.

O investimento em poda será ampliado? Ainda há diversos relatos de moradores que ficam meses esperando…

É importante destacar que a responsabilidade sobre a árvore é do poder público, do Município. Existe uma parceria em que fazemos as podas para livrar a rede, mas a responsabilidade de que a árvore não chegue na rede é do poder público. Não podemos fazer poda sem autorização e licença ambiental. E quando há ventos acima de 98 km/h, em que árvores caem desde a raiz em cima da rede, a poda também não teria surtido efeito.

Com eventos climáticos mais frequentes, há plano de enterramento de fios? Isso não foi listado nos investimentos da Enel para os próximos anos, apesar de especialistas apontarem como solução...

Se a rede fosse enterrada, o impacto seria menor. Porém, a rede subterrânea também tem outros impactos. Custa aproximadamente 10 vezes mais do que uma rede aérea. Temos de seguir o mínimo custo global para ter o menor impacto na tarifa do consumidor.

O que fazer se seu imóvel estiver com falta de energia

A Enel orienta que os clientes solicitem atendimento por meio:

  • do site da Enel;
  • do aplicativo Enel São Paulo;
  • do WhatsApp: (21) 99601-9608;
  • da central de atendimento: 0800 72 72 196.

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A concessionária de energia Enel ainda não dá previsão de data e hora para restabelecer completamente o fornecimento elétrico em todos os imóveis afetados pelo blecaute na Grande São Paulo. O apagão foi causado por fortes rajadas de vento desde a madrugada desta quarta-feira, 10, o que resultou em uma série de quedas de galhos e interferências na rede de fios.

“Não consigo precisar uma hora, um dia preciso desse retorno, porque ainda estamos fazendo esse balanço”, disse o diretor de Operações da Enel São Paulo, Márcio Jardim, ao Estadão nesta noite.

Jardim afirmou que o pico do apagão foi às 18 horas, quando 2,3 milhões de imóveis estavam sem luz. Na manhã desta quinta-feira, 11, ainda havia 1,5 milhão de unidades no escuro na capital e na região metropolitana.

As rajadas de vento na cidade de São Paulo chegaram a 98 km/h, segundo dados da Defesa Civil. O fenômeno climático é provocado pela entrada de um ciclone extratropical pelo Sul do País.

“Muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos partidos e danificados. Automaticamente, o tempo de reparo desses defeitos é um pouco mais elevado”, disse Jardim. Ele afirmou esperar já ter um prazo preciso para ser divulgado nesta quinta-feira, 11.

Uma árvore de grande porte caiu sobre a fiação elétrica na Praça da Árvore, na zona sul de São Paulo (SP) na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. Foto: Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo

Para minimizar o impacto de maneira paliativa, afirmou, a companhia está utilizando geradores. A prioridade, tanto para reparos quanto para fornecimento das baterias, é o atendimento a hospitais, unidades de saúde e imóveis com pacientes que dependem da eletricidade para sobreviver (aqueles que precisam ficar 24h ligados a aparelhos médicos).

Segundo Jardim, a a Enel também busca fornecer os geradores principalmente para locais onde o reparo tende a ser mais demorado. “Estamos extremamente mobilizados, mais de 1,4 mil equipes em campo.”

O diretor de operações destacou investimentos de R$ 10,4 bilhões até 2027 nos serviços da Enel na Grande São Paulo. “Mas em qualquer rede aérea, as intempéries vão causar isso.” Ele disse que a companhia busca reduzir os danos com as mais de 640 mil podas feitas neste ano.

“A responsabilidade de que a árvore não chegue na rede é do poder público. Não podemos fazer poda sem autorização e licença ambiental. E quando há ventos acima de 98 km/h, em que árvores caem desde a raiz em cima da rede, a poda também não teria surtido efeito.”

Nos últimos anos, a Enel tem sido alvo de críticas após sucessivos blecautes causados por temporais e ventanias. Os episódios fizeram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e outros gestores da região metropolitana defenderem o fim do contrato com a Enel.

Leia os principais trechos da entrevista:

Qual é a previsão para o restabelecimento da energia?

A severidade climática foi muito diferente do que estamos acostumados. Os ventos perduraram acima de 98 km/h desde a manhã até o fim da noite. Tivemos volume grande de árvores e objetos sobre a rede. Estamos com recurso extremamente mobilizado, mais de 1,4 mil equipes em campo. Vamos seguir durante a madrugada para minimizar esse impacto. Não consigo precisar agora uma hora, um dia preciso desse retorno, porque ainda estamos fazendo esse balanço geral, o pico terminou agora (por volta das 18h).

A população precisa de uma previsão para se planejar, saber se quem tem comida na geladeira precisa levar para outro lugar, se quem faz home office deve ir para outro endereço. Já vimos apagões resolvidos em um dia e outros que duraram seis. Não conseguem dar estimativa?

Entendo e faço empatia. Tem crises que conseguimos restabelecer nas primeiras 24 horas, algo em torno de 90% a 95% dos clientes. É o que buscamos.

Muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos foram partidos e danificados. Automaticamente, o tempo de reparo desses defeitos é um pouco mais elevado.

Estamos utilizando geradores para colocar energia de maneira paliativa e temos prioridade de restabelecimento para clientes que dependem da energia para sobreviver, hospitais e clínicas. De fato, não consigo precisar agora. Possivelmente amanhã (quinta-feira) teremos clareza muito maior.

A Aneel enviou ofício questionando se a Enel tem condições de operar na Grande São Paulo dado aos apagões. Qual a resposta da empresa?

Estamos analisando o documento e vamos responder dentro do prazo. O que posso adiantar é que a empresa passou por uma série de investimentos: contratação de mais de 1,2 mil novos colaboradores e investimento na ordem de R$ 10,4 bilhões para 2025, 2026 e 2027. Estamos trazendo tecnologia e aumentando o volume de podas, pois o principal ofensor hoje, principalmente na capital, é atrelado à vegetação.

Dado o volume de investimentos, por que a rede ainda não está preparada o suficiente para evitar apagões como ocorreu novamente hoje?

Em qualquer rede aérea, as intempéries vão causar isso. É claro que temos trabalhado para minimizar, principalmente com grande volume de poda. Faremos mais de 640 mil podas só este ano.

O investimento em poda será ampliado? Ainda há diversos relatos de moradores que ficam meses esperando…

É importante destacar que a responsabilidade sobre a árvore é do poder público, do Município. Existe uma parceria em que fazemos as podas para livrar a rede, mas a responsabilidade de que a árvore não chegue na rede é do poder público. Não podemos fazer poda sem autorização e licença ambiental. E quando há ventos acima de 98 km/h, em que árvores caem desde a raiz em cima da rede, a poda também não teria surtido efeito.

Com eventos climáticos mais frequentes, há plano de enterramento de fios? Isso não foi listado nos investimentos da Enel para os próximos anos, apesar de especialistas apontarem como solução...

Se a rede fosse enterrada, o impacto seria menor. Porém, a rede subterrânea também tem outros impactos. Custa aproximadamente 10 vezes mais do que uma rede aérea. Temos de seguir o mínimo custo global para ter o menor impacto na tarifa do consumidor.

O que fazer se seu imóvel estiver com falta de energia

A Enel orienta que os clientes solicitem atendimento por meio:

  • do site da Enel;
  • do aplicativo Enel São Paulo;
  • do WhatsApp: (21) 99601-9608;
  • da central de atendimento: 0800 72 72 196.

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A concessionária de energia Enel ainda não dá previsão de data e hora para restabelecer completamente o fornecimento elétrico em todos os imóveis afetados pelo blecaute na Grande São Paulo. O apagão foi causado por fortes rajadas de vento desde a madrugada desta quarta-feira, 10, o que resultou em uma série de quedas de galhos e interferências na rede de fios.

“Não consigo precisar uma hora, um dia preciso desse retorno, porque ainda estamos fazendo esse balanço”, disse o diretor de Operações da Enel São Paulo, Márcio Jardim, ao Estadão nesta noite.

Jardim afirmou que o pico do apagão foi às 18 horas, quando 2,3 milhões de imóveis estavam sem luz. Na manhã desta quinta-feira, 11, ainda havia 1,5 milhão de unidades no escuro na capital e na região metropolitana.

As rajadas de vento na cidade de São Paulo chegaram a 98 km/h, segundo dados da Defesa Civil. O fenômeno climático é provocado pela entrada de um ciclone extratropical pelo Sul do País.

“Muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos partidos e danificados. Automaticamente, o tempo de reparo desses defeitos é um pouco mais elevado”, disse Jardim. Ele afirmou esperar já ter um prazo preciso para ser divulgado nesta quinta-feira, 11.

Uma árvore de grande porte caiu sobre a fiação elétrica na Praça da Árvore, na zona sul de São Paulo (SP) na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. Foto: Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo

Para minimizar o impacto de maneira paliativa, afirmou, a companhia está utilizando geradores. A prioridade, tanto para reparos quanto para fornecimento das baterias, é o atendimento a hospitais, unidades de saúde e imóveis com pacientes que dependem da eletricidade para sobreviver (aqueles que precisam ficar 24h ligados a aparelhos médicos).

Segundo Jardim, a a Enel também busca fornecer os geradores principalmente para locais onde o reparo tende a ser mais demorado. “Estamos extremamente mobilizados, mais de 1,4 mil equipes em campo.”

O diretor de operações destacou investimentos de R$ 10,4 bilhões até 2027 nos serviços da Enel na Grande São Paulo. “Mas em qualquer rede aérea, as intempéries vão causar isso.” Ele disse que a companhia busca reduzir os danos com as mais de 640 mil podas feitas neste ano.

“A responsabilidade de que a árvore não chegue na rede é do poder público. Não podemos fazer poda sem autorização e licença ambiental. E quando há ventos acima de 98 km/h, em que árvores caem desde a raiz em cima da rede, a poda também não teria surtido efeito.”

Nos últimos anos, a Enel tem sido alvo de críticas após sucessivos blecautes causados por temporais e ventanias. Os episódios fizeram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e outros gestores da região metropolitana defenderem o fim do contrato com a Enel.

Leia os principais trechos da entrevista:

Qual é a previsão para o restabelecimento da energia?

A severidade climática foi muito diferente do que estamos acostumados. Os ventos perduraram acima de 98 km/h desde a manhã até o fim da noite. Tivemos volume grande de árvores e objetos sobre a rede. Estamos com recurso extremamente mobilizado, mais de 1,4 mil equipes em campo. Vamos seguir durante a madrugada para minimizar esse impacto. Não consigo precisar agora uma hora, um dia preciso desse retorno, porque ainda estamos fazendo esse balanço geral, o pico terminou agora (por volta das 18h).

A população precisa de uma previsão para se planejar, saber se quem tem comida na geladeira precisa levar para outro lugar, se quem faz home office deve ir para outro endereço. Já vimos apagões resolvidos em um dia e outros que duraram seis. Não conseguem dar estimativa?

Entendo e faço empatia. Tem crises que conseguimos restabelecer nas primeiras 24 horas, algo em torno de 90% a 95% dos clientes. É o que buscamos.

Muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos foram partidos e danificados. Automaticamente, o tempo de reparo desses defeitos é um pouco mais elevado.

Estamos utilizando geradores para colocar energia de maneira paliativa e temos prioridade de restabelecimento para clientes que dependem da energia para sobreviver, hospitais e clínicas. De fato, não consigo precisar agora. Possivelmente amanhã (quinta-feira) teremos clareza muito maior.

A Aneel enviou ofício questionando se a Enel tem condições de operar na Grande São Paulo dado aos apagões. Qual a resposta da empresa?

Estamos analisando o documento e vamos responder dentro do prazo. O que posso adiantar é que a empresa passou por uma série de investimentos: contratação de mais de 1,2 mil novos colaboradores e investimento na ordem de R$ 10,4 bilhões para 2025, 2026 e 2027. Estamos trazendo tecnologia e aumentando o volume de podas, pois o principal ofensor hoje, principalmente na capital, é atrelado à vegetação.

Dado o volume de investimentos, por que a rede ainda não está preparada o suficiente para evitar apagões como ocorreu novamente hoje?

Em qualquer rede aérea, as intempéries vão causar isso. É claro que temos trabalhado para minimizar, principalmente com grande volume de poda. Faremos mais de 640 mil podas só este ano.

O investimento em poda será ampliado? Ainda há diversos relatos de moradores que ficam meses esperando…

É importante destacar que a responsabilidade sobre a árvore é do poder público, do Município. Existe uma parceria em que fazemos as podas para livrar a rede, mas a responsabilidade de que a árvore não chegue na rede é do poder público. Não podemos fazer poda sem autorização e licença ambiental. E quando há ventos acima de 98 km/h, em que árvores caem desde a raiz em cima da rede, a poda também não teria surtido efeito.

Com eventos climáticos mais frequentes, há plano de enterramento de fios? Isso não foi listado nos investimentos da Enel para os próximos anos, apesar de especialistas apontarem como solução...

Se a rede fosse enterrada, o impacto seria menor. Porém, a rede subterrânea também tem outros impactos. Custa aproximadamente 10 vezes mais do que uma rede aérea. Temos de seguir o mínimo custo global para ter o menor impacto na tarifa do consumidor.

O que fazer se seu imóvel estiver com falta de energia

A Enel orienta que os clientes solicitem atendimento por meio:

  • do site da Enel;
  • do aplicativo Enel São Paulo;
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Entrevista por Malu Mões

Repórter de cidades, focada na cobertura de políticas públicas, urbanismo e mobilidade em São Paulo. No Estadão desde fevereiro de 2025. Antes, foi repórter na Rádio CBN e no jornal O Globo, em São Paulo, e no Poder360, em Brasília. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Multimídia pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

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