Nove dicas dos bancos para não cair em golpes de apps, redes ou pelo telefone

Popularização de imagens manipuladas - deepfakes - e a engenharia social - armadilhas dos bandidos para enganar as vítimas - são ameaças

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Por Vanessa Fajardo

Criminosos se passam por atendentes de banco para roubar principalmente idosos

Falso atendente consegue prender vítima na linha e pede dados pessoais.

Com o avanço da tecnologia, ficou mais fácil fazer transferências bancárias e compras online. Ao mesmo tempo, os bandidos diversificam suas estratégias para enganar seus alvos e aumentar ainda mais seus prejuízos com os golpes.

Entre as novas ameaças do mundo digital, estão as deepkfakes (imagens, vídeos ou áudios falsos), criadas por inteligência artificial, e também o risco de vazamento de dados por hackers.

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“A fraude evolui na mesma velocidade que a tecnologia. Por isso, é essencial que bancos e clientes trabalhem juntos”, diz Leandro Granja, CISO (Chief Information Security Officer, ou diretor de segurança da informação) do Santander.

Mas, de acordo com bancos ouvidos pelo Estadão, o perigo maior tem sido a chamada engenharia social, que são as armadilhas criadas pelos criminosos para simular situações e convencer as vítimas a movimentarem dinheiro ou revelarem senhas e mais informações sigilosas.

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Hacker breaking into a financial system, cyber security, banking fraud Foto: patcharida/Adobe Stock/Gerado co

“Esses ataques são desafiadores porque o cliente é manipulado emocionalmente para autorizar a transação, o que dificulta a identificação como fraude pelos sistemas tradicionais”, acrescenta Granja.

“A grande fraude é o cliente ser ludibriado a passar informação ou realizar transações, colocando a própria senha e fazendo o processo de biometria facial. O grande desafio da indústria é utilizar a IA para combater isso e tentar protegê-lo”, destaca José Luiz Santana, diretor de segurança do C6 Bank.

Dicas para não cair em golpes

  • Como a engenharia social apela para o sentido de urgência, sempre desconfie do contato telefônico cuja mensagem diminui seu nível de atenção. Saia do transe e reflita antes de qualquer operação bancária;
  • Desconfie de anúncios que prometem negócios ou leilões com preços ou retorno de investimento muito diferentes dos praticados pelo mercado. Não existem milagres;
  • Se tiver qualquer desconfiança, seja pedido um pedido de transferência bancária ou boleto suspeito, não siga adiante com a operação. Antes, entre em contato com a central bancária, agência ou gerente da conta;
  • Nunca atenda nenhuma solicitação para compartilhar senhas ou códigos individuais;
  • Não clique em links suspeitos que chegam por e-mail ou via mensagem no celular. Muitas vezes o criminoso precisa apenas de uma ação para desenvolver o golpe;
  • Crie senhas fortes e diferentes para cada conta;
  • Habilite a biometria facial nos aplicativos bancários, quando possível;
  • Atente-se aos alertas do banco, que podem indicar tentativas de fraudes via ligação telefônica ou transferências via Pix;
  • Utilize a alternativa do cartão online para compras digitais.