Quem é Doca, líder do CV investigado por mais de 100 homicídios e um dos alvos de operação no RJ

Segundo o MP, Edgar Alves de Andrade é também apontado como mandante da execução de 3 médicos na zona sudoeste carioca em outubro de 2023; defesa de Doca não foi localizada

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Por Redação
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Contenção: megaoperação no Rio com 2,5 mil policiais mira traficantes do Comando Vermelho

2,5 mil policiais civis e militares estão envolvidos na operação realizada nesta terça-feira, 28, nos complexos do Alemão e da Penha. Crédito: Governo do RJ

RIO – A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, 28, Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão do Quintungo”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Outro líder do CV, Edgar Alves de Andrade, o “Doca ou Urso”, continua foragido. Ao menos 64 pessoas, sendo quatro policiais, morreram durante a ação. No total, houve ainda 81 suspeitos presos durante a megaoperação na capital fluminense.

Quem é Doca?

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Conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro, Doca é a principal liderança do Comando Vermelho no Complexo da Penha e em outras comunidades da zona oeste do Rio, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou Doca e mais 66 pessoas pelo crime de associação para o tráfico. Três deles também foram denunciados por tortura. O Estadão não localizou a defesa de Doca.

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Doca e Belão do Quitungo, alvos de megaoperação contra integrantes do CV no Rio Foto: Reprodução/Portal dos Procurados

Ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Havia 34 mandados de prisão em aberto contra o traficante, de acordo com dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

Doca é apontado como o mandante da execução de três médicos na zona sudoeste do Rio em outubro de 2023. As vítimas foram mortas por engano porque um deles foi confundido com o verdadeiro alvo dos criminosos.

Em maio deste ano, o MPRJ denunciou Doca, e outros dois criminosos pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. Segundo as investigações, o criminoso teria ordenado a invasão à unidade, no dia 15 de fevereiro de 2025. Eles respondem por tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, tortura e associação para o tráfico.

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Os criminosos tentavam resgatar Rodolfo Manhães Viana, o Rato, preso horas antes da invasão por tráfico e associação para o tráfico, na Comunidade Vai Quem Quer. Armados com fuzis e granadas, os criminosos invadiram a delegacia, feriram dois agentes e torturaram um deles em busca de informações sobre o paradeiro de Rato, que já havia sido transferido para a Polinter, na Cidade da Polícia.

Correções

Diferentemente do que foi publicado na primeira versão desta reportagem, o Doca não foi preso. Ele segue foragido. O texto foi corrigido.