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Uma das mais influentes do mundo em IA, brasileira desconfia das Big Techs, mas não é ‘IAfóbica’

Veronyka fundou a organização Código Não Binário e desenvolveu a TybyrIA, ferramenta que identifica discurso de ódio contra a população LGBTQIA+

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Foto do autor Alice Ferraz
Foto do autor Nanny Cox
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Bandeira Branca: Pinacoteca abre espaço para as terras raras

Instalação une parceria entre Pinacoteca e Chanel; o fortalecimento e impulsionamento de mulheres artistas; e o debate sobre as terras raras. Crédito: Coluna Alice Ferraz

Única brasileira na lista das 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial da publicação norte-americana Time, Veronyka Gimenes chega ao ranking com uma posição pouco afeita aos extremos: não embarca cegamente no discurso das Big Techs, mas também rejeita o que chama de visão “IAfóbica” e apocalíptica da tecnologia.

Ao lado de Amanda Claro, ela fundou a Código Não Binário, organização que atua para colocar diversidade, a inclusão e equidade no centro das discussões sobre tecnologia e política.

Para Veronyka, que é uma mulher trans, a presença na lista ganha peso especial por levar uma voz brasileira a um universo ainda fortemente marcado pelo Vale do Silício e pelo Norte Global.

Ao lado de Amanda Claro, Veronyka fundou a TybyrIA, ferramenta que monitora e identifica discurso de ódio contra a população LGBTQIA+fobia na internet. Foto: Acervo pessoal

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O contra-ataque de Veronyka ao discurso de ódio também passa pela tecnologia.

Ela desenvolveu a TybyrIA, inteligência artificial de código aberto criada para identificar indícios de discurso de ódio contra a população LGBTQIA+ na internet.

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A ferramenta já serviu de base para uma ação civil pública movida pela Código Não Binário e outras instituições contra Big Techs, que pede mudanças nas plataformas — entre elas revisão de algoritmos, canais de denúncia, auditoria independente e mais transparência — além de R$ 100 milhões por danos morais coletivos.

Para Veronyka, um dos desafios do debate está justamente em separar inteligência artificial da atual febre dos chatbots: IA, lembra ela, é muito mais do que ChatGPT.

Ao ser questionada sobre o que seria preciso fazer para tornar o ambiente digital melhor: o primeiro passo é entender que IA não é sinônimo de ChatGPT. Foto: Acervo pessoal

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