Bienal do Livro 2026: Entenda a polêmica sobre homem mascarado que gerou notificação a editora

Vídeo de uma jovem beijando um homem fantasiado de ‘ghostface’ dentro do estande da editora Fruto Proibido viralizou nas redes sociais. Bienal notificou o selo, que diz que não contratou ação

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Foto do autor Julia Queiroz

Bienal do Livro fica cheia de dia de semana?

Crédito: Estadão

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A Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a editora Fruto Proibido após um vídeo de uma jovem beijando um homem mascarado dentro do estande do selo viralizar nas redes sociais. O caso ocorreu no último domingo, 6 de setembro, no evento que segue até o dia 13, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital.

Os registros também mostram o homem, que estava fantasiado de Ghostface, personagem da franquia Pânico, tirando foto com leitores com poses sugestivas, chegando a segurar jovens no colo. A editora afirma não ter contratado o homem para nenhuma ação dentro do estande.

“A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento. Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável”, diz nota enviada ao Estadão.

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Homem mascara de 'ghostface' chegou a beijar jovem no estande da editora Fruto Proibido na Bienal do Livro de SP 2026. Foto: @Yawbooks via Instagram

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A organização afirmou ainda que “não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento.”

Em nota nas redes sociais, a editora Fruto Proibido alega que “não contratou, convidou ou solicitou a presença dessa pessoa”. Segundo o grupo, a passagem do homem pelo estande “aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração.”

“Foram feitas fotos, vídeos e conteúdos, assim como aconteceu com outros visitantes. As poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das próprias pessoas que se aproximaram para tirar fotos. Quando percebemos que a situação havia tomado uma proporção diferente, nossa equipe passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. Infelizmente, naquele momento, a situação já havia saído do nosso controle”, completa a nota.

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A Editora Fruto Proibido afirma que “não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara” e diz que adotará critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em seu espaço.

Visitantes da Bienal do Livro respondem qual o personagem questionável que defendem

Leitores deram justificativas e citaram favoritos da literatura. Crédito: Bia Cardoso/Estadão

O que é a Editora Fruto Proibido?

A Fruto Proibido é uma editora independente dedicada ao segmento chamado de dark romance, algo como “romance sombrio”. O subgênero explora elementos como violência, relacionamentos conturbados, cenas gráficas e explícitas, personagens moralmente complexos e dinâmicas de poder dentro das relações. É uma tendência que cresceu nos últimos anos tanto entre autores independentes quanto nas editoras tradicionais. O Estadão explicou o dark romance em maiores detalhes em abril de 2024 - leia aqui.

Nota da Bienal Internacional do Livro de São Paulo

“A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento.

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Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável.

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento."

Nota da editora Fruto Proibido

“A Editora Fruto Proibido vem a público esclarecer uma situação ocorrida em nosso estande durante a Bienal.

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Imagens e vídeos envolvendo uma pessoa mascarada que esteve em nosso espaço ganharam repercussão nas redes sociais, acompanhados de interpretações de que sua presença teria sido organizada pela editora. Esclarecemos que a Fruto Proibido não contratou, convidou ou solicitou a presença dessa pessoa. Até aquele momento, não conhecíamos sua identidade nem tínhamos conhecimento sobre situações relacionadas à pessoa por trás da máscara.

Sua passagem pelo estande aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração. Foram feitas fotos, vídeos e conteúdos, assim como aconteceu com outros visitantes. As poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das próprias pessoas que se aproximaram para tirar fotos.

Quando percebemos que a situação havia tomado uma proporção diferente, nossa equipe passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. Infelizmente, naquele momento, a situação já havia saído do nosso controle.

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Reforçamos que a Editora Fruto Proibido não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara, especialmente fatos dos quais não tínhamos conhecimento no momento dos registros.

Lamentamos profundamente toda a repercussão e qualquer desconforto causado à nossa comunidade, leitores, autores e parceiros.

O ocorrido nos serve de aprendizado. Redobraremos nossos cuidados e adotaremos critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em nosso espaço durante eventos, buscando evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

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A Fruto Proibido preza por um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos.

Editora Fruto Proibido."

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