PUBLICIDADE

Publicidade

Concessões no Amazonas permitirão extração de árvores só com replantio, diz secretária de Guedes

Investidor que arrematar áreas florestais no Estado poderá extrair apenas um número limitado de árvores, somente após apresentar um plano de manejo; medida quer coibir atividades ilegais na região

Foto do author Amanda Pupo

BRASÍLIA - O investidor privado que arrematar a concessão de florestas no Estado do Amazonas poderá extrair das áreas um número previamente estipulado de árvores para a comercialização da madeira, com a obrigação de fazer o replantio do que for extraído, segundo a secretária do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Martha Seillier

De acordo com ela, o empresário ainda deve junto com o governo coibir atividades ilegais nessas regiões, como incêndio e grilagem. O contrato deve ter duração de 40 anos.

Segundo Martha, PPI deve conceder1,2 milhão de hectares, que serão destinados ao manejo empresarial. Foto: Marcos Corrêa/PR

PUBLICIDADE

Nesta quarta-feira, 2, o órgão qualificou em sua carteira três projetos de concessão de áreas da Floresta Nacional de Balata-Tufari, da Floresta Nacional de Jatuarana e da Floresta Nacional de Pau Rosa, todas unidades de conservação federal geridas pelo ICMBio, no Amazonas. 

De acordo com o PPI, a expectativa é de que sejam investidos R$ 387 milhões nos projetos, com a concessão de 1,2 milhão de hectares no total que poderão ser destinados ao manejo empresarial. "Sabemos das atividades ilegais que infelizmente acontecem na região, o que tem levado também a situações de redução da preservação desse ambiente tão importante", disse Seillier após a reunião do conselho do PPI.

Segundo ela, nessas concessões, o investidor terá de mapear toda a riqueza existente nas áreas e apresentar um plano de manejo, que esteja de acordo com o aprovado pelo Serviço Florestal Brasileiro. "Nesse sentido a gente permite a extração de algumas madeiras previamente estipuladas, e de algumas riquezas da floresta, com a garantia de que elas serão replantadas", afirmou a secretária.

A título de exemplo, Seillier explicou que a cada área dentro da floresta, equivalente a um campo de futebol, o investidor tem o direito de extrair uma única árvore, e assim sucessivamente. "Todas essas árvores são mapeadas, legalizadas, controladas, então essa madeira é legal quando estiver sendo comercializada, e ao final de 40 anos quando ele volta para o 'primeiro campo de futebol', a floresta está perfeita e recomposta", disse.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.