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Superávit primário fica acima do esperado em abril e encerra mês em R$ 16,5 bilhões

Com o aumento da arrecadação, o saldo entre as receitas e despesas do governo central teve resultado positivo e melhor desempenho para o mês desde 2014

Foto do author Eduardo Rodrigues

Com forte crescimento na arrecadação de tributos federais, as contas do governo central registraram superávit primário em abril. No mês passado, a diferença entre as receitas e as despesas ficou positiva em R$ 16,492 bilhões. O resultado sucede o superávit de R$ 2,101 bilhões em março.

Ministério da Economia, em Brasília. Foto: Hoana Gonçalvez/ME

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O saldo - que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - foi o melhor desempenho para o mês desde 2014, quando houve superávit de R$ 23,436, em valores corrigidos pela inflação. Em abril de 2020, com as primeiras medidas de resposta à pandemia de convid-19, o resultado havia sido negativo em R$ 93,001 bilhões.

O superávit do mês passado foi bem maior que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um saldo positivo de R$ 8,500 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 19 instituições financeiras. O dado de abril ficou dentro do intervalo das estimativas, que eram de déficit de R$ 18,800 bilhões a superávit de R$ 17,800 bilhões.

No primeiro quadrimestre, o resultado primário registrou superávit de R$ 41,002 bilhões, o melhor resultado desde 2012, também considerando a correção pela inflação. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 95,857 bilhões.

Em abril, as receitas tiveram alta real de 52,2% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, houve alta de 16,6%. Já as despesas caíram 34,4% em abril, já descontada a inflação. Nos quatro primeiros meses do ano, a variação foi negativa em 12,2%.

Em 12 meses até abril, o governo central ainda apresenta um déficit de R$ 646,0 bilhões - equivalente a 7,9% do PIB. A meta fiscal proposta pela equipe econômica para este ano admite um déficit de até R$ 247,118 bilhões nas contas do Governo Central.

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