Mercado Pago descarta licença bancária no Brasil e cita custo regulatório

Segundo André Chaves, vice-presidente sênior no País, tema não é prioridade no curto prazo, apesar de processos em andamento no México e na Argentina

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Por Júlia Pestana e Igor Markevich
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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O Mercado Pago não pretende, por enquanto, buscar licença bancária no Brasil. Executivo afirma que decisão depende de análise de custos regulatórios e tecnológicos. Foto: Divulgação/Mercado Pago  

O vice-presidente sênior do Mercado Pago no Brasil, André Chaves, afirmou nesta tarde que a empresa não pretende, neste momento, buscar uma licença bancária no País, apesar de já conduzir esse processo no México e na Argentina.

"Não é uma prioridade agora no Brasil avaliar essa licença", disse o executivo, ao citar que o tema envolve custos regulatórios e tecnológicos e depende de uma análise de custo-benefício. "Não tem horizonte, por enquanto não há data", afirmou.

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Chaves acrescentou que a empresa acompanha o ambiente regulatório de forma recorrente, mas reforçou que a decisão não está no radar no curto prazo.

A discussão ocorre em um momento em que o Banco Central aperta a supervisão sobre instituições financeiras e amplia exigências prudenciais, sobretudo em capital, governança e controles de risco, o que tem elevado o custo regulatório para operações bancárias no País. O tema ganhou tração nos últimos anos com o avanço das fintechs, mas o ritmo de concessão de novas licenças bancárias tem sido mais criterioso.

Hoje, o Mercado Pago soma milhões de usuários no Brasil e tem no País uma de suas maiores operações globais, com forte atuação em meios de pagamento, crédito ao consumo e serviços financeiros integrados ao ecossistema do Mercado Livre. Nesse contexto, a empresa expande sua oferta sob o arcabouço atual, enquanto observa a evolução das regras e do ambiente competitivo antes de considerar uma eventual mudança de status regulatório.

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