Eliane Cantanhêde

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"Lula mostra que chega ao Planalto pela igualdade dos brasileiros"

Em seu artigo na edição desta segunda d'O Estado de S.Paulo, "Sem Bolsonaro nem atentado e com choro e agenda de ‘reconstrução’, Lula toma posse num mar vermelho", Eliane Cantanhêde escreve: "Sem golpe, atentado terrorista e Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o seu terceiro mandato num dia de sol, festivo, desfilando no Rolls Royce e dizendo que tomou posse pela primeira vez em 2003 com uma palavra-chave, mudança, e agora adotou outra, reconstrução. É a diferença de receber o governo de Fernando Henrique Cardoso ou de Bolsonaro, que lhe deixou uma terra arrasada e não fez falta.". Sobre o tema, ela diz: "Com toda força da simbologia, Lula mostra que está chegando ao Palácio do Planalto com forte disposição de lutar contra a fome, injustiça, discriminação e pela igualdade de todos os brasileiros".

02/01/2023 | 13h30
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Eliane sobre Governo na posse de Chambriard: "pareceu uma política de ocupação"

Ao tomar posse do cargo oficialmente, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou ontem que Lula lhe deu a missão de movimentar a companhia para impulsionar o PIB e de gerir a estatal “com respeito”, além de afirmar que não quer “confusão nessa empresa”. O presidente aproveitou para fustigar mais uma vez a Operação Lava Jato, que, segundo ele, “queria na verdade desmontar e privatizar” a Petrobras. Em seu pronunciamento, Magda também se comprometeu com a transição energética, o respeito à biodiversidade e ao meio ambiente e garantiu que a gestão “está totalmente alinhada com a visão do presidente” Lula. "Quando a gente vê o presidente e toda cúpula do Governo na posse, me pareceu uma política de ocupação e uma demonstração de agora serão eles a mandar na Petrobras. E a nova presidente confirmou essa sensação em seu discurso", analisa Eliane.

20/06/2024 | 12h53
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Eliane comenta dados do Atlas da Violência do Brasil

A cada dia, 62 jovens são assassinados no Brasil, em dinâmica que desafia as autoridades para tentar evitar a cooptação de novas gerações pelo crime organizado e a consequente vitimização de grupos mais novos. Em 2022, praticamente metade (49,2%) dos 46,4 mil homicídios registrados no País teve como vítimas pessoas entre 15 e 29 anos. "As sucessivas pesquisas sobre violência no País são muito ruins para um personagem que hoje é o homem mais forte do Governo: o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ele foi governador da Bahia e vem de uma grande sequência de chefes do PT no estado. Sete dos 10 municípios mais violentos do Brasil ficam lá e isso é muito ruim para o partido. Já para o ex-presidente Jair Bolsonaro, a taxa de homicídios ficou estagnada durante seu governo. O problema-mãe do Brasil é a desigualdade social, que reflete a crueldade entre negros, pobres e de periferia. Dentro deste bolsão tão mais vulnerávei, há ainda as mulheres negras; elas são as grandes vítimas da desigualdade e violência do Brasil", afirma Cantanhêde.

19/06/2024 | 13h28
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"Lula comparar Campos Neto com Moro é quase declaração de guerra"

No dia em que se inicia uma das mais importantes reuniões do Comitê de Política Monetária, o presidente Lula retomou sua artilharia contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em entrevista à Rádio CBN, Lula disse que o chefe da autoridade monetária não demonstra capacidade de autonomia, tem lado político e trabalha para prejudicar o País. Também o comparou com o senador Sergio Moro e disse que o chefe do BC tem o mesmo papel: “Com rabo preso a compromissos políticos”. "O presidente tem uma estratégia que já é meio surrada: toda vez que a situação do Governo não vai muito bem na Economia, como agora, ele joga a culpa no BC, personificando no Campos Neto. É autodefesa e, ao mesmo tempo, dá vazão a uma irritação pessoal. Esta entrevista de hoje foi particularmente grosseira, muito agressiva. Fazer esta comparação é quase declaração de guerra. A fala não deve ajudá-lo na pressão, sobre indicados dele no BC, pela definição da taxa Selic nesta semana", opina Eliane.

18/06/2024 | 13h04
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"Parlamentares evangélicos estão ativos, o que deixa Governo em armadilha"

O Senado Federal agendou para manhã desta segunda-feira, 17, uma sessão de debates a fim de discutir o processo de aborto legal no Brasil. A Câmara aprovou na semana passada a urgência para votar um projeto que equipara aborto a crime de homicídio. O pedido foi feito pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), declaradamente contra o aborto e que em abril de 2023 ficou conhecido por ter tentado entregar uma réplica de feto para o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, durante uma audiência pública no Senado. "Há morosidade do Governo Lula em reagir. Os radicais da bancada evangélica estão ativos, o que deixa o Executivo em uma armadilha - se fala a favor do projeto, está contra tudo que o PT apoiou a vida inteira e contra a sociedade; mas se vai contra, fica em posição de embate com uma bancada muito forte. A sensação é de que jogar este projeto no ar é para encurralar o Governo", opina Cantanhêde.

17/06/2024 | 13h10
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"Brasil perde tempo com algo absurdo, cruel e que não é prioridade"

Protestos contra o projeto de lei 1.904/24, que equipara o aborto ao homicídio, aumentando a pena, e proíbe sua realização em qualquer situação após 22 semanas de gestação, aconteceram na noite desta quinta-feira, 13, em várias cidades do País, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Florianópolis. A maioria dos atos foi organizada pela Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Na quarta-feira, 12, a Câmara dos Deputados, onde o projeto tramita, aprovou urgência para a votação dele – com essa medida, o texto pode ser votado diretamente no plenário, sem passar por discussão nas comissões. A aprovação de urgência foi anunciada 23 segundos após o início da votação. "Este PL não é Justiça, não é Lei. A menina é vítima do estuprador, do Estado e de sua situação. Fica o Brasil inteiro perdendo tempo com uma coisa absurda, cruel e que não é prioridade. Para que ficar discutindo uma coisa desta gravidade com esta ligeireza e irresponsabilidade?", questiona Eliane.

14/06/2024 | 14h47
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