Eliane Cantanhêde

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"Lula mostra que chega ao Planalto pela igualdade dos brasileiros"

Em seu artigo na edição desta segunda d'O Estado de S.Paulo, "Sem Bolsonaro nem atentado e com choro e agenda de ‘reconstrução’, Lula toma posse num mar vermelho", Eliane Cantanhêde escreve: "Sem golpe, atentado terrorista e Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o seu terceiro mandato num dia de sol, festivo, desfilando no Rolls Royce e dizendo que tomou posse pela primeira vez em 2003 com uma palavra-chave, mudança, e agora adotou outra, reconstrução. É a diferença de receber o governo de Fernando Henrique Cardoso ou de Bolsonaro, que lhe deixou uma terra arrasada e não fez falta.". Sobre o tema, ela diz: "Com toda força da simbologia, Lula mostra que está chegando ao Palácio do Planalto com forte disposição de lutar contra a fome, injustiça, discriminação e pela igualdade de todos os brasileiros".

02/01/2023 | 13h30
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"Neste momento, a previsão é de que Moro 'salve seu pescoço'"

O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral analisam, hoje, processos ligados direta ou indiretamente à Lava Jato, envolvendo o ex-juiz Sergio Moro, atualmente senador pelo União Brasil do Paraná, e o ex-ministro José Dirceu. No TSE, voltará à pauta o julgamento dos recursos que pedem a cassação do mandato de Moro, acusado de abuso de poder econômico, arrecadação ilícita e uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2022. Na semana passada, o ministro Floriano de Azevedo Marques leu o seu relatório. Agora, o caso prossegue com as sustentações orais dos requerentes e da defesa e a apresentação dos votos. "Os dois partidos - PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PT, do presidente Lula - recorreram contra a absolvição, insistindo na cassação de Moro. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se envolveu pessoalmente para tentar salvar o mandato, mas na Câmara não é bem assim. Ministro Alexandre de Moraes não quer a pecha de fazer perseguição política. Neste momento, a previsão é de que Moro 'salve seu pescoço'", afirma Cantanhêde.

21/05/2024 | 14h15
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"Em meio à tragédia, vem aí a política falando forte - e é uma pena"

O ministro extraordinário para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, afirmou que o governo federal estuda pagar famílias para abrigar vítimas das enchentes no estado. Pimenta sinalizou que a ideia em estudo prevê um repasse às famílias de R$ 400 por pessoa abrigada. Segundo o boletim mais recente da Defesa Civil gaúcha, o estado tem atualmente quase 77 mil pessoas em abrigos e mais de 581 mil desalojadas. "Desde a redemocratização, o estado teve dois governadores do PT - o último deixou o mandato há mais de dez anos. O partido está seco para voltar à liderança no RS e o Pimenta é o pré-candidato ao cargo. Em meio à tragédia, vem aí a política falando forte e é uma pena, porque até agora havia união", diz Cantanhêde.

20/05/2024 | 15h49
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"É uma situação de guerra e vai piorar - pelo clima e pela saúde"

A mistura da água parada dos alagamentos com o esgoto de centros urbanos devido às enchentes pode levar à explosão de casos de hepatite A e de leptospirose no Rio Grande do Sul. Segundo especialistas, as inundações já iniciaram um processo de surto de influenza. A aglomeração de pessoas em abrigos somada à exposição a baixas temperaturas causadas pela frente fria que chega ao estado, por sua vez, representam condições propícias para aumento de doenças respiratórias na região. A tendência é que as consequências das enchentes causem uma superlotação de hospitais e postos de saúde no RS. "Ministério da Saúde está preocupado porque há as 'doenças da água' e diarreia nas crianças; doenças respiratórias graves e psicológicas e mentais. Há uma força tarefa enorme. A pasta também disponibilizou vacinas para aplicação nos abrigos e haverá outro hospital de campanha e leitos de emergência pelo Estado. É uma situação de guerra e vai piorar - não só pelo clima, mas pela saúde", diz Cantanhêde.

17/05/2024 | 13h17
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"Lula acerta no conteúdo, mas erra na forma; não é momento de misturar política"

Presidente Lula assinou uma Medida Provisória que cria a secretaria para apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul, que terá como coordenador o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. A nova secretaria terá status de ministério. Com a nova função, Pimenta terá que se afastar da chefia da Secom. O jornalista Laércio Portela deve ser o ministro interino da pasta. A previsão inicial é que Pimenta fique no cargo de quatro a seis meses, mas o período pode se estender. Enquanto isso, porém, Pimenta ficará na ponte aérea entre Brasília e Porto Alegre e deve manter a estrutura de seu gabinete no Palácio do Planalto. "O grande trunfo de Pimenta é que é gaúcho, mas seu grande problema também é exatamente este - conhece o estado e as pessoas, mas é o pré-candidato natural do PT ao governo do Rio Grande do Sul em 2026 e está ganhando palanque. Lula acerta no conteúdo, mas erra na forma; não é momento de se misturar ação com política", opina Eliane.

16/05/2024 | 13h34
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"Lula resolve um problema seu e outro do governo, mas cria um com RS"

O ministro da Secretaria da Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, deverá ser anunciado pelo presidente Lula como a autoridade do governo federal no Rio Grande do Sul que será responsável por coordenar as ações da gestão na reconstrução do Estado, apurou o Broadcast Político/Estadão. Segundo fontes envolvidas nas discussões, Laércio Portela será nomeado ministro interino da Secom. "Pimenta é muito questionado por colegas de ministério e pelo PT; de vez em quando ele pisa na bola e é meio atrapalhado. Lula resolve um problema seu e outro do governo - alivia as queixas, mas o ministro é deputado no Rio Grande do Sul e com essa visibilidade, fica evidente que o presidente está lançando um candidato ao governo gaúcho de 2026 -, mas pode ter criado um com o estado", afirma Eliane.

15/05/2024 | 15h17
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