Eliane Cantanhêde

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"Neste momento, a previsão é de que Moro 'salve seu pescoço'"

O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral analisam, hoje, processos ligados direta ou indiretamente à Lava Jato, envolvendo o ex-juiz Sergio Moro, atualmente senador pelo União Brasil do Paraná, e o ex-ministro José Dirceu. No TSE, voltará à pauta o julgamento dos recursos que pedem a cassação do mandato de Moro, acusado de abuso de poder econômico, arrecadação ilícita e uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2022. Na semana passada, o ministro Floriano de Azevedo Marques leu o seu relatório. Agora, o caso prossegue com as sustentações orais dos requerentes e da defesa e a apresentação dos votos. "Os dois partidos - PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PT, do presidente Lula - recorreram contra a absolvição, insistindo na cassação de Moro. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se envolveu pessoalmente para tentar salvar o mandato, mas na Câmara não é bem assim. Ministro Alexandre de Moraes não quer a pecha de fazer perseguição política. Neste momento, a previsão é de que Moro 'salve seu pescoço'", afirma Cantanhêde.

21/05/2024 | 14h15
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Eliane sobre Governo na posse de Chambriard: "pareceu uma política de ocupação"

Ao tomar posse do cargo oficialmente, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou ontem que Lula lhe deu a missão de movimentar a companhia para impulsionar o PIB e de gerir a estatal “com respeito”, além de afirmar que não quer “confusão nessa empresa”. O presidente aproveitou para fustigar mais uma vez a Operação Lava Jato, que, segundo ele, “queria na verdade desmontar e privatizar” a Petrobras. Em seu pronunciamento, Magda também se comprometeu com a transição energética, o respeito à biodiversidade e ao meio ambiente e garantiu que a gestão “está totalmente alinhada com a visão do presidente” Lula. "Quando a gente vê o presidente e toda cúpula do Governo na posse, me pareceu uma política de ocupação e uma demonstração de agora serão eles a mandar na Petrobras. E a nova presidente confirmou essa sensação em seu discurso", analisa Eliane.

20/06/2024 | 12h53
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Eliane comenta dados do Atlas da Violência do Brasil

A cada dia, 62 jovens são assassinados no Brasil, em dinâmica que desafia as autoridades para tentar evitar a cooptação de novas gerações pelo crime organizado e a consequente vitimização de grupos mais novos. Em 2022, praticamente metade (49,2%) dos 46,4 mil homicídios registrados no País teve como vítimas pessoas entre 15 e 29 anos. "As sucessivas pesquisas sobre violência no País são muito ruins para um personagem que hoje é o homem mais forte do Governo: o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ele foi governador da Bahia e vem de uma grande sequência de chefes do PT no estado. Sete dos 10 municípios mais violentos do Brasil ficam lá e isso é muito ruim para o partido. Já para o ex-presidente Jair Bolsonaro, a taxa de homicídios ficou estagnada durante seu governo. O problema-mãe do Brasil é a desigualdade social, que reflete a crueldade entre negros, pobres e de periferia. Dentro deste bolsão tão mais vulnerávei, há ainda as mulheres negras; elas são as grandes vítimas da desigualdade e violência do Brasil", afirma Cantanhêde.

19/06/2024 | 13h28
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"Lula comparar Campos Neto com Moro é quase declaração de guerra"

No dia em que se inicia uma das mais importantes reuniões do Comitê de Política Monetária, o presidente Lula retomou sua artilharia contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em entrevista à Rádio CBN, Lula disse que o chefe da autoridade monetária não demonstra capacidade de autonomia, tem lado político e trabalha para prejudicar o País. Também o comparou com o senador Sergio Moro e disse que o chefe do BC tem o mesmo papel: “Com rabo preso a compromissos políticos”. "O presidente tem uma estratégia que já é meio surrada: toda vez que a situação do Governo não vai muito bem na Economia, como agora, ele joga a culpa no BC, personificando no Campos Neto. É autodefesa e, ao mesmo tempo, dá vazão a uma irritação pessoal. Esta entrevista de hoje foi particularmente grosseira, muito agressiva. Fazer esta comparação é quase declaração de guerra. A fala não deve ajudá-lo na pressão, sobre indicados dele no BC, pela definição da taxa Selic nesta semana", opina Eliane.

18/06/2024 | 13h04
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"Parlamentares evangélicos estão ativos, o que deixa Governo em armadilha"

O Senado Federal agendou para manhã desta segunda-feira, 17, uma sessão de debates a fim de discutir o processo de aborto legal no Brasil. A Câmara aprovou na semana passada a urgência para votar um projeto que equipara aborto a crime de homicídio. O pedido foi feito pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), declaradamente contra o aborto e que em abril de 2023 ficou conhecido por ter tentado entregar uma réplica de feto para o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, durante uma audiência pública no Senado. "Há morosidade do Governo Lula em reagir. Os radicais da bancada evangélica estão ativos, o que deixa o Executivo em uma armadilha - se fala a favor do projeto, está contra tudo que o PT apoiou a vida inteira e contra a sociedade; mas se vai contra, fica em posição de embate com uma bancada muito forte. A sensação é de que jogar este projeto no ar é para encurralar o Governo", opina Cantanhêde.

17/06/2024 | 13h10
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"Brasil perde tempo com algo absurdo, cruel e que não é prioridade"

Protestos contra o projeto de lei 1.904/24, que equipara o aborto ao homicídio, aumentando a pena, e proíbe sua realização em qualquer situação após 22 semanas de gestação, aconteceram na noite desta quinta-feira, 13, em várias cidades do País, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Florianópolis. A maioria dos atos foi organizada pela Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Na quarta-feira, 12, a Câmara dos Deputados, onde o projeto tramita, aprovou urgência para a votação dele – com essa medida, o texto pode ser votado diretamente no plenário, sem passar por discussão nas comissões. A aprovação de urgência foi anunciada 23 segundos após o início da votação. "Este PL não é Justiça, não é Lei. A menina é vítima do estuprador, do Estado e de sua situação. Fica o Brasil inteiro perdendo tempo com uma coisa absurda, cruel e que não é prioridade. Para que ficar discutindo uma coisa desta gravidade com esta ligeireza e irresponsabilidade?", questiona Eliane.

14/06/2024 | 14h47
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