Entrevistas Jornal Eldorado

Ouça aqui as entrevistas conduzidas pelos apresentadores Carolina Ercolin e Haisem Abaki


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A cidade de São Paulo teve quilombo e pelourinho; Cartografia Negra revela onde ficavam

O Dia da Consciência Negra homenageia o líder quilombola Zumbi dos Palmares, assassinado em 20 de novembro de 1695. O quilombo dos Palmares, em Alagoas, soa como um movimento de resistência distante da história paulistana, ainda que a cidade tivesse seu próprio quilombo, o Saracura, na região do Bixiga, no centro da metrópole. O local onde hoje será construída a estação 14-Bis, da nova linha 6 do metrô, foi seio da formação de um dos principais lares de escravizados que escapavam das fazendas ou de feiras realizadas no Vale do Anhangabaú, onde eram colocados à venda. A busca por referências históricas do coletivo Cartografia Negra em arquivos públicos tem jogado luz a outras lideranças pretas e fatos nem sempre listados nos livros didáticos. “Tivemos muitas figuras de resistência negra em São Paulo, como as quituteiras e Chaguinha. A cidade possuía quilombos urbanos, como o do Saracura. Todos ficam impressionados quando revelamos nossas descobertas sobre a  existência de pelourinho ou de mercado de escravizados porque ninguém aprende na escola sobre a história dos povos afro brasileiros da capital”, explica a antropóloga Raíssa Albano de Oliveira, integrante do Cartografia Negra em entrevista à Rádio Eldorado.

21/11/2023 | 11h40
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O que esperar da manifestação bolsonarista de domingo em SP? Ouça análise de especialista

O ex-presidente Jair Bolsonaro convocou seus apoiadores para uma manifestação no próximo domingo, 25, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele disse que pretende “se defender” das acusações de ter planejado um golpe de Estado após perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quinta-feira, 22, em depoimento à Polícia Federal sobre o caso, Bolsonaro se manteve em silêncio. Ao convocar o ato, ele pediu para que seus apoiadores não levem cartazes e faixas “contra quem quer que seja”. Isso porque qualquer excesso ou deslize durante a manifestação pode complicar ainda mais o seu futuro em que tenta demonstrar força política, apesar de estar inelegível até 2030. Em entrevista à Rádio Eldorado, a cientista política Deysi Cioccari disse que “sobrevivência e medo” motivam esse tipo de ato. “Deve ter um grande número de pessoas, já que pesquisas mostram 26% de eleitorado fiel a Bolsonaro. Operações como a da Polícia Federal não pegam nesse eleitorado. Eles não contestam nada que seu líder fala”, afirmou. Para a especialista, o governo não deve reagir à manifestação.

23/02/2024 | 12h11
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Ex-embaixador em Israel diz que crise com o Brasil foi “distração” e poderia ser resolvida “em um telefonema”

O diplomata Sérgio Eduardo Moreira Lima, que foi embaixador do Brasil em Israel de 2003 a 2007, disse nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Eldorado, que a recente crise entre os dois países foi “uma distração” e que “isso se esclarece em um telefonema”. O estremecimento nas relações começou com uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparando as mortes de palestinos nas ações militares de Israel em Gaza com o extermínio de judeus pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler. O governo israelense reagiu exigindo uma retratação e com uma série de ataques por parte do ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, em postagens nas redes sociais e não por meio dos canais diplomáticos. “Brasil e Israel têm uma agenda e um histórico importante no relacionamento. Isso é o que conta. Esse legado não pode ser apagado”, afirmou Moreira Lima.

22/02/2024 | 12h00
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Tamanho da participação de SP na Sabesp será decidido até abril

A nova participação acionária do Estado de São Paulo na Sabesp, que está em processo de privatização, será conhecida até abril, após a consulta pública à minuta da proposta da gestão Tarcísio. A previsão é da subsecretária de Recursos Hídricos e Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Samanta Souza, em entrevista à Rádio Eldorado. A consulta se encerra em 15 de março e a partir das contribuições feitas pela sociedade é que será definido o tamanho do controle da companhia. "Todas sugestões serão analisadas", garantiu a subsecretária.

Hoje o governo paulista é o acionista majoritário, com 50,3% da empresa responsável pelo abastecimento de água e saneamento em 375 municípios do estado. O objetivo é diluir as ações até ficar com algo entre 15% e 30%. Apesar do risco de judicialização, Samanta Souza reforça a previsão de início da oferta pública em meados do ano.

22/02/2024 | 11h55
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Prolongamento da Marginal do Rio Pinheiros é necessário? Ouça análise de especialista

Em menos de um mês, a Prefeitura de São Paulo pretende anunciar a empresa ou o consórcio responsável pelo projeto executivo e a implementação do prolongamento da Marginal do Rio Pinheiros, na zona sul da cidade. A obra é estimada em R$ 1,7 bilhão, com 8 km de extensão, mas há questionamentos sobre a efetividade e os impactos do projeto. A entrega é prevista em até quatro anos. A criação de um parque linear às margens do rio, que constava do plano original, não está garantida. O espaço de lazer estava no contrato firmado no ano passado com a esportes empresa que atualizou o projeto de prolongamento. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) diz, contudo, que a “solução paisagística” será definida após “arbitragem dos órgãos ambientais e das concessões de uso vigentes para o local”. Uma mobilização contrária à nova via expressa já reúne cerca de 5 mil apoiadores. Em entrevista à Rádio Eldorado, o arquiteto Valter Caldana, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, disse a ligação com a ZonaSul é necessária e se trata de “um débito histórico” da cidade, mas considerou como “muito antiga” a repetição do desenho de segregar o rio. “Nós precisamos urbanizar as marginais. Elas não devem ser estradas cortando a cidade. Devem ser avenidas com moradias, escolas e comércio”, afirmou.

19/02/2024 | 11h27
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Devastação da Amazônia pode chegar a ponto irreversível até 2050; ouça autora do estudo

Quase metade da floresta amazônica pode estar exposta a fatores de degradação que levariam a Amazônia a um ponto de não retorno até 2050. A conclusão é de um estudo liderado por pesquisadores brasileiros publicado na revista científica "Nature" nesta quarta-feira, 14. O ponto de não retorno é um estágio a partir do qual se inicia uma transformação irreversível. No caso da Amazônia, seria o ponto em que a floresta passaria a morrer de maneira acelerada, com modificações no bioma e extensas áreas começando um processo de colapso. A combinação de secas extremas, calor e queimadas pode acelerar o processo de colapso da região, contribuindo para uma mudança de grande parte da Amazônia. O estudo estima que entre 10% e 47% da floresta amazônica esteja exposta a ameaças graves até 2050, que podem levar a transições no ecossistema. Em entrevista à Rádio Eldorado, a professora de meteorologia da Universidade Federal de Santa Catarina Marina Hirota, uma das autoras da pesquisa, disse que o aquecimento global influencia o clima com eventos extremos de secas, enchentes e ondas de calor e de frio, agravados pelo desmatamento e por incêndios florestais. Ela defendeu ações integradas entre os países da América do Sul que têm a Amazônia em seus territórios. “Esse índice entre 10% a 47% nos dá espaço para pensar em ações que freiem essa degradação”, afirmou.

16/02/2024 | 11h44
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