Entrevistas Jornal Eldorado

Ouça aqui as entrevistas conduzidas pelos apresentadores Carolina Ercolin e Haisem Abaki


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Maceió: afundamento diminui, mas risco de colapso em mina permanece; ouça especialista

O Ministério de Minas e Energia informou ontem que a situação no bairro de Mutange, em Maceió, está estabilizada e caso haja o colapso de uma mina será “de forma localizada e não generalizada”. A capital alagoana decretou estado de emergência na semana passada por causa do risco iminente de desmoronamento da mina da petroquímica Braskem, que até 2019 fazia a extração de sal-gema em 35 poços abertos na cidade. A Igreja Batista do Pinheiro, uma das últimas edificações que seguiam funcionando no bairro, foi interditada pela Defesa Civil na tarde de ontem depois que um último culto foi celebrado. A engenheira geóloga Regla Toujaguez, professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), disse que, apesar da estabilização nos últimos dias, “o risco de colapso ainda existe”.

04/12/2023 | 11h46
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Ex-embaixador em Israel diz que crise com o Brasil foi “distração” e poderia ser resolvida “em um telefonema”

O diplomata Sérgio Eduardo Moreira Lima, que foi embaixador do Brasil em Israel de 2003 a 2007, disse nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Eldorado, que a recente crise entre os dois países foi “uma distração” e que “isso se esclarece em um telefonema”. O estremecimento nas relações começou com uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparando as mortes de palestinos nas ações militares de Israel em Gaza com o extermínio de judeus pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler. O governo israelense reagiu exigindo uma retratação e com uma série de ataques por parte do ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, em postagens nas redes sociais e não por meio dos canais diplomáticos. “Brasil e Israel têm uma agenda e um histórico importante no relacionamento. Isso é o que conta. Esse legado não pode ser apagado”, afirmou Moreira Lima.

22/02/2024 | 12h00
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Tamanho da participação de SP na Sabesp será decidido até abril

A nova participação acionária do Estado de São Paulo na Sabesp, que está em processo de privatização, será conhecida até abril, após a consulta pública à minuta da proposta da gestão Tarcísio. A previsão é da subsecretária de Recursos Hídricos e Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Samanta Souza, em entrevista à Rádio Eldorado. A consulta se encerra em 15 de março e a partir das contribuições feitas pela sociedade é que será definido o tamanho do controle da companhia. "Todas sugestões serão analisadas", garantiu a subsecretária.

Hoje o governo paulista é o acionista majoritário, com 50,3% da empresa responsável pelo abastecimento de água e saneamento em 375 municípios do estado. O objetivo é diluir as ações até ficar com algo entre 15% e 30%. Apesar do risco de judicialização, Samanta Souza reforça a previsão de início da oferta pública em meados do ano.

22/02/2024 | 11h55
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Prolongamento da Marginal do Rio Pinheiros é necessário? Ouça análise de especialista

Em menos de um mês, a Prefeitura de São Paulo pretende anunciar a empresa ou o consórcio responsável pelo projeto executivo e a implementação do prolongamento da Marginal do Rio Pinheiros, na zona sul da cidade. A obra é estimada em R$ 1,7 bilhão, com 8 km de extensão, mas há questionamentos sobre a efetividade e os impactos do projeto. A entrega é prevista em até quatro anos. A criação de um parque linear às margens do rio, que constava do plano original, não está garantida. O espaço de lazer estava no contrato firmado no ano passado com a esportes empresa que atualizou o projeto de prolongamento. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) diz, contudo, que a “solução paisagística” será definida após “arbitragem dos órgãos ambientais e das concessões de uso vigentes para o local”. Uma mobilização contrária à nova via expressa já reúne cerca de 5 mil apoiadores. Em entrevista à Rádio Eldorado, o arquiteto Valter Caldana, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, disse a ligação com a ZonaSul é necessária e se trata de “um débito histórico” da cidade, mas considerou como “muito antiga” a repetição do desenho de segregar o rio. “Nós precisamos urbanizar as marginais. Elas não devem ser estradas cortando a cidade. Devem ser avenidas com moradias, escolas e comércio”, afirmou.

19/02/2024 | 11h27
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Devastação da Amazônia pode chegar a ponto irreversível até 2050; ouça autora do estudo

Quase metade da floresta amazônica pode estar exposta a fatores de degradação que levariam a Amazônia a um ponto de não retorno até 2050. A conclusão é de um estudo liderado por pesquisadores brasileiros publicado na revista científica "Nature" nesta quarta-feira, 14. O ponto de não retorno é um estágio a partir do qual se inicia uma transformação irreversível. No caso da Amazônia, seria o ponto em que a floresta passaria a morrer de maneira acelerada, com modificações no bioma e extensas áreas começando um processo de colapso. A combinação de secas extremas, calor e queimadas pode acelerar o processo de colapso da região, contribuindo para uma mudança de grande parte da Amazônia. O estudo estima que entre 10% e 47% da floresta amazônica esteja exposta a ameaças graves até 2050, que podem levar a transições no ecossistema. Em entrevista à Rádio Eldorado, a professora de meteorologia da Universidade Federal de Santa Catarina Marina Hirota, uma das autoras da pesquisa, disse que o aquecimento global influencia o clima com eventos extremos de secas, enchentes e ondas de calor e de frio, agravados pelo desmatamento e por incêndios florestais. Ela defendeu ações integradas entre os países da América do Sul que têm a Amazônia em seus territórios. “Esse índice entre 10% a 47% nos dá espaço para pensar em ações que freiem essa degradação”, afirmou.

16/02/2024 | 11h44
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Universidade Zumbi dos Palmares: ‘Corte de verba para Vai-Vai é forma de censura’

O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, avalia como injustificada a tentativa de deputados da Frente Parlamentar de Segurança Pública de São Paulo de punir a escola de samba Vai-Vai por críticas à tropa de choque da Polícia Militar no desfile deste ano. Em entrevista à Rádio Eldorado, Vicente entende que a mera discussão sobre corte de verbas da agremiação com maior número de títulos no carnaval paulistano é uma forma de censura à livre manifestação de pensamento de uma expressão cultural. “O andar de cima, essa nossa elite racista, tem ojeriza à pobreza e não tem qualquer pudor para tentar desclassificar ou demonizar a cultura popular e aqueles que a representam. Nunca vimos o sindicato dos delegados ou outras organizações levantarem uma palha quando das barbaridades que as polícias realizam no que diz respeito ao tratamento dos mais simples. Nenhum desses parlamentares ameaçaram cortar verba das polícias quando houveram chacinas, agressões e hostilização de toda natureza”, defende o reitor, ao relacionar o episódio com o emblemático caso da Beija-Flor de Nilópolis no carnaval fluminense de 1989. A escola entrou na avenida mostrando mendigos e marginalizados de todo tipo, farrapos nos lugar do luxo tradicional da Passarela do Samba, e um Cristo coberto por um plástico preto porque a Arquidiocese do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar na Justiça para vetar o uso da imagem.

15/02/2024 | 13h50
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