Jornal Eldorado

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Guarujá recebe 20 reclamações por hora sobre caixas de som na praia; 3 foram apreendidas

A Prefeitura do Guarujá recebe, em média, 20 reclamações por hora sobre caixas de som nas areias das praias da cidade do litoral paulista. Até agora, o poder municipal apreendeu três aparelhos e, devido a alta demanda, promete reforçar a fiscalização durante o verão. Segundo a secretária de Defesa e Convivência Social de Guarujá, Valéria Amorim, as ações de orientação prévias sobre a proibição do som alto foram insuficientes. “Vinte chamadas por hora é um número muito grande. Então, como percebemos que a orientação educativa não deu certo, teremos que impor o rigor da lei”, explica Amorim em entrevista à Rádio Eldorado.

Além da faixa de areia, também é proibido usar aparelhos de som nos jardins e no calçadão da orla, segundo prevê o Código de Posturas municipal, instituído pela Lei Complementar 44, de 24 de dezembro de 1998. A norma, atualizada em 2019, ainda proibe animais de estimação, bicicletas, tendas e churrasqueiras na faixa de areia. A autuação é realizada por fiscais, guardas municipais com apoios de policiais militares e, a partir deste final de semana (13), ganhará reforço de 70 funcionários da área administrativa.

De acordo com Valéria Amorim, a poluição sonora na praia atrapalha inclusive o trabalho preventivo dos guarda-vidas, já que o barulho retira a eficácia do apito dos salva-vidas, por exemplo. “A prevenção do Corpo de Bombeiros é feita por meio de sinal sonoro, o apito. Quando ele não consegue trabalhar, corremos o risco de perder vidas em detrimento de pessoas que insistem em impor sua preferência musical. Isso não é viver em sociedade”.

Guarujá registrou mais de 4,7 mil ocorrências por som abusivo em seis praias da cidade, entre Natal e Ano Novo, um dos motivos que levaram ao endurecimento da medida. Ao ter a caixa de som apreendida, o banhista pode ter reavê-la mediante pagamento mínimo de R$100 reais. As denúncias de som na praia podem ser feitas na cidade pelo telefone 153, da central de atendimento da Guarda Civil Municipal.

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Prolongamento da Marginal do Rio Pinheiros é necessário? Ouça análise de especialista

Em menos de um mês, a Prefeitura de São Paulo pretende anunciar a empresa ou o consórcio responsável pelo projeto executivo e a implementação do prolongamento da Marginal do Rio Pinheiros, na zona sul da cidade. A obra é estimada em R$ 1,7 bilhão, com 8 km de extensão, mas há questionamentos sobre a efetividade e os impactos do projeto. A entrega é prevista em até quatro anos. A criação de um parque linear às margens do rio, que constava do plano original, não está garantida. O espaço de lazer estava no contrato firmado no ano passado com a esportes empresa que atualizou o projeto de prolongamento. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) diz, contudo, que a “solução paisagística” será definida após “arbitragem dos órgãos ambientais e das concessões de uso vigentes para o local”. Uma mobilização contrária à nova via expressa já reúne cerca de 5 mil apoiadores. Em entrevista à Rádio Eldorado, o arquiteto Valter Caldana, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, disse a ligação com a ZonaSul é necessária e se trata de “um débito histórico” da cidade, mas considerou como “muito antiga” a repetição do desenho de segregar o rio. “Nós precisamos urbanizar as marginais. Elas não devem ser estradas cortando a cidade. Devem ser avenidas com moradias, escolas e comércio”, afirmou.

19/02/2024 | 08h27
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Devastação da Amazônia pode chegar a ponto irreversível até 2050; ouça autora do estudo

Quase metade da floresta amazônica pode estar exposta a fatores de degradação que levariam a Amazônia a um ponto de não retorno até 2050. A conclusão é de um estudo liderado por pesquisadores brasileiros publicado na revista científica “Nature” nesta quarta-feira, 14. O ponto de não retorno é um estágio a partir do qual se inicia uma transformação irreversível. No caso da Amazônia, seria o ponto em que a floresta passaria a morrer de maneira acelerada, com modificações no bioma e extensas áreas começando um processo de colapso. A combinação de secas extremas, calor e queimadas pode acelerar o processo de colapso da região, contribuindo para uma mudança de grande parte da Amazônia. O estudo estima que entre 10% e 47% da floresta amazônica esteja exposta a ameaças graves até 2050, que podem levar a transições no ecossistema. Em entrevista à Rádio Eldorado, a professora de meteorologia da Universidade Federal de Santa Catarina Marina Hirota, uma das autoras da pesquisa, disse que o aquecimento global influencia o clima com eventos extremos de secas, enchentes e ondas de calor e de frio, agravados pelo desmatamento e por incêndios florestais. Ela defendeu ações integradas entre os países da América do Sul que têm a Amazônia em seus territórios. “Esse índice entre 10% a 47% nos dá espaço para pensar em ações que freiem essa degradação”, afirmou.

16/02/2024 | 08h40
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Universidade Zumbi dos Palmares: ‘Corte de verba para Vai-Vai é forma de censura’

O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, avalia como injustificada a tentativa de deputados da Frente Parlamentar de Segurança Pública de São Paulo de punir a escola de samba Vai-Vai por críticas à tropa de choque da Polícia Militar no desfile deste ano. Em entrevista à Rádio Eldorado, Vicente entende que a mera discussão sobre corte de verbas da agremiação com maior número de títulos no carnaval paulistano é uma forma de censura à livre manifestação de pensamento de uma expressão cultural. “O andar de cima, essa nossa elite racista, tem ojeriza à pobreza e não tem qualquer pudor para tentar desclassificar ou demonizar a cultura popular e aqueles que a representam. Nunca vimos o sindicato dos delegados ou outras organizações levantarem uma palha quando das barbaridades que as polícias realizam no que diz respeito ao tratamento dos mais simples. Nenhum desses parlamentares ameaçaram cortar verba das polícias quando houveram chacinas, agressões e hostilização de toda natureza”, defende o reitor, ao relacionar o episódio com o emblemático caso da Beija-Flor de Nilópolis no carnaval fluminense de 1989. A escola entrou na avenida mostrando mendigos e marginalizados de todo tipo, farrapos nos lugar do luxo tradicional da Passarela do Samba, e um Cristo coberto por um plástico preto porque a Arquidiocese do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar na Justiça para vetar o uso da imagem.

15/02/2024 | 10h52
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Moradores de prédio evacuado em Praia Grande não têm previsão de retorno

Os moradores do prédio de 19 andares que foi evacuado nesta terça-feira, 13, na Praia Grande, no litoral paulista, não têm previsão de quando poderão retornar aos apartamentos em definitivo. Em entrevista ao Jornal Eldorado, o tenente Maxwell Souza, porta-voz da Defesa Civil do Estado de São Paulo, informou que a construtora do imóvel deve entregar à Prefeitura até amanhã, 15, um relatório técnico sobre as possíveis causas do “colapso estrutural” em três colunas instaladas na garagem, no subsolo da edificação localizada na Avenida Jorge Hagge, no bairro Aviação.

Somente após uma reunião com engenheiros da administração municipal, Defesa Civil e construtora será possível identificar se há condições de reparação dos danos e o retorno dos moradores. Foi feito o trabalho de escoramento da área danificada para evitar possíveis desabamentos e a entrada gradual dos moradores será liberada somente para retirada de pertences pessoais e animais domésticos.

14/02/2024 | 11h28
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Regulamentação da reforma tributária: Brasil pode ter maior alíquota do mundo, diz Felipe Salto

Na abertura dos trabalhos do Congresso, o governo pediu prioridade para a regulamentação da reforma tributária sobre o consumo, promulgada no ano passado, e a aprovação de uma reforma dos tributos sobre a renda ainda neste ano. Um dos pontos a serem definidos por lei complementar que o governo deve enviar ao Legislativo é a alíquota do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), cujos cálculos dependem da lista de exceções aprovada pelos parlamentares em 2023. Em entrevista à Rádio Eldorado, o economista-chefe e sócio da Warren Investimentos, Felipe Salto, ex-secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, disse que a alíquota brasileira “deve ser a mais alta do mundo”. Nas contas dele, para compensar as exceções, a alíquota ficaria em 33%. Salto também considerou ser “muito difícil” iniciar a segunda etapa da reforma, sobre a renda, em ano eleitoral.

14/02/2024 | 08h05
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