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22/03/2017
Origem: Colchagua. Preço: R$ 79,51 na Mistral. Um corte clássico chileno feito com uvas de um dos vinhedos mais célebres do país, o Apalta (paraíso da Carmenère), por uma vinícola consagrada como a Montes – e vendido aqui por menos de R$ 80. Parece até pegadinha, mas não é: a cor é intensa, próxima do rubi, os aromas são de cassis e tabaco e na boca o vinho é volumoso, mas de potência controlada – ele fala manso, não grita. Os taninos, fininhos, agradam e massageiam a boca. O rótulo escolta lindamente um cordeiro mais suculento ou um confit de pato. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Rapel. Preço: R$ 93 na Domínio Cassis. À primeira vista, esse vinho engana: onde é que já se viu um Carmenère tão clarinho assim? No nariz, ele se entrega: há um verde característico que denuncia a cepa que brilha no Chile. Mas na boca ele volta a colocar o degustador em dúvida: que acidez é essa? E esse final tão duradouro?Por fim, decide-se em apresentar uma versão “light” do que é um Carmenère bem acabado. Prove esse rótulo com carnes vermelhas cozidas ou menos gordurosas (de javali ou cordeiro), com queijos duros e com assados. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Itata. Preço: R$ 96,30 na Decanter. Para muitos, é de Itata, região mais ao sul desta seleção, que vem o vinho mais instigante do Chile hoje. E a Cinsault tem brilhado lá, em rosés e tintos que variam de uma rusticidade atraente à extrema elegância. Aqui, temos um tinto de vinhas orgânicas de 31 anos plantadas em pé franco e em vaso que é elegância pura. Com muita fruta, muita acidez e muita alegria (chama-se galhardia, afinal), é tão fácil de beber que o risco é se surpreender com a garrafa vazia antes do desejado. E, prepare-se, dá fome: previna-se com uma mesa de petiscos variados. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Casablanca. Preço: R$ 90 na La Charbonnade. Uma uva com fama de difícil só tem a ganhar com a influência pacífica, com o perdão do trocadilho e conforme comprova este Pinot Noir de Casablanca, área em que a cepa se deu melhor no Chile. O rótulo produzido pela butique Catrala, associada ao movimento de vinhateiros independentes Movi, é a festa da cereja em que a framboesa foi convidada (ou a cranberry, para os íntimos desta). Na boca, a acidez pontiaguda (quase assustadora, mas logo apaziguada por uma certa doçura) e o corpo leve fazem dele um campeão de “drinkability”, como dizem os cervejeiros. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Leyda. Preço: R$ 93 na Wine&Co. Se você quer fazer uma grande farra dos frutos do mar, leve este vinho para te acompanhar – a experiência vai sair melhor que o esperado. Seu nome cai como uma luva, uma vez que seus vinhedos ficam a apenas 12 km do Pacífico. Mas não pense em praias paradisíacas, que aqui o clima é frio e o frescor é alto-altíssimo, o corpo é leve-levíssimo. Os aromas são cítricos e há um toque vegetal. As uvas vêm de Leyda, região que passou a ser explorada nos anos 1990 e que ficou conhecida pelos bons resultados com Sauvignon Blanc, Chardonnay, Syrah e Pinot Noir. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Colchagua. Preço: R$ 98,50 na Vinhos Mundi. Aqui fica provado que a Malbec tem vida na América do Sul além das fronteiras argentinas. O enólogo da Viu Manent, Patricio Caledon, explica: a vinícola de 1935 já tinha vinhas da cepa francesa em excelente estado. Por que raios eles arrancariam? Melhor cultivá-las e aproveitá-las da melhor maneira possível. Oito décadas depois, a cepa virou um dos diferenciais da vinícola chilena localizada no Vale de Colchagua. Fresco e redondo, este vinho feito para ser tomado sem rigor oferece bela surpresa: a longevidade. Que diga a safra 1996, cheia de cor. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Casablanca. Preço: R$ 62 na Casa Flora. Com mais acidez do que se espera de um Chardonnay, este rótulo assinado pelo cuidadoso Gonzalo Belterzen é feito com uvas colhidas à mão em diferentes vinhedos da charmosa e acidentada propriedade em Casablanca. Com aromas de fruta de caroço (pêssego e damasco) e de flores brancas, proporciona uma relação de longo prazo com a taça, além de mostrar bem as possibilidades gastronômicas dos vinhos de clima frio chilenos: vai bem com frutos do mar e carnes brancas. Da mesma casa, vale provar o Syrah e o Pinot Noir. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Colchagua. Preço: R$ 94 na Grand Cru. Um sonho do biodinamismo encrustado no Vale de Colchagua pelas mãos da família Undurraga (que vendeu a gigante que carrega o seu nome) é a definição mais precisa do que é a vinícola Koyle, fundada há pouco mais de dez anos. E esse modelo mostra que os que antes se interessavam por grandes projetos agora se voltam a ideias menores, mas de peso. O Carmenère da linha de entrada da Koyle (temperado com Syrah e Tempranillo) é uma ótima porta de entrada, por ser pouco vegetal e pela acidez notável, algo incomum para a cepa. Redondo, tem taninos finos. Prove ainda o Syrah (R$ 94). Foto: Montes/Divulgação
Origem: Elqui. Preço: R$ 65,50 na Premium. Se o seu barato é mineralidade, cole aqui neste Pedro Ximénez de solo calcário. De bônus, você recebe um toque floral. O vinho é seco, fresco, facílimo de beber e ideal como aperitivo pré-mesa, embora não faça feio ao lado de uma refeição mais leve, como um peixe grelhado ou saladas – melhor se servido bem fresco, a 10°C. Seu berço é a vinícola mais ao norte do Chile, fundada no fim dos anos 1990 por primos italianos de Trentino que se apaixonaram pelo vale do Elqui, uma região cinematográfica que capturou o coração de muitos. Foto: Montes/Divulgação
Origem: Colchagua. Preço: R$ 68 na Tahaa. A vinícola Siegel não está na boca do povo, mas deveria: faz belos rótulos desde a linha de entrada até o topo. E tão interessante quantos os vinhos é o patriarca Alberto Siegel Dauelsberg, de personalidade sui generis, que comanda a vinícola. Ao fim de uma longa degustação, apresentou este Cabernet Sauvignon, seu “cavalo de batalha”, com certa petulância (veio após o topo). Trata-se de um “achado”: macio e quase doce no ataque, revela a acidez ideal e taninos redondos ao encher a boca. Bela integração madeira-fruta. Foto: Montes/Divulgação
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