PUBLICIDADE

Diretor promete pouco dever de casa na volta dos meninos tailandeses 

Escola onde alguns dos meninos estudam se prepara para recebê-los com o máximo de naturalidade possível

PUBLICIDADE

Foto do author Redação
Por Redação

MAE SAI, TAILÂNDIA  - Na Escola Mae Sai Prasitsart, onde estudam 6 dos 12 garotos retidos na caverna alagada, o diretor e os professores já estão se preparando para a volta às aulas. Eles prometeram não dar muitos deveres de casa para quando os estudantes retornarem. 

Colegas de algunsdos meninos retidos em caverna se preparam para a volta deles à escola Foto: REUTERS/Tyrone Siu

PUBLICIDADE

No sábado, na primeira troca de cartas entre as crianças e suas famílias, divulgada na página de Facebook da Marinha tailandesa, um dos meninos havia pedido que as tarefas não fossem muito duras. “Não se preocupem, estamos fortes. Professora, não nos dê muito dever de casa!”, escreveu um eles. 

+ Vídeo mostra momento em que adolescentes são encontrados em caverna na Tailândia

O diretor da escola, Kanetpong Suwan, disse que professores e estudantes têm sido orientados a tratar os garotos com “normalidade e positivamente”, sem ficar perguntando detalhes que possam fazê-los reviver o ocorrido, dando boas-vindas e os recebendo de “braços abertos”. “Não é culpa de ninguém o que aconteceu com eles”, disse. “Devemos tratá-los como vítimas de um desastre, e não como pessoas que cometeram um erro.” 

Ainda assim, alguns dos amigos e colegas dos meninos não deixam de questionar porquê eles foram tão longe dentro da caverna em uma época de monções. “Eu realmente quero muito saber, por que eles foram tão para dentro?”, questionou Monthip Yodkham, colega de classe de alguns dos meninos. “É muito perigoso. Eu disse isso a eles.” 

Monthip mostrou em seu celular mensagens trocadas em um grupo de amigos, no qual todos estavam empolgados em rever os colegas, sem saber ao certo quem estava entre os resgatados, já que as identidades não foram reveladas. “Eu quero dar um abraço nele!”, dizia uma mensagem, com relação a um dos meninos. / THE WASHINGTON POST 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.