Gerando resumo
Testamos: como a blindagem protegeu a VW Amarok de 30 tiros
Reportagem testou Volkswagen Amarok com blindagem nível III-A. Crédito: Estadão
É pau, é pedra, é o fim do caminho. 2025 foi o ano do “Juízo Final” para alguns carros no Brasil. O motivo não foi apenas a queda nas vendas, mas uma tempestade perfeita. A entrada em vigor do Proconve L8, que impôs limites de emissões mais rígidos, e a mudança global de portfólio das matrizes garantiram o obituário de determinados modelos.
Em comparação com outros anos, 2025, ao menos no Brasil, não foi a hora do adeus de grandes produtos históricos. Espera-se algo do tipo para 2026, com o fim de linhagens simbólicas e uma adoção ainda mais “pesada” aos veículos eletrificados em detrimento dos automóveis a combustão.
Dito isso, confira abaixo alguns dos carros que saíram de linha em 2025 e não contarão novas histórias em 2026. Além disso, separamos alguns produtos que chegam à virada do ano como verdadeiros “zumbis”. Isso porque dependem apenas de uma queima de estoque para dar adeus ao mercado local.
Toyota Yaris (Hatch e Sedã)

O fim da linha para o Yaris nas carrocerias hatch e sedã é puramente estratégico. A Toyota decidiu abrir espaço em seu complexo de Sorocaba (SP) para o Yaris Cross — enfim em pré-venda no Brasil.
Com isso, o Yaris, que utilizava uma base mais antiga e o motor 1.5 aspirado de 110 cv e 15,2 kgfm aliado ao câmbio automático do tipo CVT, perdeu seu lugar.
Jeep Compass Diesel

Por nove anos, o motor 2.0 Multijet de 170 cv foi o trunfo do Compass, fazendo do SUV médio modelo com tração 4x4 e propulsor turbodiesel. Contudo, para atender ao Proconve L8, a Jeep optou por deixar o conjunto de lado a fim de evitar preço final a patamares proibitivos.
Assim, a Stellantis optou por dar a Toro e Commander, por exemplo, o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm. Para o Compass restou, na opção topo de linha, o bom Hurricane 2.0 a gasolina de 272 cv.
Renault Stepway

Este é o último prego no caixão da plataforma B0 (a mesma dos saudosos Sandero e Logan). O Renault Stepway resistiu bravamente como uma opção de “aventureiro raiz”, mas o lançamento do Kardian e a mentalidade do consumidor atual mudaram as coisas.
O motor 1.0 turbo e a transmissão de dupla embreagem do Kardian tornaram o conjunto 1.0 de 82 cv com câmbio manual de cinco marchas do Stepway obsoleto. Além disso, a Renault passou a focar em modelos de maior valor agregado, abandonando de vez o segmento de entrada mais, digamos, acessível.
Audi A4

Um dos sedãs mais elegantes das últimas décadas sai de cena por uma questão de estratégia. A Audi decidiu que seu sucessor direto é o novo A5, que cresceu em dimensões e tecnologia para abrigar os antigos clientes.
Uma pena. Até mesmo porque o Audi A4 é um sedã com bom comportamento dinâmico, muito graças ao motor 2.0 que rende 190 cv de potência e 32 kgfm de torque.
Peugeot e-2008

O SUV elétrico da Peugeot foi vítima da rapidez chinesa. Lançado por R$ 259.990, chegou para ser carro de imagem da marca francesa. No entanto, o preço foi incapaz de sustentá-lo.
Tanto é que a Peugeot promoveu desconto de R$ 100 mil a fim de tentar desovar as unidades. Não deu muito certo. O modelo, equipado com motor elétrico de 156 cv e 26,5 kgfm, chega a um fim melancólico.
Seres 3 e 5

A passagem da Seres pelo Brasil foi meteórica e turbulenta. 3 e 5 sofreram com a falta de uma rede de assistência técnica capilarizada e saíram de linha na velocidade de um... Meteoro (ah, a falta de vocabulário).
Sem volume de vendas que justificasse a operação logística e com a concorrência direta de BYD e GWM, a importadora oficial suspendeu as vendas para reavaliar o modelo de negócio. Em suma, deixou o País.
O Seres 3 tem motor elétrico de 163 cv e 30,6 kgfm. O 5, por sua vez, vem com dois propulsores elétricos que garantem potência e torque combinados de 585 cv e 95,8 kgfm.
Volkswagen Polo GTS

Para deixar a escadinha “no jeito”, o Polo perdeu algumas versões de forma a não pisar no calo do Tera. Este, por linhas tortas, foi o caso do GTS — que tirou o time de campo no primeiro trimestre.
O hatch equipado com motor 1.4 EA211 que rende 150 cv e 25,5 kgfm tinha sua legião de fãs. Deu lugar ao Nivus GTS, lançado com o mesmo conjunto mecânico.
Jaguar também deu tchau

A trinca da Jaguar, E-Pace, F-Pace e I-Pace, também abandonou o barco em 2025. O polêmico reposicionamento de marca fez com que a companhia tirasse de linha todos os seus carros e lançasse um conceito para lá de esquisito, que atende sob alcunha de Type 00.
Clique aqui se tiver coragem e quiser vê-lo. O Jornal do Carro conheceu o modelo em toda a sua glória.
Os “Zumbis” de 2026
Alguns modelos entram no novo ano apenas para cumprir tabela; ou seja, queimar estoque e torcer por um milagre. Outros pertencem a marcas com futuro incerto no país. Todos, claro, estão na berlinda.
Como os modelos da Neta, marca que chegou ao Brasil com promessa de produção local e atuação consistente. Hoje, no entanto, as operações estão em banho-maria. E olha: a coisa já até esteve pior.
Você ainda encontrará unidades dos Neta X e Aya à venda, mas comprar um desses modelos agora é assumir um risco alto em relação à desvalorização e disponibilidade futura de peças.

Já o Suzuki Jimny Sierra é um caso clássico de carro de nicho que resiste ao tempo. Ao menos por ora. O utilitário entra em 2026 como um zumbi porque seu motor 1.5 aspirado está no limite das exigências de emissões e a marca tem futuro incerto no País. O modelo está com “a corda no pescoço”.

Assim como o Forester, SUV que é o epítome da confiabilidade, mas sofreu com a gestão no mínimo discreta do grupo Caoa para a marca Subaru no Brasil. A empresa mantém o Forester no catálogo como um modelo de vitrine para um público muito específico. Muito mesmo.
Preço sugerido? R$ 253.900, pelo menos até a publicação desta matéria. Este é mais um modelo que agoniza por conta do Proconve L8. As unidades disponíveis no País datam de 2023.
Justamente por isso, o Forester chega ao ano de 2026 no Brasil sem atualizações, com estoque limitado e vivendo de sua engenharia de estirpe (motor Boxer e tração integral permanente). Tem futuro duvidoso, nebuloso e vê o telhado cada vez mais próximo.
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