O Android 16 está finalmente entre nós. O Google anunciou nesta terça, 13, a nova geração de seu sistema operacional, que deve chegar aos usuários a partir do meio deste ano. Em um evento separado pela primeira vez do Google I/O, principal da companhia no ano, a gigante mostrou que o novo sistema está ainda mais focado na personalização de ferramentas, com o que considera a “maior atualização de design em anos”. Claro, há também adição de recursos de inteligência artificial (IA) e segurança. O evento teve início às 14h (horário de Brasília).
Apresentado pelo chefe de Android, Sameer Samat, o Android Show: I/O Edition virou uma espécie de esquenta para o I/O, que neste ano deve ter um foco ainda maior no Gemini, a IA do Google.
Veja abaixo tudo sobre o Android
Personalização
Entre as mudanças, agora o usuário vai poder usar um novo pacote de personalização para o celular, o Material 3 Expressive. Sucessor do Material You, lançado em 2021, as novas opções de customização permitem ícones com tamanhos adaptáveis e cores novas e que se ajustam ao sistema.

Live Updates
O Android 16 também apresenta uma nova barra de atividades em tempo real, o Live Updates - uma espécie de mini Ilha Dinâmica, como da Apple, e Now Bar, recém adotada pela Samsung. A ideia é que seja um atalho para indicar e acompanhar tarefas que estão sendo processadas pelo celular no momento, com recursos como localização, microfone ou música. Assim, uma viagem de aplicativo ou um comando no Google Mapas, por exemplo, pode ser acompanhado por um pequeno ícone na parte superior da tela.
Mais mudanças visuais
Outros aplicativos, como streamings de música, também vão ter sua visualização alterada para entregar uma sensação mais amigável para o usuário, com ícones maiores, cores e menos detalhes.
Para esse novo conjunto, o Google aposta no que chama de personalização expressiva, uma forma de traduzir emoções em forma de diferentes opções de layout. Segundo a empresa, essa é a atualização de design mais estudada de todos os tempos. Ao todo 46 pesquisas e cerca de 18 mil participantes fizeram parte do processo de construção do novo sistema operacional, que contou com o monitoramento da atenção dos olhos no celular, na usabilidade e nas reações dos usuários.
“As partes fundamentais do design expressivo são o uso de cor, forma, tamanho, movimento e contenção. Esses aspectos de design também são fundamentais para tornar um produto mais fácil de usar, chamando a atenção para o que importa na interface: fazer com que as principais ações se destaquem e agrupar elementos semelhantes”, explicou a companhia.
As alterações devem chegar com o Android 16 primeiro nos celulares Pixel, do Google, e, posteriormente, em outros aparelhos.

Gemini
Ainda que não tenha apresentado novas ferramentas específicas do Gemini para celulares, o Google afirmou que a IA também está integrada em mais atividades e de forma mais natural com o Android. O Gemini Live, que utiliza a câmera do celular para interações em tempo real com a tecnologia, vai estar disponível para os usuários sem a necessidade de uma assinatura do plano Advanced.
A empresa anunciou que, além dos celulares, outros dispositivos do ecossistema, como relógios e TV, também vão ganhar novas funcionalidades do Gemini.
Uma delas é a inclusão da IA no WearOS 6, para relógios inteligentes. Com o recurso, será possível ativar o Gemini diretamente pelo dispositivo por meio de voz e pedir informações, direções ou mesmo pedir para a IA guardar informações. Em um exemplo mostrado pela empresa, um usuário pede para que o Gemini lembre que sua bolsa está guardada no armário de número 43 da academia. Nesse caso, a IA funciona como uma assistente que vai lembrar da informação no futuro.
Além disso, as TVs que funcionam com Android também vão usar a IA para fazer recomendações de conteúdos baseados em informações e comandos dos usuários. As atualizações devem chegar ao longo do ano, após a chegada do Android 16 para celulares.
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Segurança
Em relação à proteção dos celulares contra fraude e roubos, o Android 16 vai trazer ferramentas de detecção aprimoradas, afirmou o Google. O novo sistema operacional vai trazer um bloqueio extra na proteção contra roubos, lançada no ano passado e inspirada no Brasil.
Agora, mesmo que a senha de bloqueio ou o PIN do celular seja comprometido, o usuário poderá habilitar um bloqueio por biometria de aplicativos específicos, com dados sensíveis. A ferramenta já estava disponível no Google Pixel e em alguns modelos de celulares da Samsung e, a partir de agora, poderá ser encontrada em aparelhos de outras fabricantes.
O Google também criou o Find Hub, um app de localização em que o usuário pode reunir informações de localizadores e outros smartphones. Assim, será possível fazer tracking de malas e outros objetos, localizar dispositivos conectados com a conta Google, como fones de ouvido e tablets, e ainda adicionar parentes e amigos para ter acesso à localização em tempo real.
Proteção contra golpes
O recurso de identificação de golpes também teve atualizações. A ferramenta ganhou uma “ajudinha” da IA para entender diferentes tipos de abordagens pelo Google Message ou ligação, detectando aspectos que podem indicar uma tentativa de crime em contextos financeiros ou de tentativa de sequestro de senhas de aplicativos.
Apesar do anúncio, a ferramenta de segurança em ligações está disponível apenas em caráter de testes no Reino Unido, sem previsão de chegada a outros países.
Outro recurso é o Key Verifier, que permite que o usuário possa confirmar se o contato com quem está falando é realmente uma pessoa conhecida, para evitar golpes em que criminosos fingem ser um parente ou um amigo. Nesse caso, o usuário pode fazer uma verificação por meio de uma mensagem criptografada no Google Message para determinar que o contato é verdadeiro.
