Alho não ajuda a reduzir o colesterol, diz novo estudo

Alho não melhora o hálito e não reduz o colesterol. Esta é a conclusão do estudo mais rigoroso feito até agora sobre o uso de alho cru e de suplementos naturais à base de alho, a despeito de diversas alegações em contrário. Fosse consumido cru em lanches naturais ou sob a forma de pílulas, o condimento não afetou o colesterol de pessoas que já tinham uma taxa elevada da substância no sangue, afirma um estudo patrocinado pelo governo dos Estados Unidos."Se o alho fosse funcionar, ele teria funcionado neste estudo", disse o pesquisador Christopher Gardner.O alho é recomendado, pela medicina popular, para uma variedade de problemas, incluindo doença cardíaca, câncer, infecções e, até, picadas de mosquito. Pesquisas científicas sobre seus efeitos têm obtido resultados conflitantes. Alguns trabalhos parecem mostrar uma redução no risco de certos tipos de câncer, na pressão sanguínea e no colesterol. Outros não mostram resultado algum.Imaginou-se que os benefícios para a saúde, se houvessem, viriam de uma substância chamada alicina, que é liberada quando o alho cru é picado ou amassado. Em testes de laboratório, ela pode ser aplicada diretamente às células, e nessas condições já mostrou evitar a produção de colesterol.Mas os benefícios da alicina para o organismo podem ser diluídos quando o alho é digerido, disse Gardner. A despeito disso, o pesquisador, um apreciador do alho, estava otimista no início do estudo. Ele classificou o resultado como frustrante, mas disse que é possível que benefícios apareçam com o consumo de doses maiores ou por pessoas com problemas mais graves.O estudo aparece na edição desta segunda-feira, 26, do periódico Archives of Internal Medicine. Envolveu 192 adultos com idade média de 50 anos e níveis moderadamente elevados de colesterol LDL, o chamado "colesterol ruim".

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2007 | 18h02

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