Arqueólogos descobrem no Egito antiguidades de 4.000 anos

Foram encontradas no Cairo três portas "falsas" de túmulos fabricados de rocha e duas mesas de oferendas

EFE,

23 Fevereiro 2008 | 13h11

Uma equipe de especialistas do Museu Arqueológico Nacional de Madri descobriu, cerca de 120 quilômetros ao sul do Cairo, um conjunto de antiguidades faraônicas que datam de mais de quatro mil anos, informou neste sábado, 23, a imprensa egípcia.     Os arqueólogos encontraram três portas "falsas" de túmulos fabricados de rocha, e duas mesas de oferendas na localidade de Egnasia, província de Bani Suef, disse o ministro de Cultura egípcio, Farouk Hosni, citado pela imprensa. A descoberta ocorreu durante escavações realizadas pela equipe de arqueólogos que é liderada por Carmen Pérez Die, ressaltou o ministro. As peças datam do Primeiro Período Intermediário da época faraônica (2040-2181 a.C.).   Além disso, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), o egiptólogo Zahi Hawass, revelou que as três portas foram descobertas em um túmulo que foi destruído e incendiado durante períodos consecutivos da história.   As portas falsas, segundo a crença faraônica, eram para que a alma do morto se comunicasse com a vida que continuava do lado de fora das criptas.   Os especialistas encontraram no local restos de muros de outros mausoléus que foram construídos com adobes e blocos de pedra caliça, e fragmentos de vasilhas de cerâmica, que provavelmente datam de fins do Império Antigo faraônico (2700- 2200 a.C.).   Por último, Pérez Die afirmou que os arqueólogos limparam e restauraram as portas, e terminaram de fazer o mesmo com os artefatos encontrados nas últimas temporadas de escavações que realizaram na zona.

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