Bando faz arrastão em 2 condomínios de luxo em SP

Em menos de cinco horas, quadrilha agiu nos bairros dos Jardins e Pedra Branca

Da Redação, Agência Estado

12 Janeiro 2009 | 07h40

Em menos de cinco horas, quadrilhas de assaltantes fizeram dois arrastões em condomínios de luxo de São Paulo localizados nas zonas oeste e norte. Nos dois casos, ocorridos entre a noite de sábado, 10, e a madrugada de domingo, grupos armados renderam porteiros, vigilantes e moradores. Sem ferir ninguém, os ladrões levaram carros, joias, dinheiros, computadores e armas. Ninguém havia sido preso até o início da noite de domingo. A polícia estima que 40 pessoas tenham participado diretamente das duas ações criminosas.A distância de 25 quilômetros entre os dois roubos não afasta a possibilidade de ligação entre as quadrilhas, segundo informou a Assessoria de Imprensa da Polícia Civil. No primeiro arrastão, nos Jardins, os assaltantes levaram um Astra preto. O modelo é idêntico a um dos dez carros usados, segundo testemunhas, no arrastão que aconteceu cinco horas depois, em um condomínio no bairro Pedra Branca, na região próxima ao Horto Florestal, na zona norte de São Paulo.No arrastão nos Jardins, na Alameda Lorena, o alarme chegou a ser acionado duas vezes, mas o segurança achou que o aparelho havia disparado por engano. A empresa NP Monitoramento foi acionada, mas o segurança informou que estava tudo bem e o sistema de alarme foi remontado. Porém, cinco minutos depois, o alarme tocou novamente. Informado de que o problema estava na cerca localizada nos fundos do condomínio, o funcionário deu a volta no prédio para se certificar de que não havia invasores. Quando retornou à guarita, foi rendido por dois assaltantes. De acordo com a polícia, o porteiro foi ameaçado de morte. Os dois ladrões facilitaram a entrada dos outros oito parceiros, sendo seis pela entrada principal e dois pela de serviço. Os assaltantes permaneceram na entrada do edifício e renderam moradores que entravam ou saíam do prédio. As vítimas foram obrigadas a abrir os imóveis. Depois, foram levadas ao apartamento 202, onde ficaram sob a vigilância de um dos criminosos.

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