Bando faz arrastão em café em Moema

Criminosos levaram 6 notebooks, bolsas e carteiras de 12 clientes

Daniela do Canto e Leandro Calixto, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

Doze clientes tiveram os pertences roubados por quatro ladrões, dentro da cafeteria Fran"s Café da Avenida Rouxinol, em Moema, zona sul de São Paulo. Armados com revólveres e pistolas, os criminosos realizaram o arrastão na noite de anteontem. Ninguém foi preso.

O bando chegou ao local por volta das 22h15. Dois deles estavam armados. Um ficou na porta e o outro dentro da cafeteria, enquanto os outros dois comparsas recolhiam os objetos das vítimas. Foram roubados seis notebooks, diversas bolsas, carteiras, celulares e relógios. Dois dos bandidos estavam usando bermudas e camisetas.

Segundo os clientes, do próprio Fran"s Café foram levados apenas dois maços de cigarro. Cerca de cinco funcionárias, todas mulheres, trabalhavam no momento do arrastão. A ação durou menos de sete minutos.

Um dos clientes, o publicitário Renato Dimitrov Muniz Pimenta, de 25 anos, afirmou que ninguém foi agredido. "Não houve violência". Ele teve um notebook, uma mochila e a carteira roubados. A bacharel em Turismo Adriana Silva, de 32, noiva do publicitário, estava no banheiro quando a cafeteria foi invadida. Assim que saiu, foi dominada e teve a bolsa tomada pelos criminosos. Segundo ela, eles apontavam as armas para a cabeça das pessoas. "Estavam todos apreensivos."

Quando os criminosos fugiram, uma das clientes resolveu segui-los a pé. "Fui atrás deles e vi quando entraram num Marea Weekend chumbo que estava estacionado na Avenida Ibirapuera com os faróis apagados. Consegui anotar a placa", contou a comerciante de 41 anos, que pediu par ser identificada apenas como Carolina.

A vítima chamou a PM, que constatou que o carro não era roubado e conseguiu chegar à residência da dona do veículo, na Vila São José, zona sul. Mas no local não foram encontrados os criminosos nem o carro. A dona do Marea seria namorada de um dos assaltantes, e teria afirmado aos policiais que o companheiro, que é usuário de drogas, costuma pegar o carro sem avisá-la.

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