BB espera bancos privados em fundo garantidor de crédito

O Banco do Brasil começará a oferecer a pequenas e médias empresas empréstimos garantidos pelo novo fundo de aval criado pelo governo "nos próximos dias" e avalia que os bancos privados que não aderirem ao mecanismo perderão competitividade.

FERNANDO EXMAN E ISABEL VERSIANI, REUTERS

29 de junho de 2009 | 19h04

Para o vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Ricardo Flores, o fundo garantidor dará maior segurança ao empreendedor e aos bancos, além de abrir espaço para uma redução das taxas de juros.

"Todos os bancos vão querer se manter competitivos. Quem ficar fora eu acho que perde competitividade e perde em escala para o segmento", afirmou Flores em entrevista à Reuters.

Ele acrescentou que o BB avalia novas medidas para aumentar a oferta de crédito.

"O Banco do Brasil continua estudando novas ampliações de crédito, faremos isso em breve", afirmou.

Segundo Flores, os bancos privados demonstraram interesse em aderir à iniciativa do fundo de aval em debates preliminares na Febraban, entidade que representa os bancos.

Diante disso, sua estimativa é que o fundo --que será administrado pelo BB-- estará funcionando "em sua plenitude", com a adesão substancial das instituições financeiras, em até três semanas.

O novo fundo receberá um repasse inicial de 500 milhões de reais em recursos do Tesouro Nacional, aporte que, segundo Flores, pode chegar a até 2,5 bilhões de reais se necessário.

"Assim que todos os bancos, ou os bancos que quiserem participar, fizerem seus aportes, esse fundo poderá ter patrimônio 3 bilhões, 4 bilhões de reais."

"Isso poderá ter uma alavancagem de 12 vezes, o que garante uma massa de recursos para o segmento de micro, pequenas e médias empresas muito grande."

O fundo será usado para garantir até 80 por cento de empréstimos com valores de até 500 mil reais. Segundo o BB, os financiamentos avalizados pelo fundo terão taxas, em média, 30 por cento reduzidas.

O BB anunciou ainda uma nova linha de financiamento a empresas que tenham operações contratadas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A linha, que deverá entrar em operação em "uma semana, no máximo", segundo Flores, funcionará como um adiantamento dos recursos ainda não liberados e terá uma taxa de 1,26 por cento ao mês.

O banco estatal também anunciou que, da ampliação de 11,6 bilhões de reais do crédito para micro e pequenas empresas já anunciada pelo banco, 8 bilhões de reais foram disponibilizados.

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