BNDES considera desembolsos acima de R$150 bi em 2012

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está avaliando a possibilidade de realizar desembolsos acima de 150 bilhões de reais em 2012, afirmou o presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, nesta terça-feira.

REUTERS

22 Maio 2012 | 11h33

O banco também está tratando com o Tesouro sobre a liberação de aportes para reforçar o caixa a partir de meados do ano, disse Coutinho.

"Temos entendimentos com o Tesouro e a partir de meados do ano vamos precisar ir reforçando (o caixa). Estamos em entendimentos... certamente precisaremos do volume suplementar de suporte ao longo desse ano para cumprirmos em torno de 150 bilhões (de reais) em desembolsos", disse Coutinho a jornalistas.

Ele afirmou que há um compromisso do Tesouro de liberar 45 bilhões de reais ainda em 2012, mas não deu mais detalhes como número de tranches ou prazo.

"Estamos em uma faixa que faria de 145 bilhões a 150 e poucos bilhões de reais, que corresponde ao conjunto de projetos que já temos em carteira", acrescentou.

Durante apresentação no Rio Investors Day, Coutinho também afirmou que o BNDES irá liberar 59 bilhões de reais para investimentos em infraestrutura em 2012.

Segundo ele, este desembolso será apoiado em uma emissão de debêntures corporativas ou de infraestrutura. "Estamos em vias de trabalhar os incentivos à emissão de debêntures", afirmou.

Coutinho disse ainda que o pacote de aperfeiçoamento para impulsionar este mercado poderá sair em "questão de semanas", reiterando que as debêntures de longo prazo ocuparão espaço entre as alternativas de investimento para as empresas e o comprometimento do BNDES em fortalecer a liquidez do mercado secundário destes títulos.

CRESCIMENTO DO PAÍS

Coutinho afirmou que a atual situação mundial torna mais difícil a retomada do crescimento brasileiro, o que não significa que o país não tenha condições de enfrentar e sustentar a economia nacional. "O desafio é a recuperação e a aceleração dos investimentos", afirmou.

Segundo ele, até o final do ano será difícil atingir a meta do Ministério da Fazenda para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de 4,5 por cento. "No segundo semestre é possível (um crescimento) entre 4 e 4,5 por cento", acrescentou.

(Por Rodrigo Viga Gaier e Juliana Schincariol)

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