Cães terão coleira especial para combater doença

Cidades do interior de São Paulo estão instalando coleiras especiais nos cães para combater a leishmaniose visceral americana, doença que matou mais de 60 pessoas desde 2010 no Estado. Em Votuporanga, cinco mil cães já receberam as coleiras. A doença infectou 27 pessoas e matou quatro na cidade no ano passado. Em 2014, segundo a vigilância epidemiológica, 266 casos foram notificados e 94 contraíram a doença. Todos os anos, milhares de cães contaminados pela doença são sacrificados.

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

26 de fevereiro de 2014 | 17h57

No total, cerca de 30 mil cães devem receber as coleiras em Votuporanga. Com repelentes, elas têm objetivo de afastar o mosquito palha ou birigui, vetor da leishmania, o protozoário transmissor que tem no cão o hospedeiro da doença, que é transmitida às pessoas também pela picada do mosquito. A doença é crônica, caracterizada por febre, perda de peso, aumento do volume do fígado e baço, infecções, anemia e outros sintomas. Leva à morte em mais de 90% dos casos se não for tratada.

Além de Votuporanga, a cidade de Jales também vai colocar coleiras nos cães para tentar controlar a doença. Lá, outras quatro pessoas morreram em consequência da leishmaniose visceral.

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