Khalil Hamra/AP
Khalil Hamra/AP

Chefe humanitária da ONU diz que 2,5 milhões de sírios precisam de ajuda

Forças do presidente Bashar al-Assad lutam contra os rebeldes há 17 meses

Reuters

16 de agosto de 2012 | 09h12

DAMASCO - A chefe de assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, disse nesta quinta-feira, 16, que pelo menos 2,5 milhões de pessoas precisavam de ajuda na Síria, onde as forças do presidente Bashar al-Assad têm lutado contra os rebeldes, que buscam a deposição dele há 17 meses.

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Falando na Síria, onde se encontrou com o primeiro-ministro Wael al-Halki e outros funcionários nesta semana, Valerie exortou as forças governamentais e rebeldes a fazer mais para proteger os civis em meio à violência.

"Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas e estão na miséria. Talvez mais um milhão têm necessidades humanitárias urgentes devido ao impacto crescente da crise sobre a economia e sobre a vida das pessoas", ela disse a jornalistas em Damasco.

"Em março, estimamos que um milhão de pessoas estavam precisando de ajuda. Agora, até 2,5 milhões precisam de assistência e estamos trabalhando para atualizar nossos planos e necessidades de financiamento."

Um apelo da Organização das Nações Unidas (ONU) para levantar 180 milhões de dólares para a Síria neste ano, com base em estimativas anteriores, atingiu apenas 40 por cento da meta até o momento, afirmaram autoridades da ONU.

Esforços para aumentar a ajuda de emergência também foram impedidos pela escalada da violência, que frustrou os planos dos escritórios regionais humanitários em toda a Síria para fornecer ajuda, e por restrições sírias sobre grupos de ajuda humanitária que operam no seu território.

Valerie disse ter se reunido com famílias deslocadas em Damasco e na cidade de Nabk, no nordeste da capital, que foram alojadas em prédios públicos e escolas, que devem reabrir no próximo mês.

"As necessidades com relação à saúde, abrigo, comida, água e saneamento estão crescendo", disse ela. "A ONU e seus parceiros estão alcançando mais pessoas com a ajuda emergencial a cada mês. Mas estamos apenas atendendo algumas das necessidades. "

"Não é o suficiente. A insegurança e as restrições são parte do problema. Mas o financiamento também está nos segurando", disse ela, apelando por doações internacionais para apoiar o esforço de emergência.

 

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