CPI da Corrupção começa amanhã no RS

Parlamentares fiéis à governadora Yeda Crusius (PSDB) e oposicionistas travam a primeira batalha da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção amanhã, a partir das 17 horas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A investigação vai apurar se agentes públicos foram operadores, intermediários ou beneficiários da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran/RS entre 2003 e 2007, ou de irregularidades em licitações de merenda escolar, serviços e obras públicas ainda sob investigação dos 14 inquéritos sigilosos decorrentes da Operação Solidária da Polícia Federal.

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

31 Agosto 2009 | 20h59

Também deve esclarecer se a governadora Yeda Crusius (PSDB) sabia e encobriu alguma irregularidade e se usou dinheiro de caixa dois da campanha de 2006 para quitar parte de uma casa que adquiriu em dezembro daquele ano. Desde que o assunto surgiu, durante a CPI do Detran, no primeiro semestre do ano passado, a tucana nega ter praticado irregularidades e atribui as acusações ao "golpismo" da oposição, a quem acusa de tentar antecipar a campanha eleitoral de 2010.

Os primeiros requerimentos pedem que sejam chamados a prestar esclarecimentos à CPI o marido da governadora, Carlos Crusius, o ex-secretário-geral de governo Delson Martini, a assessora especial de Yeda, Walna Vilarins Meneses, o chefe de gabinete Ricardo Lied, o ex-proprietário da casa dos Crusius, Eduardo Laranja da Fonseca e o corretor Marcelo Albert, que intermediou a transferência do imóvel. Como a possibilidade de entendimento é pequena, é provável que a primeira sessão se limite a aprovar a convocação dos ex-presidentes do Detran Carlos Ubiratan dos Santos, Flávio Vaz Netto, Estela Máris Simon e Sérgio Buchmann, com a qual as duas bancadas dão indicativos de concordar.

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