Dez soldados da UA morrem na Somália e Quênia envia reforços

O Quênia enviou nesta sexta-feira mais soldados para combater a milícia Al Shabaab no sul da Somália, e a força de paz da União Africana admitiu que dez dos seus soldados morreram em uma intensa batalha contra os rebeldes na capital somali.

FEISAL OMAR E ABDI SHEIKH, REUTERS

21 de outubro de 2011 | 18h21

Autoridades regionais realizaram uma reunião de emergência para discutir o agravamento da situação na Somália, cinco dias depois de tropas do Quênia cruzarem a fronteira para perseguir sequestradores supostamente vinculados aos rebeldes da Al Shabaab, grupo afiliado à Al Qaeda.

Os militares quenianos disseram que suas forças ocuparam duas cidades, mas um porta-voz de uma milícia aliada ao governo somali disse que o avanço militar foi prejudicado pelas forte chuvas.

Blindados e caminhões com armas, mantimentos e barracas foram vistos deixando quartéis quenianos na quinta e sexta-feira rumo à fronteira.

"Mais homens do Exército a bordo de caminhões militares ainda estão passando por aqui, indo para a Somália", disse Ali Barre, morador da localidade de Diff, próxima à fronteira.

"Toda a área é como uma zona de guerra. É como se toda a nossa força militar estivesse indo para a Somália", afirmou Barre, acrescentando que faz quatro dias que os comboios passam por ali.

O governo somali, que tem apoio ocidental e do Quênia, tem alardeado vitórias neste ano na capital contra a Al Shabaab, que tenta impor um rígido regime islâmico.

Mas combatentes da Al Shabaab continuam controlando alguns bairros da cidade. Na quinta-feira, houve intensos confrontos no bairro de Daynile.

(Reportagem adicional de Sahra Abdi, Humphrey Malalo e Duncan Miriri, em Nairóbi; de Patrick Nduwimana, em Bujumbura; e de Noor Ali, em Isiolo)

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